Declaração à imprensa do senhor Porta-Voz, general Rêgo Barros - São Paulo/SP
São Paulo-SP, 08 de Fevereiro de 2019
Boa tarde, pessoal. Estou vendo que já tem umas poltronas, a coisa está melhorando aqui, né? E está melhorando também a saúde do presidente. Que bom, não é?
Então hoje o presidente amanheceu super animado, super disposto. Estive com ele por duas vezes, mesmo inicialmente fazendo a leitura do boletim médico, e depois, como de praxe, abrir a possibilidade de pergunta a todos vocês.
“O excelentíssimo presidente da República, Jair Bolsonaro, permanece internado na Unidade Semi-Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein. Apresentou boa evolução clínica nas últimas 24 horas, continua estável, afebril e sem dor. Não tem disfunções orgânicas e houve melhora dos exames laboratoriais. O dreno, colocado no abdome há quatro dias, foi retirado hoje pela equipe da radiologia intervencionista.
Devido à melhora do quadro intestinal e boa aceitação da dieta líquida, a sonda nasogástrica foi retirada. Permanece com antibióticos e nutrição parenteral. Estão sendo mantidas as medidas de prevenção de trombose venosa, sendo realizados exercícios respiratórios, de fortalecimento muscular e períodos de caminhada fora do quarto.
Por ordem médica, as visitas permanecem restritas.
Assinam o boletim o Dr. Antônio Luiz Macedo, cirurgião; o Dr. Leandro Echenique, clínico e cardiologista; o Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.”
Outras informações. O presidente da República lamentou, por meio de nota, e através de sua conta oficial no twitter, o ocorrido no Centro de Treinamento do Flamengo, no Rio de Janeiro. O Governo Federal acompanha o atendimento às vítimas e familiares do incêndio no Centro de Treinamento e, para isso, uma comitiva com representantes dos ministérios da Cidadania e da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, já embarcou para o Rio de Janeiro nesta sexta-feira.
O governo quer se certificar de que todos os direitos dessas crianças e adolescentes estão sendo observados e que a área destinada a eles tenha boa infraestrutura. Ademais, o governo abriu um canal dentro do disque 100 para receber denúncias sobre a situação de qualquer alojamento ou centro de treinamento em más condições: “vamos ressaltar a importância de ações preventivas do cuidado para evitar situações semelhantes. Nesse sentido, o disque 100 vai atuar no conjunto dessas ações específicas e de prevenção”, afirmou a ministra Damares.
O presidente conversou hoje com o vice-presidente da República, o General Hamilton Mourão, que esteve no Rio de Janeiro para o encontro Brasil-China, nosso maior parceiro comercial. O presidente deliberou por meio deste telefonema sobre alguns assuntos, e recebeu informações atualizadas da parte do senhor vice-presidente da República. Em particular, sobre a integração de ações governamentais e de planejamentos futuros.
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, encontra-se neste momento a caminho do Hospital Albert Einstein, a fim de reunir-se com o presidente e tratar de assuntos daquela pasta.
Hoje à tarde o presidente recebeu a visita do seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro.
Com relação a Brumadinho: algumas informações atualizadas.
Foi solicitada atualização dos planos de segurança de barragens e do plano de ação emergencial de todos os empreendimentos hidrelétricos, com exigência de que os documentos sejam assinados, não somente pelo responsável técnico, mas também pelo presidente da empresa. O objetivo da ação é reforçar o comprometimento com as informações apresentadas. Então é uma ação da Aneel.
O sistema eletrônico para a coleta dos dados da população atingida em Brumadinho está sendo desenvolvido e, até semana que vem, será disponibilizado. Equipes do Ministério da Cidadania farão apoio técnico ao município para atendimento às famílias e para o preenchimento do formulário. Com as informações obtidas o poder público terá condições de verificar como era a situação das famílias antes do desastre, como está agora e como pode ficar no futuro, o que permitirá dar continuidade ao processo de acompanhamento dessas vítimas.
A gestão do formulário será compartilhada entre a União, o estado de Minas Gerais e o município de Brumadinho. Além disso, será possível, caso solicitado, o repasse de relatórios.
Esses eram os assuntos, a priori, eu abro a oportunidade de perguntas.
