Declaração à imprensa do senhor Porta-Voz, general Rêgo Barros
Brasília-DF, 20 de março de 2019
Então pessoal boa noite.
Após uma viagem super exitosa, voltamos ao nosso briefing. Amanhã nos encaminhamos ao Chile, juntamente com o nosso presidente, para darmos continuidade a essas visitas que são extremamente importantes para o relacionamento diplomático do nosso país, mais especialmente para o relacionamento comercial.
Eu queria destacar da viagem aos Estados Unidos a fidalguia com a qual nós fomos recepcionados pelo governo do presidente Donald Trump. Parte da comitiva, inclusive, foi hospedada na “Blair House”, que é uma casa próxima à Casa Branca, e esta hospedagem dignifica a nossa comitiva perante aquele governo.
Alguns temas importantes dessa visita: o acordo de salvaguardas tecnológicas do Centro de Lançamento de Alcântara, que agora nós gostaríamos de passar a chamá-lo de Centro Espacial de Alcântara, visto que outras tecnologias foram envolvidas ou serão envolvidas e a concepção passará a ser bastante maior.
Provavelmente vocês já receberam detalhes técnicos sobre o Centro Espacial, mas de qualquer forma nós nos colocamos à disposição, para abastecermos com mais dados, se assim vocês o desejarem.
A questão da organização para cooperação e desenvolvimento econômico, então a sinalização do governo dos Estados Unidos de apoiar essa nossa reivindicação junto aquele órgão, nos fortalecendo sob o ponto de vista comercial, mostrando que efetivamente o nosso presidente entende que o livre comércio deve balizar a relação entre estados, entre governos, entre nações.
A outra questão é o nosso convite para participarmos, como convidados da OTAN, a um nome técnico e isso também demonstra, da parte do governo dos Estados Unidos, o reconhecimento do status do nosso País, sob o ponto de vista de liderança regional e até sobre o ponto de vista de liderança mundial. Isso também vai trazer um aporte para as nossas Forças Armadas e para a área de tecnologia e vai vir a nos fortalecer seguramente.
Eu gostaria de destacar discurso do ministro Paulo Guedes, na Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos. Foi um belo discurso. Tive oportunidade de compartilhar com ele deste momento, colocando claramente quais são os pontos que vigorosamente nós deveremos perseguir. Privatização, Previdência, enxugamento da legislação, dentre outros. O seu discurso foi deveras aceito por aqueles que ali se encontravam e foi inclusive replicado em alguns órgãos da imprensa americana.
E coroando aquele evento, na tarde de segunda-feira, nós tivemos o discurso do nosso presidente. Foi um discurso de emoção, um discurso de reconhecimento da importância dessa aproximação com os Estados Unidos e um discurso onde ele, abrindo-se para a platéia, mostrou uma mudança radical de posicionamento do nosso País. Dos pontos de vista comercial e ideológico.
Nossa próxima viagem ao Chile, nós temos um texto que eu gostaria de lê-lo, para clarificar como nós entendemos essa viagem.
As relações entre Brasil e Chile, caracterizam-se pela amizade, reciprocidade e pelo dinamismo do intercâmbio comercial e empresarial. Na coordenação política, o bom entendimento e a adoção de posições comum, tem sido frequentes.
No âmbito sul-americano, o Chile é fundamental para o Brasil, sendo o segundo maior parceiro comercial. Os dois países compartilham o entendimento de que as iniciativas de integração regional em curso podem e devem ser convergentes e trabalham juntos para promover o diálogo entre a aliança do Pacífico e o Mercosul.
O presidente Piñera, foi um dos primeiros presidentes a congratular o nosso presidente Jair Bolsonaro, após o resultado exitoso nas eleições de outubro do ano passado. E na oportunidade, o nosso presidente prometeu que visitaria aquele país com prioridade e configurando-se a sua promessa, aproveitará a Cúpula de Integração Sul-americana, que e ocorrerá a partir da próxima sexta-feira.
Eu vou listar o cronograma de atividades, para que vocês possam montar as suas planilhas e entender a sequência das ações.
Então, nós vamos sair aqui na quinta-feira às 12 horas, e uma chegada prevista em Santiago às 16 horas, hora local. O presidente vai manter a sua rotina de uma live e ela ocorrerá às 19 horas, hora local também, que salvo melhor juízo, é o mesmo horário aqui no Brasil. Teria que te dar uma checada, mas eu acho que é o mesmo horário. Há uma hora de diferença? Ele vai ter a preocupação de que a live, seja as 19 horas daqui, por acaso isso não ocorrer, nós fazemos chegar a informação a vocês. E ele vai ter uma agenda privada no jantar. Uma recepção por parte do nosso embaixador, dos nossos diplomatas, até porque é o dia do seu aniversário. Então, é muito justo que a diplomacia brasileira no exterior faça uma homenagem ao seu chefe de Governo e Chefe de Estado.
