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NOVO ACORDO DO RIO DOCE
ICMBio inicia projeto de R$ 76,5 milhões para consolidar Unidades de Conservação na Bacia do Rio Doce
Paisagem do Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz, unidade de conservação federal que integra as ações de fortalecimento ambiental previstas no projeto da Bacia do Rio Doce. Foto: Acervo RVS de Santa Cruz/ICMBio
OInstituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) iniciou a execução de um projeto de R$ 76,5 milhões voltado à consolidação de Unidades de Conservação (UCs) federais na Bacia do Rio Doce, abrangendo o leste de Minas Gerais e o noroeste do Espírito Santo, e na região costeiro-marinha. A iniciativa integra o Novo Acordo do Rio Doce e recebeu, em 2026, o primeiro repasse de R$ 32,3 milhões, feito pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).
O projeto tem como foco ampliar a efetividade da gestão ambiental em seis áreas protegidas localizadas nos dois estados: Área de Proteção Ambiental Costa das Algas, Floresta Nacional de Goytacazes, Parque Nacional Marinho dos Abrolhos, Reserva Biológica de Comboios, Reserva Extrativista de Cassurubá e Refúgio de Vida Silvestre de Santa Cruz. A proposta é aliar pesquisa científica, extensão e ações de manejo para fortalecer a conservação da biodiversidade a longo prazo.
Para viabilizar a execução, o ICMBio firmou parceria com a Fundação Espírito-Santense de Tecnologia (FEST), que atuará no apoio técnico às atividades de monitoramento da biodiversidade e gestão do conhecimento na região.
As ações previstas incluem desde o fortalecimento da educação ambiental e da relação com comunidades locais até intervenções diretas na proteção de habitats e no controle de espécies invasoras. Também estão previstas a adoção de tecnologias para monitoramento da fauna e da flora, além de melhorias na infraestrutura de visitação, com foco no turismo sustentável.
Segundo o coordenador-geral de Planejamento e Gestão de Recursos Externos (GPPLAN/DIPLAN) do ICMBio, Luiz Felipe de Luca, o projeto articula diferentes frentes para aumentar a eficiência das políticas de conservação.
As ações previstas incluem desde o fortalecimento da educação ambiental e da relação com comunidades locais até intervenções diretas na proteção de habitats e no controle de espécies invasoras. Também estão previstas a adoção de tecnologias para monitoramento da fauna e da flora, além de melhorias na infraestrutura de visitação, com foco no turismo sustentável.
O coordenador-geral destaca ainda que o incentivo à pesquisa e à extensão científica contribui para decisões mais qualificadas na gestão das unidades. “Com isso, as UCs avançam na promoção do uso público sustentável e na proteção da biodiversidade”, indica.
A iniciativa integra as obrigações previstas no processo de repactuação da Bacia do Rio Doce. Entre os resultados esperados, está a melhoria gradual do Índice de Efetividade de Gestão (SAMGE) das unidades, com impactos diretos na conservação ambiental e no uso sustentável desses territórios.