Jornalista: Porta-voz, tudo bem, boa tarde. Hoje tem bastante coisa, né? A primeira pergunta que eu queria saber é o seguinte: o presidente falou alguma coisa depois dessa melhora, depois de tirar o dreno, tirar a sonda, o que que ele pronunciou, o que que você pode falar sobre o que o presidente disse depois disso e o ministro de Estado de Governo, o Tarcísio está vindo pra cá, e o senhor pode adiantar a pauta dessa conversa?
Porta-voz: Muito bem. O presidente naturalmente está muito feliz, particularmente porque, além de sacar o dreno do abdome, sacou a sonda nasogástrica que o incomodava muito. Então há pouco estávamos lá no quarto conversando, o próprio doutor Macedo pediu para que ele não se ponha muito efusivo porque ele ainda carece de uma recuperação adequada, do repouso necessário para que efetivamente debele essa pneumonia.
O ministro Tarcísio vem tratar, especialmente, do Programa Nacional de Segurança da Aviação Civil contra atos de interferência ilícita, especialmente com relação à checagem de segurança dos agentes responsáveis pelas áreas de segurança aeroportuária, mas mais direcionado à parte de aeroporto. Posteriormente uma nova legislação sobre isso será promulgada e apresentada à sociedade.
Jornalista: Boa tarde, porta-voz. O senhor conversou com a equipe médica sobre o fato da pneumonia ter cedido em 24 horas, dessa rapidez, dessa melhora? Ele não está febril e não aparece no boletim médico o quadro de pneumonia. E eu queria saber se o senhor também tem essa informação, se os médicos comentaram o fato da sonda nasogástrica poder estar atrapalhando um pouquinho a respiração do presidente.
Porta-voz: Com relação à primeira pergunta, eu não tenho como te afiançar, mas o meu entendimento é que o (incompreensível) de antibióticos já de algum tempo, agregado a um novo antibiótico que foi compartilhado com o presidente na noite de ontem, esse processo, particularmente os antigos antibióticos e mais esse processo, naturalmente facilitaram uma rápida reação do organismo do presidente no combate a essa pneumonia. Qual foi a outra pergunta?
Jornalista: Sobre a sonda nasogástrica, se ela estaria atrapalhando, de alguma forma, a respiração.
Porta-Voz: Incomodava muito o presidente. Era uma das coisas que ele mais reclamava era da sonda, a necessidade de abrir e fechar. Então ele agora está sem sonda, está comendo naturalmente, não está havendo mais aquela ânsia de vômito que ocorria anteriormente, fruto da ingestão, às vezes, de ar e um pouco de líquido que estava no estômago.
Jornalista: O caldo de carne caiu bem?
Porta-Voz: Olha, tinha, em cima da mesa dele, lá, um caldo que precisa ser valente para enfrentar o caldo. Mas ele estava lá, enfrentando o caldo.
Jornalista: Mas ele ainda está com pneumonia?
Porta-Voz: Sim, o processo de pneumonia, quando vai encerrar-se, depende da percepção dos médicos, por meio de exames de imagem e por meio dos exames laboratoriais. Os exames laboratoriais já estão com padrões bastante adequados. Então precisa-se configurar agora, de forma semelhante um resultado positivo, no que toca aos exames de imagem, que demora um pouquinho mais, foi o que me foi explicado.
Jornalista: Porta-voz, boa tarde, Mauro Tagliaferri, da RedeTV. Tem algumas questões que não estão batendo, entre aquilo que está acontecendo e aquilo que está no boletim médico. Por exemplo, o boletim fala que as visitas estão restritas e o presidente hoje está recebendo um ministro. O presidente hoje tuitou, e o senhor confirmou, que ele também passou a se alimentar por via oral, tomou um caldinho e uma gelatina. O boletim médico não menciona essa alimentação. O senhor também disse que os médicos estão recomendando repouso, etc., mas o presidente parece que já está tendo uma atividade bastante mais intensa, inclusive conversando com o vice. O presidente está… O que está acontecendo, por que essas questões não estão sendo abordadas no boletim médico?
Porta-Voz: Não estão sendo abordadas não especialmente por qualquer razão. Ele, sim, de fato, vem sendo administrado a ele esses líquidos que vão, pouco a pouco, se tornando mais pastosos. Então, é o caldo de carne ontem, hoje um caldo de galinha, gelatina também foi administrada hoje.