No dia seguinte dia 22, ocorrerá a Cúpula Presidencial sobre Integração Sul-americana. Ela iniciar-se-á às onze e trinta horas, já estão confirmados os presidentes dos seguintes países: Brasil, Peru, Argentina, Paraguai, Colômbia, Equador, além do país anfitrião que é o Chile.
O propósito é criar um novo marco na América do Sul, o Prosul, para melhor coordenação, cooperação e integração regional livre de ideologias, aberto a todos e cem por cento comprometido com a democracia e os Direitos Humanos. Conforme apontou o presidente chileno, Sebastian Piñera.
Haverá em seguida um almoço oficial para a Cúpula. No dia seguinte, um café oferecido pela Sociedade de Fomento Fabril do Chile, que é a SOFOFA. Isso ocorrerá às nove horas, no hotel de hospedagem do presidente. Essa Sociedade é a associação comercial de empresas, sindicatos do Setor Industrial Chileno e foi fundada em 1833. Participarão do café de quinze a vinte empresários chilenos de grandes empresas e bancos.
No dia vinte três ocorrerá a Reunião Bilateral com o Chile. Então o Presidente estará indo atender a duas atividades. A atividade referente a Cúpula presidencial sobre integração Sul-americana e posteriormente uma visita oficial ao Chile.
Nesta visita oficial estão sendo formulados memorandos de entendimento em várias áreas e que oportunamente serão confirmados e informados a todos vocês. Nosso presidente, à semelhança do que fez nos Estados Unidos, fará uma posição Floral no monumento ao Libertador General Bernardo O’Higgins.
Haverá posteriormente um almoço oferecido pelo presidente do Chile e ao final da tarde o nosso retorno ao País.
Eu me coloco agora a disposição de vocês para perguntas. Eu sei que o dia hoje trata da nova Previdência e do sistema de proteção social dos militares das Forças Armadas. E o nosso presidente, o nosso governo, como prometeu, cumpriu o prazo e fez chegar ao Congresso o pensamento do presidente sobre esse assunto que é tão importante quanto a Nova Previdência como um todo, que já foi entregue igualmente pelo nosso presidente algum tempo atrás.
Jornalista: Boa noite, porta-voz. Carla Araújo, do Valor Econômico.
Porta-voz: Como vai Carla?
Jornalista: Tudo bem. Em relação ao texto do PL dos militares, a versão que saiu da Defesa para a Economia, ela gerou uma reação nos quartéis que resultou em algumas mudanças ali, na criação de uma patente e outras coisinhas. Teve essa reação, algumas pessoas falaram em relação a racha dentro dos quartéis. Eu queria saber como que vai ser a comunicação dessa reforma dentro dos quartéis, se essa resistência ela já está minimizada ou se ela ainda vai ser mais? O senhor imagina conhecendo bem as Forças, se ela vai ser ali impulsionada ainda, com agora esse novo texto? Como é vai ser essa comunicação do PL para dentro dos quartéis também? E aí só uma dúvida, o líder na Câmara falou que o presidente também vai participar de uma live sobre a Previdência na sexta-feira no Chile. Eu acho que ele está equivocado.
Porta-voz: Eu desconheço essa informação, vou consultar o presidente. Então é a segunda resposta. A primeira, as Forças Armadas, elas são pautadas pela hierarquia e disciplina. E as nossas Forças Armadas historicamente se valem desses dois pilares para a construção dessa confiabilidade que chega 80%. Os chefes militares compreendem as necessidades dos seus subordinados e são os interlocutores junto ao governo dessas demandas e dessas necessidades. Então, não se faz necessário que os estamentos mais inferiores da nossa carreira tenham a oportunidade de apresentar, de iluminar diretamente a sociedade. Os chefes militares são responsáveis por isso, e fazem isso por dever de justiça e por princípio de liderança. Não existe nenhum tipo de racha, de cunha nas nossas Forças Armadas. Nós somos unidos, nós temos projeto, nós olhamos para o futuro do nosso país.
Jornalista: Porta-voz, tudo bem? Boa noite. Basília Rodrigues, Rádio CBN.
Porta-voz: Como vai?
Jornalista: O Palácio tem alguma avaliação sobre a pesquisa Ibope, que mostrou que houve uma queda na aprovação do Bolsonaro em cerca de 15 pontos, e não é assim, algo em uma distorção ou um contrassenso o fato dele ter sido eleito com a maioria e logo nos três primeiros meses de governo já ter tido essa queda brusca na popularidade, na aprovação de governo? E a minha segunda pergunta é sobre a comitiva brasileira que vai acompanhar o presidente nessa viagem agora. Quem estará nessa comitiva, que estará lá para comentar ou melhor para comemorar o aniversário do presidente? Quem vai estar nessa comitiva?
