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PREVIDÊNCIA SOCIAL
Nacionalização da fila do INSS inicia mais de 105 mil análises em apenas uma semana
A unificação faz com que as filas deixem de ser regionais e funcionem em nível nacional, com o INSS ampliando atendimentos e mobilizando mais servidores. Foto: INSS
A nacionalização da fila de análise de benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já resultou no início da análise de mais de 105 mil processos. A medida, implementada em 13 de janeiro, acelerou o reconhecimento de direitos e reduziu o tempo de espera dos segurados ao priorizar pedidos que aguardavam há mais de 45 dias por análise.
Com a unificação das filas, que deixaram de ser regionais e passaram a funcionar em nível nacional, o INSS ampliou a capacidade de atendimento ao permitir que servidores de diferentes regiões atuem de forma integrada, independentemente do local de origem do pedido.
Desde o início da fila nacional, foram registradas 105.150 tarefas “puxadas”, ou seja, processos que tiveram sua análise iniciada. Desse total, 48.574 já foram concluídas em um curto intervalo de tempo. A força-tarefa mobilizou 2.375 servidores, que atuam de forma complementar às atividades regulares do Instituto, sem prejuízo ao andamento normal das análises.
O presidente do Instituto, Gilberto Waller, destacou o avanço. “Essa nacionalização nos permite atuar com mais igualdade e com um maior número de servidores nos casos de maior espera. Com a mudança, a força de trabalho das regiões com melhores indicadores podem atuar nos processos daqueles que aguardam há mais tempo. Nossa prioridade é atacar a fila de verdade”, afirmou Waller.
PRIORIZAÇÃO — A nacionalização da fila foi implementada com a publicação da Portaria PRES/INSS nº 1.919, que trouxe mudanças no Programa de Gerenciamento de Benefícios (PGB) e no Pagamento Extraordinário. A medida consolidou a fila única nacional, que fortalece a estratégia de priorização dos pedidos mais antigos.
O PGB reúne ações voltadas à melhoria do fluxo de análise dos processos de concessão e revisão de benefícios previdenciários. Com a nova portaria, o INSS reforça o foco nos segurados que aguardam há mais tempo e dá atenção especial aos benefícios com maior demanda, como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e os benefícios por incapacidade, que representam quase 80% da demanda.
Com a nova dinâmica, servidores de regiões com menor tempo de espera podem contribuir diretamente na análise de processos de localidades com maior volume de demanda.