Então, isso não é um fato que me parece preocupante de não estar no boletim. Eu já adianto isso e podem se assegurar de que é esse realmente o evento que está acontecendo. As visitas estão restritas, elas não estão proibidas. Então os médicos avaliam e avaliaram o presidente há pouco mais de 15, 20 minutos, para que... os médicos é que validam a possibilidade do presidente em encontrar-se com algum ministro ou com alguma outra autoridade. Então foi validado para este encontro agora com o ministro Tarcísio, e o presidente já está aguardando e fará esse encontro na sala de reunião que para isso foi preparada. Tem uma terceira, né, Mauro?
Jornalista: Tem! A questão de precisar de se manter em repouso, fazer silêncio, não falar muito...
Porta-voz: Sim, ele inclusive recebeu uma reprimenda do doutor porque, depois que se sentiu bem, começa a falar e há que haver ainda, por parte dele, uma preocupação nesse sentido. O organismo dele está respondendo muito bem, mas nós temos que considerar que é uma pessoa que veio da cirurgia tão longa, que vocês já conhecem, agregado a isso no processo de recuperação uma pneumonia.
Jornalista: Boa tarde, general, tudo bem? São duas perguntas. A primeira é só uma questão de horário, (inaudível) que tempo verbal eu uso na reportagem. Que horas o ministro vai chegar e se reunir aqui com ele?
Porta-voz: Você pode colocar 15h30; 16h, melhor.
Jornalista: Ou seja, ele já deve (...). A outra pergunta: bom, as visitas estão restritas, mas obviamente foram autorizadas pelos médicos. Isso significa que a partir de agora a gente vai ver mais ministros vindo aqui despachar com o presidente?
Porta-voz: É possível que sim. Vai depender. Não, não há agenda, nós temos agora um final de semana, o que ajuda neste processo de não haver número elevado de visitas. E a partir de segunda-feira essa agenda vai ser atualizada. Tudo caminha para que haja essa normalidade de interlocução pessoal porque a interlocução por meio de telefone e tal já vem ocorrendo.
Jornalista: No fim de semana tem mais algum ministro?
Porta-voz: Não, não há previsão de ministros no final de semana.
Jornalista: Porta-voz, eu só queria entender um pouco, voltar à questão da pneumonia para ver se os médicos investigaram mais essa questão, porque a pneumonia ocorreu alguns dias após já do início dos antibióticos, o presidente já estava recebendo. Os médicos falaram se essa bactéria se trata de uma bactéria resistente, uma bactéria hospitalar resistente e por isso tiveram que ampliar os antibióticos, isso já ficou claro?
Porta-Voz: Não me foi adiantado esse tema. Eu posso argui-los. Eu teria dificuldade de te responder se já foi identificado o tipo de bactéria - claro que eles já fizeram o exame e a cultura -, e se essa é uma bactéria com características mais resistentes. O importante é que o presidente respondeu bem a essa nova leva de medicamentos, respondeu realmente muito bem. Pede ao rapaz aqui, que fez a pergunta.
Jornalista: Boa tarde, porta-voz. Sílvia, do jornal O Globo. Eu queria esclarecer se já existe data para a realização dos exames de imagem, para se constatar de fato em que estágio estamos da pneumonia, se houve regressão de fato, se ela já pode ser considerada descartada, curada e tal.
Porta-Voz: Os exames de imagem, eles são realizados à medida que os médicos identificam a necessidade de confirmar a melhora ou, eventualmente, uma intercorrência. Não foi adiantado para mim uma data específica para fazer esse exame de imagem
Jornalista: Hoje não foi feito?
Porta-Voz: Hoje não foi feito.
Jornalista: Mais uma pergunta, porta-voz. O presidente ainda com quadro de pneumonia, ainda se recuperando de uma operação delicada, a gente esperava, e isso foi alimentado até durante esse período, que os primeiros ministros que viriam seriam ministros, talvez, mais próximos ao presidente ou que teriam pautas mais urgentes, como a reforma da Previdência, por exemplo. Por que o primeiro ministro a visitar o presidente aqui no hospital é o ministro da Infraestrutura, que tem uma pauta que ainda poderia esperar um pouco mais de tempo até que o presidente se recuperasse?