Porta-Voz: Então vamos lá. O presidente da República, o ministro da Controladoria Geral da União, o ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, deputado Eduardo Bolsonaro, presidente da Creden na Câmara e o deputado Hélio Lopes e a equipe de staff e apoio ao presidente. Então, nós representaremos a todos vocês. Nós representaremos todos os brasileiros nesse abraço ao nosso presidente, por tudo que ele tem feito pelo nosso País, por tudo que ele há de fazer ainda pelo nosso País.
A questão referente à pesquisa que você iluminou, nós vamos analisá-la, não obstante pesquisas são fotografias de momento e como são fotografias de momento, apenas nesse momento nós devemos qualificá-la.
Nosso presidente tem um projeto, nosso presidente tem um pensamento claro de que eventualmente precisa enfrentar algumas vicissitudes, para avançar e tornar o nosso País, e eu venho dizendo sempre isso, o País do presente e não mais o País do futuro.
Jornalista: Porta-voz, uma colega está pedindo para repetir a comitiva brasileira.
Porta-Voz: A comitiva é o presidente da República, o ministro da Controladoria Geral da União, ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, deputado Eduardo Bolsonaro, deputado Hélio Lopes e o staff, que dá apoio ao nosso presidente.
Jornalista: A primeira dama tem programação?
Porta-voz: A primeira dama declinou hoje de sua ida ao Chile.
Jornalista: Gustavo Uribe, da Folha de São Paulo.
Porta-Voz: Tudo bem Gustavo?
Jornalista: Esse jantar que ocorrerá amanhã será na casa do embaixador, na Embaixada do Brasil no Chile? E está programada alguma festividade, bolo de aniversário, que tipo de festividade?
Porta-Voz: É sim é na casa do embaixador e eu não sei qual que vai ser o cardápio que o embaixador há de oferecer. Naturalmente, por uma característica da nossa cultura e da nossa sociedade, é possível que o presidente tenha que soprar velas.
Jornalista: Boa noite porta-voz Daniel (...) do Jornal O Globo, só para checar o chanceler não vai estar na comitiva?
Porta-Voz: Ele estava previsto, realmente essa sua pergunta é importante. Vamos dar uma checada, porque essa relação não aparece o nome do chanceler. Eu te dou a resposta, minha assessoria vai te dar a resposta.
Jornalista: Outra coisa, hoje os presidentes da Câmara e do Senado do Chile disseram que não vão participar de eventos com o presente Bolsonaro, porque tem discordâncias políticas. Como é que o governo vê isso? Tem algum desconforto em relação a isso?
Porta-voz: O convite para participar dessas atividades, foi emitida pelo presidente Sebastian Piñera. Então, eu acho que essa seria uma boa pergunta a ser direcionada ao governo chileno.
Jornalista: Boa noite porta-voz, sou Fábio Murakawa, do Valor Econômico. Queria saber o seguinte: governo prevê alguma comemoração oficial para o 31 de março, dada a simpatia do presidente Bolsonaro pelo governo militar?
Porta-voz: O governo não definiu nenhum tipo de comemoração nessa data. Trata-se de efeméride nacional, ocorrida como você mesmo citou, em 64, quando um povo unido saiu às ruas para pedir a substituição do governo que levava o nosso País para um destino que não é natural da nossa sociedade.
Jornalista: Júlia Lins, do Estadão. Eu queria perguntar se tem alguma divergência com o presidente da Câmara Rodrigo Maia. O presidente Bolsonaro até a manhã de hoje não tinha previsão de ir até a Câmara entregar o projeto dos militares e ao longo dia ele mudou de ideia. Isso faz parte de uma tentativa de melhorar a relação? Também houve um desgaste, os militares ficaram incomodados com declarações feitas pelo presidente da Câmara, e hoje o presidente da Câmara fez reclamações em relação ao governo. Eu queria saber como vocês vêem essa relação?
Porta-voz: Nós estamos chegando de uma viagem de cerca de dez horas e o nosso presidente, a despeito desta longa e profícua viagem, se predispôs a pessoalmente, à semelhança do que ocorreu com a nova Previdência, de entregar a nossa proposta, Sistema de Proteção Social das Forças Armadas, nas mãos do presidente da Câmara, o presidente Rodrigo Maia. Isso é uma demonstração do nosso presidente, da importância que ele dá ao trabalho que o deputado Rodrigo Maia, há de conduzir com o pensamento patriótico para a aprovação da nossa previdência.
Paz e Bem
Ouça a íntegra (18min39s) da declaração do porta-voz.