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ESTATÍSTICA
IBGE celebra 90 anos com lançamento de publicações no Itamaraty
O mapa-múndi “Riqueza de Espécies 2025” traz informações sobre a biodiversidade ao redor do mundo, por meio do indicador de riqueza de espécies. Foto: Thiago Antunes
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) iniciou as celebrações de seus 90 anos nesta segunda-feira, 4 de maio, em um evento no Palácio do Itamaraty. A cerimônia reuniu autoridades e diplomatas de mais de 20 países para o lançamento de obras que mostram a força dos dados brasileiros e a nova forma de o país se apresentar ao mundo.
As publicações lançadas, Brasil em Números - 2025 e IBGE pelo Mundo, abrem um calendário especial que celebra a trajetória da instituição responsável por ajudar o Brasil a conhecer a si mesmo.
Durante o evento, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, ressaltou que a história do IBGE se mistura com a construção do Brasil moderno. “Ao longo de sua trajetória, o IBGE consolidou-se como referência na produção de estatísticas e informações geográficas. Seus dados não apenas ajudam a compreender o país, eles revelam tendências e oferecem as bases necessárias para o planejamento de políticas públicas e para a projeção do Brasil no futuro ", disse.
O presidente do IBGE, Marcio Pochmann, reforçou a importância do momento. “Nós não apenas estamos abrindo as comemorações dos 90 anos do sistema estatístico e geográfico nacional, como também celebrando os 155 anos desde que as estatísticas oficiais foram estabelecidas no nosso país. As estatísticas foram introduzidas e transformadas em momentos singulares da história do Brasil”, declarou.
PELO MUNDO — A publicação IBGE pelo Mundo, lançada em português, espanhol e inglês, apresenta um panorama das principais ações internacionais realizadas pelo Instituto em 2025, ampliando o acesso às informações e fortalecendo a cooperação com países parceiros.
Nesta edição, merece destaque a Presidência Pro Tempore do Brasil no Brics e no Mercosul, que conferiu ao IBGE a responsabilidade de presidir o Grupo de Chefes de Institutos de Estatística do Brics e a Reunião Especializada de Estatística do Mercosul.
A atuação do IBGE no cenário internacional desenvolveu-se em quatro frentes principais: participação em fóruns de estatística e geociências; cooperação técnica; colaboração com organismos internacionais e outros parceiros; e organização de eventos internacionais.
NÚMEROS — O Brasil em Números – 2025, em sua 33ª edição, traz um retrato abrangente dos dados sociais, demográficos e econômicos do país. Pela primeira vez, os artigos foram elaborados por especialistas do próprio IBGE, e as ilustrações têm como base o acervo institucional.
A cada volume, os assuntos abordados recebem a contribuição de destacados especialistas na área de cada tema contemplado, por meio de comentários e da apresentação de dados, tabelas e gráficos. O documento serve como instrumento de consulta e de base para análises e planejamento em diversas esferas e finalidades.
Neste ano, trata-se de uma edição comemorativa, e os artigos foram elaborados por profissionais da casa, fazendo parte dos eventos comemorativos dos 90 anos do IBGE. Excetua-se apenas o tema Poder Judiciário, escrito pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O Brasil em Números é compacto em seu formato, leve e fácil de manusear. Seu conteúdo está disponível em português e inglês, ampliando-se ainda mais o impacto e a abrangência das informações.
BIODIVERSIDADE — Outra novidade apresentada foi o mapa-múndi “Riqueza de Espécies 2025”, lançado para marcar o Dia Internacional da Diversidade Biológica, celebrado em 22 de maio. A data, estabelecida pelas Nações Unidas, homenageia a aprovação do texto final da Convenção da Diversidade Biológica, em 22 de maio de 1992. O tema da edição de 2026 é “Agir localmente para um impacto global”, incentivando ações comunitárias e práticas locais, como a coleta seletiva e o consumo consciente, que geram impactos positivos em escala global.
O mapa-múndi “Riqueza de Espécies 2025” traz informações sobre a biodiversidade ao redor do mundo, por meio do indicador de riqueza de espécies, que mede a quantidade potencial de espécies de anfíbios, pássaros, mamíferos, répteis, crustáceos e peixes de água doce que ocorrem em cada célula de 100 km².
BRASIL NO CENTRO — Em termos de representação cartográfica, o mapa traz o Brasil centralizado, como representação de sua importância no atual contexto social e político; apresenta a tradicional orientação Norte–Sul invertida, como um lembrete de que existem diferentes formas de visualizar o mundo; e incorpora a novidade da projeção cartográfica Equal Earth.
Além disso, essa projeção busca promover uma visão mais justa e “descolonizada” do mundo, corrigindo o viés eurocêntrico presente em mapas tradicionais e servindo como uma ferramenta educacional e de representação mais equilibrada.