Declaração à imprensa do senhor Porta-Voz, general Rêgo Barros - São Paulo/SP
São Paulo-SP, 07 de Fevereiro de 2019
Então, vamos comentar sobre o estado de saúde do nosso presidente e eu partirei direto para o boletim, e ao final, como estamos realizando normalmente, abrirei às perguntas.
São Paulo, 7 de fevereiro de 2019.
O excelentíssimo presidente da República, Jair Bolsonaro, permanece internado em Unidade Semi-Intensiva do Hospital Israelita Albert Einstein. Apresentou, ontem à noite, episódio isolado de febre sem outros sintomas associados, foi submetido à tomografia de tórax e abdome que evidenciou boa evolução do quadro intestinal e imagem compatível com pneumonia.
Foi realizado um ajuste na antibioticoterapia e mantidos os demais tratamentos. Continua sem dor, com sonda nasogástrica, dreno no abdome e recebendo líquidos por via oral em associação à nutrição parenteral. Hoje, realizou exercícios respiratórios e caminhou no corredor.
Por ordem médica, as visitas permanecem restritas.
Assinam os doutores Antônio Luiz Macedo, cirurgião; Dr. Leandro Echenique, clínico e cardiologista; e o Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.”
Destaques do dia: Brumadinho. Algumas informações atualizadas sobre a atuação do Governo Federal. Então o Governo Federal vai anunciar nos próximos dias, antecipação no pagamento de benefícios do INSS para moradores de Brumadinho. A medida deve beneficiar mais de mil pessoas naquela cidade que possuem benefícios previdenciários e assistenciais, como o BPC, que é o benefício de prestação continuada pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
A medida valerá para todos os beneficiários registrados no município, independente de terem sido direta ou indiretamente afetados pela tragédia.
Começam nesta quinta-feira as obras para a construção de ponte em estrada interditada no bairro Alberto Flores em Brumadinho. A previsão para o término da obra é de 3 semanas. Então é uma ação do Ministério do Desenvolvimento Regional e da Defesa Civil.
O Ministério da Saúde informa que devido ao grande número de candidatos que se apresentaram para a inscrição para o Programa Mais Médicos, o novo cronograma e datas será publicado nesta quinta-feira.
Eu abro a possibilidade de perguntas aos senhores e senhoras.
Jornalista: A febre do presidente, diz o boletim que foi episódica. Ela já passou, já foi controlada? E qual que é a causa dela? É resultado dessa pneumonia? E qual que é o grau de preocupação dos médicos com essa pneumonia?
Porta-voz: O estado do presidente é considerado o esperado dentro deste pico térmico que lhe acometeu na noite de ontem. Por precaução, os médicos fizeram os exames de imagem, incluso a tomografia com contraste e a partir desta tomografia foi identificado que o abdome estava em franca evolução, não obstante o pulmão tinha uma imagem que era compatível com pneumonia. O presidente vem recebendo administração de antibióticos de amplo espectro. Os médicos acharam por bem acrescentar à antibioticoterapia, um novo componente, uma nova droga, de forma que esse espectro possa ser ainda maior. E tem a convicção de que essa ação vai debelar essa pneumonia que foi encontrada no seu pulmão.
Jornalista: De quanto foi a febre?
Porta-voz: Cerca de 38.
Jornalista: Boa tarde, porta-voz, então voltando à febre, ao quadro de pneumonia, eles falaram para o senhor, os médicos, se trata de uma infecção ou não no pulmão ou alguma coisa compatível com pneumonia que pode não ser infeccioso mas, no caso o senhor falou 38, é algo infeccioso, não?
Porta-voz: Eles fizeram os exames tanto viral quanto bacteriano e descartaram o viral. Então trata-se de uma questão bacteriana. Não sei se eu posso aprofundar um pouco mais, algumas causas podem ser as geradoras dessa pneumonia mas, ficar na suposição não me parece adequado de forma que eu não vou citar.
Jornalista: Então vamos lá. É...
Porta-Voz: Qual é o seu nome?
Jornalista: É Estela, da (...)
Porta-Voz: Tudo bem, Estela?
Jornalista: A respeito desse boletim de hoje, falando sobre a febre de ontem, sobre essa imagem de pneumonia, eu queria saber se isso afeta, aí, na previsão de alta do presidente, se existe uma nova previsão. E também alguns detalhes dos exercícios que ele fez hoje, da caminhada, quanto tempo, como é que foi?
Porta-Voz: O ponto sobre a questão de liberação do presidente, eu volto a afirmar que é o momento que o presidente tiver a disponibilidade total, física e emocional, para sair andando pela porta do hospital. De forma que não foi tratado de extensão ou encurtamento desta data para a alta do nosso presidente. Segue o procedimento normal de administração dos antibióticos, dentro dos parâmetros que foram imaginados pelo médico.