Porta-Voz: Eu não tenho como te responder. Eu vou perguntar ao ministro, mas eu acredito que seja um despacho de oportunidade, até porque o doutor Jorge, que é o subsecretário de Assuntos Jurídicos está junto com o ministro e está tratando também de outros temas que são importantes e, esses sim, eu posso adiantar-lhes, um deles trata da… é o decreto que concederá indulto humanitário a condenados que após o encarceramento vieram a padecer de graves condições de saúde. Isso já vai ser tratado hoje com o nosso presidente.
Jornalista: O senhor repete, por favor?
Porta-Voz: É decreto que concederá indulto humanitário a condenados que após encarceramento vieram a padecer de graves condições de saúde. E o outro decreto, dentre outros atos, o outro decreto é o que antecipa benefícios previdenciários e assistenciais em razão do desastre decorrente da ruptura da barragem do Córrego Feijão, no Município de Brumadinho e suas repercussões na Bacia do Rio Paraopeba. Então já posso adiantar três documentos que são importantes: o fato em si, de que seja o ministro Tarcísio o primeiro, eu tenho que consultar o presidente, mas sim, acredito que seja um despacho de oportunidade, junto com o Dr. Jorge.
Jornalista: Só uma dúvida: dois documentos, não é?
Porta-Voz: São dois.
Jornalista: Dois decretos?
Porta-Voz: Quer que eu repita?
Jornalista: Não… Não.. São dois?
Porta-Voz: São dois. Mais outros atos também, que não estão listados aqui.
Jornalista: Sobre o fator dos benefícios...
Porta-Voz: Qual o seu nome, por favor?
Jornalista: (incompreensível) Só para repetir sobre a antecipação dos benefícios previdenciários.
Porta-Voz: Vou repetir, está bem? Foi também tratado, ou será tratado também a alteração do decreto 3048, de 1999 esse decreto - está bem? - que admitirá a possibilidade de antecipação de benefícios previdenciários e assistenciais em razão do desastre, tal, tal, tal. Eu posso depois passar para você um print do tema, está bem?
Jornalista: General, bom dia, boa tarde. Eu sou o Jones, da Agência Francepress, de notícias internacionais.
Porta-Voz: Como vai?
Jornalista: Tudo bem? Na comunidade internacional tem uma grande preocupação, quanto à saúde do presidente porque a notícia que está chegando é de complicações após a cirurgia, essa pneumonia agora. Agora, você pode dizer algo só para acalmar um pouco os espíritos, será que vocês estão preocupados e que tão grave são essas respostas.
Porta-Voz: É, os médicos vêm me reportando com uma tranquilidade que deve ser a mesma tranquilidade que a sociedade brasileira e a sociedade internacional receba, qual seja: há uma evolução positiva do nosso presidente, a administração das drogas está fazendo efeito. E ele hoje, o quadro dele hoje, eu o estou acompanhando desde a cirurgia, visualmente, emocionalmente é o melhor dia que o presidente passou, a despeito da notícia não tão alvissareira na noite de ontem.
Jornalista: Porta-voz, tem alguma explicação para essa melhoria do quadro de pneumonia não estar explicitado no boletim médico?
Porta-Voz: Não, não há, o boletim é da lavra dos médicos mas ele está sim, tendo uma evolução positiva, o porquê desta evolução tão rápida, eu teria que consultar a equipe médica.
Jornalista: Porta-Voz, Manoela do Metrópoles, boa tarde. Os médicos cravaram quanto tempo esse novo antibiótico vai ser ministrado ou não?
Porta-Voz: Os sete dias iniciais que nós havíamos comentado e ao ser agregado um novo antibiótico, então em princípio mais sete dias. Então vocês têm que começar a contar sete dias de antibiótico, a partir da última administração, que foi ontem.
Jornalista: E com essa melhora que ele vem tendo de começar ingerir alimentos, eles falaram algo se a alta vai ser próxima ao fim desse antibiótico ou ainda vão definir depois?
Porta-Voz: Olha, pelo presidente seria hoje. Mas é óbvio que os médicos têm consciência da gravidade da própria cirurgia, das dificuldades da própria cirurgia e agora agregada à recuperação da cirurgia à pneumonia. Então os médicos, eu estou convencido, e eles me relatam isso com muita transparência, só liberará o presidente quando ele puder sair pela porta da frente.
