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Estímulo ao financiamento movimenta o mercado de viagens pelo Brasil
Por Carolina Valadares
Os desafios da economia estão gerando oportunidades de negócio para o turismo. Na tentativa de manter a ocupação dos hotéis, a movimentação dos atrativos turísticos e a venda de bilhetes aéreos, empresas do setor estão reinventando estratégias para comercializar seus produtos. Uma delas é o acesso ao crédito.
Por iniciativa do Ministério do Turismo, o viajante passou a ter uma linha especial na Caixa Econômica Federal, que, no ano passado, emprestou R 270,3 milhões, mais que o dobro do valor de 2010. O financiamento pode ser feito em até 48 meses e cobre despesas com meios de hospedagem, companhias aéreas, restaurantes, agências de viagens, locadoras de automóveis e parques temáticos.
O setor de viagens continua em alta no país. O número de viagens domésticas passou de 186,1 milhões em 2010, para 206 milhões no ano passado, um crescimento de 10,75%. São cerca de 60 milhões de brasileiros consumindo viagens no país. O interesse do brasileiro de viajar pelo país também cresceu. Segundo a última pesquisa do Ministério do Turismo, entre os entrevistados que manifestaram intenção de viajar, 73% escolheram destinos nacionais, especialmente da região Nordeste.
De acordo com o ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, a Olimpíada e o dólar elevado devem contribuir para alavancar o turismo nacional neste ano e no próximo. O estímulo a viagens pelo Brasil, com o câmbio favorável, também vem de fora. Recentemente, uma grande companhia aérea estrangeira lançou um ticket específico para os americanos viajarem pelo Brasil, ao valor de US 299 por um período de 10 dias, com viagens ilimitadas por mais de 100 cidades, ou US 399 por 21 dias.
“O Ministério do Turismo tem o papel de incentivar essas linhas de crédito para que mais brasileiros viajem pelo país e mais empresários invistam no turismo”, diz o coordenador geral de investimentos do Ministério do Turismo, Marcio Vantil. Na mesma linha da Caixa, um crediário do Banco do Brasil parcela a compra de pacotes de viagem, passagens aéreas e hospedagem. No ano passado, foi concedido cerca de R 1,14 milhão em créditos a correntistas, um gasto médio alto, de cerca de R 3.400 por pessoa.