Com relação às atividades físicas do presidente: pela manhã caminhou. Acho que caminhou duas vezes pela manhã. À tarde caminhou mais duas vezes. Há pouco estava caminhando - aliás, nós vamos disponibilizar para vocês uma fotografia dessa caminhada -, bem disposto. Eu, particularmente, fiquei quase uma hora, uma hora e pouco, conversando com o presidente sobre vários temas, e eu reconheço que estava muito bem de humor, muito bem fisicamente. Estava demonstrando aceitabilidade da administração das drogas, e convicto que a ação dos médicos é a mais eficiente para debelar esse aspecto momentoso da pneumonia.
No que toca à questão da cavidade abdominal, o avanço é natural.
Jornalista: Porta-voz, tudo bem? Boa tarde. Estou com uma dúvida: os médicos não questionaram ou não comentaram sobre o fato de o presidente ter febre mesmo tomando antibióticos? Eles não acharam isso estranho? E sobre essa nova droga, o que seria essa nova droga, como é que ela poderia ajudar o presidente? Eles falaram sobre isso?
Porta-Voz: Essa nova droga, ela amplia o espectro. Há uma troca de uma droga especificamente. Eu não tenho esse dado, mas posso adiantar posteriormente.
O aspecto com relação à febre mesmo sendo administrado o antibiótico, inicialmente isso era previsto. Até porque houve esse pico de febre ontem, houve uma necessidade de uma análise mais profunda. E aí que se mudou a antibioticoterapia para auxiliar no debelar dessa pneumonia.
Jornalista: General, na segunda-feira passada, quando ele começou a tomar os antibióticos, os médicos disseram e o senhor nos reportou, que ele precisaria ficar pelo menos até segunda-feira porque precisa completar sete dias de antibiótico, que é injetado. Agora, começando um novo antibiótico, significa que ele vai ter que ficar pelo menos mais sete dias a contar de hoje?
Porta-Voz: Eu não sei, César. Eu não sei se esse antibiótico que foi agregado ao pacote vai projetar um prolongamento do estado dele, eu posso perguntar aos médicos. Os sete dias, é preciso que fique bastante claro para a sociedade, que são sete dias para administração do antibiótico. Isso não significa que em sete dias o nosso presidente terá alta. Então após a administração por sete dias de antibiótico, será feita uma avaliação porque, outros parâmetros, naturalmente, terão que ser analisados e terão que ser considerados para a alta do presidente.
Jornalista: E não há possibilidade, porta-voz, de uma evolução do sistema digestivo do presidente? E evolução também na cura dessa pneumonia? Quanto… os médicos comentaram com o senhor quanto tempo é preciso sem antibióticos, sem a medicação para que ele seja considerado propenso para alta?
Porta-voz: Não tenho esse dado, posso argui-los. Acho que é uma questão técnica. No que tange à atividade estomacal dele, intestinal, a ele vem sendo administrado copos d’água, já se pensou até em administrar café. O presidente não gosta de café, mas ele vai ter que mudar um pouco essa dieta, ou esse gosto. Aliás, ontem me perguntaram qual era o desejo do presidente em termos de prato. Um bife com batata frita. Vai demorar, mas assim que ele sair nós vamos fazer um bife especial para ele.
Jornalista: General, o fato de ele ter tido febre, de ter sido detectada a pneumonia, e de ele estar com novo antibiótico, os médicos comentaram se isso atrasa um pouco o plano de entrar com a dieta pastosa?
Porta-voz: Não, não fizeram nenhuma relação de causa e efeito. Não fizeram. Eu acho que, vou perguntá-los, mas eu acho que o processo de administração e transformação da dieta líquida para a pastosa ele prossegue em paralelo com a administração dos antibióticos.
Jornalista: Sobre (inaudível), ele despachou hoje?
Porta-voz: Falou com o ministro do Meio Ambiente hoje, tratou de questões referentes àquele ministério, e me reportou que vai ligar em seguida, não sei se já o fez, ao ministro Paulo Guedes.
Jornalista: Desculpa, só para complementar. Ele falou sobre (inaudível) com Paulo guedes?
Porta-voz: Não me disse qual é o assunto, imagino que dentre os assuntos a Previdência esteja inserida.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: Por telefone.
Jornalista: Sobre o ministro Sergio Moro, parece que ele estava aqui em São Paulo hoje. Existia a possibilidade dele vir visitar o presidente? Ele vem, não vem, e se não vem, por que que ele não vem? Ele não veio por conta do presidente?
