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70 ANOS CNEN
1974 — O cíclotron e a expansão das possibilidades da tecnologia nuclear
Em 1974, a tecnologia nuclear brasileira ganhou uma nova ferramenta. O Instituto de Engenharia Nuclear instalou o Cíclotron CV-28, um acelerador de partículas que, naquele momento, era o primeiro cíclotron compacto de energia variável instalado no país.
Inaugurado em 31 de dezembro daquele ano, o equipamento ampliou significativamente as possibilidades de pesquisa e desenvolvimento tecnológico do instituto.
Diferentemente de um reator nuclear de pesquisa, um cíclotron utiliza campos eletromagnéticos para acelerar partículas carregadas a altas energias. A tecnologia pode ser utilizada para produzir determinados radioisótopos e realizar pesquisas em diferentes áreas.
No caso do CV-28, suas aplicações incluíam pesquisa básica em física atômica e nuclear, produção de radioisótopos para medicina nuclear, biologia, agricultura e indústria, análise por ativação e estudos relacionados a materiais empregados em reatores.
Mais uma vez, a história mostra que falar em tecnologia nuclear significa falar de uma rede de aplicações. O mesmo conhecimento que permite investigar fenômenos fundamentais da física pode ser utilizado para desenvolver tecnologias aplicadas.
No campo da saúde, os aceleradores de partículas se tornaram particularmente importantes, já que alguns radioisótopos utilizados em exames médicos têm meia-vida curta e precisam ser produzidos próximos aos centros onde serão utilizados. Essa característica explica a importância da existência de centros de produção distribuídos pelo território.
O Cíclotron CV-28 também ajudou a consolidar a atuação do IEN em pesquisa de radioisótopos e radiofármacos. A partir da instalação do equipamento, tiveram início novas atividades, entre elas o desenvolvimento de métodos para produção de radionuclídeos.