Jornalista: General, o presidente conversou com o vice Mourão por telefone, não foi videoconferência, não?
Porta-Voz: Não, por telefone.
Jornalista: O senhor poderia adiantar qual foi a orientação que ele passou para o vice-presidente?
Porta-Voz: Eles trocaram... agradeceu a cooperação do vice-presidente, o general Mourão, a forma como o general Mourão vem conduzindo lá as reuniões de gabinete dos ministros e inclusive o representando, eventualmente, em alguns eventos, hoje particularmente, nesse encontro Brasil-China, visto até a importância desse encontro no fato de que a China é o nosso maior parceiro comercial. E dentre outras coisas brincaram, falaram coisas de quartel que é natural entre soldados.
Jornalista: Então a conversa (inaudível) só com o vice Mourão, com o ministro Tarcísio e com o Jorge, é isso?
Porta-Voz: Hoje, mas ontem ele falou com o ministro Paulo Guedes , falou também com o ministro do Meio Ambiente…
Jornalista: Ontem à noite?
Porta-Voz: Ontem à noite. Com o Paulo Guedes, depois que eu fiz… O ministro Paulo Guedes depois que eu fiz o briefing com vocês. Inclusive ele me reportou que a ligação estava difícil e tal.
Jornalista: O Paulo Guedes mais quem?
Porta-Voz: O ministro Ricardo do Meio e Ambiente.
Jornalista: Porta-Voz, no período de transição e na campanha também, o presidente fez várias críticas a indultos… O que ele mudou de ideia agora para conceder esse indulto? É só para doenças graves, ele estuda um outro indulto...
Porta-Voz: Veja, era interessante que vocês, agora, a partir do conhecimento deste fato, direcionassem as perguntas ao Ministério da Justiça. Mas daquele momento para agora foi uma evolução de análise e eu não diria que houve mudança de posição, houve amadurecimento da decisão.
Jornalista: General, só para confirmar: ontem foi caldo de carne e hoje foi caldo de galinha, é isso mesmo?
Porta-Voz: Sim, aquele caldo acho que é de galinha.
Jornalista: Tá, e os médicos… Agora duas perguntas. Caldo de galinha não faz mal a ninguém, não é? Os médicos deram alguma previsão de quando vão começar a dieta pastosa? É uma pergunta. E a outra pergunta, se eu já puder emendar, os médicos explicaram por que que já foi… uma explicação médica mesmo, por que que já foi possível tirar a sonda nasogástrica e o dreno?
Porta-Voz: O dreno porque já não saia mais nenhum líquido, não havia nenhum débito. E a sonda nasogástrica porque toda vez que fechava a sonda para ingestão ele não tinha absolutamente nenhum tipo de intercorrência de forma que então, vamos testar agora, em condições normais de temperatura e pressão, como ele vai se comportar. E foi retirada a sonda nasogástrica e não houve nenhum problema.
Jornalista: E sobre a dieta pastosa?
Porta-Voz: A dieta pastosa eu não tenho o dado. Eu penso que em curto prazo ela já vai se apresentar no cardápio do presidente.
Gente, então, muito obrigado. Paz e bem para vocês. Eu volto a Brasília hoje. Então, o microfone para ele, aqui.
Jornalista: Mateus Fagundes, da Agência Estado. Desculpa interromper aí os colegas. A respeito da conversa com o ministro Paulo Guedes, o senhor chegou a comentar que as condições da ligação não estavam muito boas, mas tem alguma coisa que o senhor pode adiantar?
Porta-Voz: Não, aí ele não me adiantou o assunto porque, de fato, como você não consegue estabelecer uma conversa que seja audível o suficiente aí não dá pra avançar na conversa.
Jornalista: Não houve tentativa de reconexão, enfim, não houve?
Porta-Voz: Não, não, não houve.
Jornalista: General (...). Então, ele comeu ontem caldo de carne, não comeu gelatina e hoje foi caldo de galinha e gelatina, é isso?
Porta-Voz: Que eu tenha visto, sim.
Ouça a íntegra da declaração do Porta-Voz do Presidente.