Porta-voz: Não, ele não veio porque as visitas estão restritas, conforme o boletim médico vos apresenta. E não estava previsto mesmo a vinda do ministro Sergio Moro aqui ao hospital.
Jornalista: Porta-voz, tudo bem? Eu queria perguntar sobre esse quadro de saúde, o novo episódio de febre, agora o diagnóstico de pneumonia, isso preocupa a equipe médica? Preocupa o presidente sobre a evolução do quadro de saúde? E vai exigir algum, que cuidados, que novos cuidados esse quadro exige, se é só o antibiótico, ou se há algumas outras restrições aí que os médicos orientaram por conta desse quadro.
Porta-voz: Muito bem. Os médicos não mudaram os procedimentos com relação à administração de drogas, exceto a inclusão de uma nova droga. Não me pareceu, segundo eu conversei com os médicos, uma alteração do nível de preocupação. Eles são uma equipe extremamente experiente, conhece todas as vicissitudes de um caso como esse e identifica que, obviamente, ao longo dessa recuperação, há que considerar-se as intercorrências.
Jornalista: (inaudível) exercícios, porta-voz, com febre, tomando antibióticos?
Porta-voz: Olha, o presidente já caminhou hoje, vocês vão receber uma fotografia, está superdisposto. Eu acho que isso também levanta o emocional dele, isso o fortalece. Conversou com as enfermeiras e as fisioterapeutas que estavam ao longo do corredor. Até fez brincadeira. Ontem mesmo, quando estava sendo submetido à tomografia, brincou com o operador que passava a máquina. Então o estado de ânimo do presidente é de uma pessoa que está agarrada à sua cura, e todos nós temos que vocalizar e colocar toda a nossa energia positiva para que isso ocorra no menor prazo possível.
Jornalista: Porta-voz, o senhor falou que ele vai conversar ou tenha conversado aí com o ministro Paulo Guedes. Hoje foi publicada uma notícia de que o presidente concorda com as idades mínimas de aposentadoria de 60 e 65 anos, mulher e homem respectivamente. O presidente confirma isso?
Porta-voz: Não confirma.
Jornalista: Não confirma? Mas qual que é a intenção na idade mínima?
Porta-voz: O presidente vai analisar todas as linhas de ação e junto com o ministro Paulo Guedes e as pessoas que estão no entorno desse projeto, para, após essa análise, definir exatamente quais são os parâmetros. Antecipar números, idade, etc., não estão no escantilhão do presidente para este momento.
Jornalista: A respeito da publicação que o presidente fez hoje no twitter. Eu queria saber se ele fez algum comentário em cima do que ele disse. Disse que começou o dia combatendo o bom combate, que tem uma missão a ser cumprida, falou em união para transformar o Brasil mais seguro para os cidadãos de bem, e encerrou dizendo que nenhum assassino vai pará-lo. É a respeito ainda da facada? O que que ele diz a respeito disso?
Porta-voz: As mensagens do presidente são sempre no sentido de aproximar-se da sociedade, de mostrar a sua fortaleza e indicar, que a despeito de estar aqui no hospital, os seus ministros estão conduzindo perfeitamente as suas pastas e vocalizando e forçando, e orientando e espraiando as informações dessas pastas para os vários stakeholders, para as várias pessoas que podem participar da decisão, Congresso, Justiça, etc. Então, é nesse sentido que o presidente vem se expressando por meio do twitter.
Jornalista: General, eu tive a informação de que o presidente estaria tendo dificuldade para dormir, provavelmente por causa de stress, por estar internado, não estar em Brasília. O senhor pode comentar isso?
Porta-voz: O presidente tem tido alguma dificuldade, sim, de dormir, mas de ontem para hoje essa… o número de horas de sono já aumentou e os médicos estão considerando a possibilidade de auxiliá-lo para que ele durma um pouco mais.
Jornalista: Auxiliá-lo com medicamentos?
Porta-Voz: Considerando auxiliá-lo de alguma forma, não sei exatamente qual forma.
Jornalista: General, boa tarde. Manoela, do Metrópoles.
Porta-Voz: Como vai, Manoela?
Jornalista: Com relação a essas restrições de visitas. A gente sabe que as visitas são restritas, mas tem familiares com ele, a Michelle continua com ele, o Carlos está com ele. Tem previsão de mais familiares virem nessa semana ou no fim de semana?
Porta-Voz: O Eduardo está aqui em São Paulo. Esteve com o presidente há pouco. Naturalmente, a primeira-dama, o Carlos também. Então, a família está unida no entorno do presidente. Todos nós estamos unidos no entorno do presidente.
Jornalista: O Flávio e os outros filhos vão vir? Como que fica?
