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Comitê Executivo avança no desenvolvimento da Plataforma Comum da TV 3.0 e apresenta protótipo funcional
5ª reunião do Comitê Executivo da Plataforma Comum da TV 3.0 apresentou avanços no desenvolvimento da plataforma e demonstrou protótipo funcional em ambiente simulado. A iniciativa integra a estratégia do Governo Federal para implementação da TV 3.0 no Brasil. Foto: Getty Images
O Comitê Executivo da Plataforma Comum da TV 3.0 realizou, na segunda-feira (27/4), a 5ª reunião ordinária para apresentação dos avanços no desenvolvimento da plataforma e demonstração de protótipo funcional em ambiente simulado. A iniciativa integra a estratégia do Governo Federal para implementação da TV 3.0 no Brasil, com foco na ampliação do acesso à informação, à comunicação pública e aos serviços digitais.
O encontro reuniu representantes da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), do Ministério das Comunicações (MCom), da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), reforçando a articulação interinstitucional necessária à consolidação da Plataforma Comum como componente estruturante do novo ecossistema de televisão aberta no país.
A versão apresentada demonstra o estágio atual de desenvolvimento da Plataforma, que já conta com funcionalidades como catálogo de conteúdos, transmissão ao vivo (streaming), vídeo sob demanda (VOD) e estrutura inicial voltada à integração de serviços públicos digitais.
RADIODIFUSÃO E SERVIÇOS DIGITAIS — A Plataforma Comum constitui um ambiente integrado que articula a transmissão de conteúdos audiovisuais com a oferta de serviços digitais, permitindo ao cidadão acessar, por meio do televisor, informações e funcionalidades associadas a políticas públicas.
Esse modelo, que integra a televisão pública à oferta de serviços governamentais digitais, foi apontado como um diferencial da tecnologia brasileira durante a NAB Show 2026, segundo integrantes do Comitê que participaram da feira internacional.
A demonstração técnica apresentou a jornada do usuário na TV 3.0 a partir do acesso direto à Plataforma na interface da televisão, destacando a convergência entre radiodifusão e internet. O protótipo contempla catálogo de aplicações e canais, transmissões ao vivo via broadband, conteúdos sob demanda e funcionalidades iniciais de integração de serviços digitais.
As equipes técnicas reforçaram que a versão apresentada é parcial e seguirá em desenvolvimento contínuo, incorporando contribuições institucionais e aprimoramentos técnicos ao longo das próximas etapas.
OFERTAS E PERSONALIZAÇÃO — Entre os elementos centrais da Plataforma Comum está a possibilidade de disponibilização de serviços públicos digitais diretamente na televisão, ampliando o alcance das políticas públicas e facilitando o acesso da população a informações e serviços essenciais.
A implementação desses serviços ocorrerá de forma progressiva, a partir da integração com sistemas governamentais e da definição de prioridades no âmbito da governança do projeto. Também está em desenvolvimento um sistema de autenticação unificada, que permitirá a personalização da experiência do usuário e o acesso a funcionalidades que demandam identificação.
GOVERNANÇA E COORDENAÇÃO — Durante a reunião, foi reafirmada a indicação da Empresa Brasil de Comunicação (EBC) como responsável pela gestão da Plataforma Comum, incluindo a operação e a organização editorial dos conteúdos disponibilizados.
A coordenação estratégica permanece sob responsabilidade do Comitê Executivo, instância responsável pela definição de diretrizes, priorização de serviços e acompanhamento das etapas de desenvolvimento, assegurando alinhamento com os objetivos da política pública de implementação da TV 3.0.
IMPLANTAÇÃO E EXECUÇÃO — A Plataforma Comum será embarcada em televisores e set-top boxes compatíveis com o padrão da TV 3.0. Ao longo do mês de maio, serão feitos testes com conversores, como uma etapa importante de validação da infraestrutura proposta.
Nesta fase inicial, os esforços estarão concentrados na avaliação tecnológica, com ênfase na qualidade da recepção de áudio e vídeo, no desempenho dos dispositivos e na estabilidade do ambiente de execução.
PRÓXIMAS ETAPAS — Entre os principais pontos em desenvolvimento estão a ampliação da integração de serviços, o aprimoramento da interface, a definição editorial dos conteúdos e o fortalecimento do modelo de governança.
Ao final da reunião, foi indicada a realização de novas agendas técnicas para consolidação das definições relacionadas à interface, aos serviços e às diretrizes operacionais, com vistas à validação nas instâncias competentes e ao avanço da implementação da TV 3.0 no país.