Notícias
ECONOMIA
Com desaceleração em janeiro, prévia da inflação fica em 0,20%
O principal impacto veio da redução de 2,91% na energia elétrica residencial, influenciada pela mudança da bandeira tarifária amarela, em vigor em dezembro, para a bandeira verde em janeiro. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
A prévia da inflação oficial do país ficou em 0,20% em janeiro, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), divulgado nesta segunda-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa uma desaceleração de 0,05 ponto percentual em relação a dezembro, quando o índice havia sido de 0,25%.
Entre os fatores que contribuíram para o ritmo mais moderado da inflação no mês está a queda no grupo Habitação, que recuou 0,26%. O principal impacto veio da redução de 2,91% na energia elétrica residencial, influenciada pela mudança da bandeira tarifária amarela, em vigor em dezembro, para a bandeira verde em janeiro, sem cobrança adicional nas contas de luz. Esse movimento foi o maior impacto negativo no índice do mês.
O grupo Transportes também ajudou a conter o índice, ao registrar queda de 0,13% em janeiro. O recuo foi influenciado, principalmente, pela redução de 8,92% nas passagens aéreas e pela queda de 2,79% no ônibus urbano, resultado de políticas de gratuidade e tarifa zero aos domingos e feriados em algumas capitais. Ainda assim, houve pressão dos combustíveis, que subiram 1,25% no mês, com destaque para o etanol e a gasolina.
ALIMENTAÇÃO — No grupo Alimentação apresentaram queda o leite longa vida (-7,93%), o arroz (-2,02%) e o café moído (-1,22%). Após sete meses consecutivos de queda, a alimentação no domicílio subiu 0,21%. Com isso, o grupo Alimentação e bebidas, de maior peso no índice, ficou em 0,31% em janeiro. As maiores altas foram tomate (16,28%), batata-inglesa (12,74%), frutas (1,65%) e carnes (1,32%).
SAÚDE E CUIDADOS PESSOAIS — Mesmo com a desaceleração do índice geral, alguns grupos exerceram pressão sobre a inflação. O destaque foi Saúde e cuidados pessoais, que apresentou a maior variação entre os nove grupos pesquisados, com alta de 0,81%. O resultado foi influenciado principalmente pelo aumento dos artigos de higiene pessoal, que subiram 1,38%, além do reajuste de 0,49% nos planos de saúde.
ACUMULADO DO ANO — No acumulado do ano, o IPCA-15 registra alta de 0,20%. Já no acumulado em 12 meses, o índice chegou a 4,50%, acima dos 4,41% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em janeiro de 2025, a taxa havia sido de 0,11%.
Variação dos nove grupos pesquisados:
-
Habitação: -0,26%
-
Transportes: -0,13%
-
Alimentação e bebidas: 0,31%
-
Educação: 0,05%
-
Artigos de residência: 0,43%
-
Vestuário: 0,28%
-
Despesas pessoais: 0,28%
-
Comunicação: 0,73%
-
Saúde e cuidados pessoais: 0,81%
METODOLOGIA — Para calcular o IPCA-15, o IBGE compara os preços coletados entre 13 de dezembro de 2025 e 14 de janeiro de 2026 com os valores observados no período anterior, de 14 de novembro a 12 de dezembro de 2025.
A metodologia é a mesma utilizada no IPCA. A diferença está no período de coleta dos preços e na área pesquisada. O índice mede a variação de preços para famílias com renda de 1 a 40 salários mínimos e abrange as regiões metropolitanas do Rio de Janeiro, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, São Paulo, Belém, Fortaleza, Salvador e Curitiba, além de Brasília e do município de Goiânia.