Porta-Voz: O Flávio veio há pouco. E eu não tenho informação sobre uma próxima vinda do senador.
Jornalista: Somente familiares (...)
Jornalista: Mas a minha dúvida é a seguinte...
Porta-Voz: Sim, são milhares de pessoas que estão… Um minutinho, gente. Somente familiares e pessoas da equipe que o apoiam nas decisões, na segurança, etc.
Jornalista: O Flávio foi segunda...
Porta-Voz: Eu não me recordo a data, mas já veio aqui.
Jornalista: Ah, o “há pouco” não foi hoje, não é?
Porta-Voz: Não. O “há pouco” é um há pouco de dois ou três dias.
Jornalista: Mas em relação a essa restrição. Há possibilidade de ficar mais restrito ainda, da família não poder ter acesso a ele devido a esse quadro?
Porta-Voz: Não não há previsão nesse sentido. Até porque não houve modificação dos parâmetros. Ele está numa unidade semi-intensiva e eu os iluminei há alguns dias de que é apenas questão de protocolo. Não mudou de quarto, os aparelhos são os mesmos, os procedimentos são os mesmos.
Jornalista: (incompreensível) assinou algum ato?
Porta-Voz: Não que eu tenha ciência hoje. Eu acho que não. Mas posso verificar.
Jornalista: (inaudível)
Porta-Voz: Não, tampouco videoconferência.
Jornalista: Boa tarde, porta-voz. Eliane, da Rádio Nacional. Os médicos confirmaram, então, pneumonia bacteriana, e deram uma...
Porta-Voz: Não, pneumonia. Eu posso avaliar que… aliás, avaliar, não, informar que o quadro viral não foi identificado. Então, por exclusão, provavelmente seja bacteriana. Mas deixem-me arguir os médicos para não avançar numa avaliação técnica que eu não sou competente para tal.
Porta-voz: E a outra questão é se eles deram uma previsão, se não do presidente, mas quanto tempo médio para que se cure a pneumonia?
Jornalista: Não, não nos avançaram e acho que seria prematuro porque o espectro de antibióticos é tão forte que, quem sabe, isso possa ser debelado mais rápido.
Porta-voz: Nos exames deu água no pulmão? Ou só realmente (inaudível)?
Jornalista: Não, a imagem identificou a possibilidade de pneumonia. Uma possibilidade não, vamos lá, vamos ao boletim de novo. Então, é imagem compatível com pneumonia.
Porta-voz: (inaudível) mas é um diagnóstico de pneumonia?
Jornalista: Sim.
Porta-voz: Sobre as medidas de Brumadinho o senhor falou do anúncio de INSS, de liberação de INSS. Já tem um cálculo, um número, uma estimativa de quando será liberado?
Jornalista: Não me foi passado, mas nós podemos buscar essa informação. E aí eu peço para o pessoal te abastecer.
Porta-voz: Em relação às usinas que o senhor falou ontem, tem alguma atualização? Alguma usina foi religada? A gente teve notícia que a ANEEL...
Jornalista: Também não tenho esse dado. Acho que esses aspectos um pouco mais aprofundados mereceriam uma orientação da pergunta a eles. Mas, quem sabe, eu possa responder-lhe questionando por meio da assessoria.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: É total.
Jornalista: É total, tudo para a Defesa Civil?
Porta-voz: Isso.
Jornalista: Defesa Civil de todo o País?
Porta-voz: Eu peço desculpas, nós deveríamos ter te respondido.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: Mais alguma coisa, pessoal?
Jornalista: General, os médicos falaram como é que o presidente chegou até a pneumonia? Porque ele há poucos dias estava bem. Estava apresentando evolução, um quadro clínico bom, sem dor, sem febre, sem nada, e de repente um boletim médico de pneumonia. Eles comentaram por que que ele chegou a isso? Por que ele teve essa piora, como é que foi esse processo, o que pode ter acontecido?
Porta-voz: Eles têm algumas possibilidades identificadas nesse radar. Mas, como trata-se de possibilidade, eu gostaria de não avançar.
Jornalista: O presidente teve tosse (inaudível)?
Porta-voz: Não, apenas uma elevação da temperatura.
Jornalista: Qual foi a reação do presidente? Ele comentou alguma coisa, manifestou alguma frase quando viu que tinha esse diagnóstico?
Porta-voz: Imediatamente ele ficou triste, mas depois ele reverteu a chave, o relé, o disjuntor, e se manteve firme e feliz e vai rapidamente suplantar esse momento que está vivenciando.
Paz e bem.
Ouça a íntegra da declaração (20min43s) do Porta-Voz do Presidente.