Declaração à imprensa do senhor Porta-Voz, general Otávio Rêgo Barros - Washington/EUA.
Washington/EUA, 17 de março de 2019
Primeiro, agradecer a presença de vocês aqui nessa noite fria de Washington, onde o nosso presidente vem sendo recepcionado por várias autoridades. Agora mesmo aqui na nossa Câmara de Comércio, e é uma grande demonstração do povo americano por meio do seu governo, do presidente Trump, de nos receber aqui de uma forma tão fidalga, colocando o nosso presidente e parte da sua equipe na Blair House. Vocês sabem muito bem o que isso significa para a diplomacia americana, e, por certo, nos dá a indicação de que nós estamos no caminho certo para fortalecer o nosso país. Nós estamos agora em meio a um jantar onde nosso presidente foi muito bem recebido. Já discursou, já levantou algumas ideias e agora está numa parte de interlocução com alguns outros atores que se encontram presentes à mesa.
Amanhã nós temos outros eventos que são muito importantes e nós gostaríamos de contar com a participação de vocês naturalmente.
Jornalista: Pode falar um pouco das ideias?
Porta-voz: Democracia, liberdade são os fatores mais essenciais que unem os dois povos neste momento. O governo do Brasil e o governo dos Estados Unidos da América; igualmente, aspectos relativos a acordos de tecnologia e acordos na área militar. Igualmente o nosso presidente relembra que nós já atuamos lado a lado com as tropas americanas, os nossos famosos pracinhas na Segunda Guerra Mundial em território Italiano. Então são aspectos importantes que precisam ser revividos e fortalecidos e nosso presidente vem fazendo isso e as suas ideias vêm sendo muito bem recebidas aqui nos Estados Unidos.
Jornalista: Isso é o que ele falou agora no discurso?
Porta-voz: Sim, dentre outras coisas, isso. Eu procurei adiantar-me, porque reconheço que vocês não estão em um ambiente confortável.
Jornalista: Mas que ideias porta-voz?
Porta-voz: As ideias do nosso presidente são igualmente de fortalecer o nosso comércio, reconhecendo que os Estados Unidos é o segundo mercado para os produtos brasileiros, reconhecendo que a diplomacia de fortalecer a democracia neste lado do ocidente é extremamente importante, reconhecendo que aspectos relativos ao antigo comunismo não podem mais imperar neste ambiente que nós vivenciamos.
Jornalista: Chegou a conversar com o Olavo de Carvalho?
Porta-voz: Sim, porque faz parte da mesa.
Jornalista: Steven Bannon está no Jantar?
Porta-voz: Sim, está também. A relação será distribuída a vocês em seguida, se já não foi.
Jornalista: Amanhã de manhã, qual é a agenda do presidente? Ela está em branco?
Porta-voz: O presidente amanhã tem a agenda livre na parte da manhã. Pode ser que tenha eventos oficiais ainda a confirmar. E de fato os seus encontros com as várias entidades começarão na parte da tarde.
Jornalista: Ele fica na Blair House de manhã?
Porta-voz: Não, provavelmente não. (...) mas eu ainda não posso adiantar qual que vai ser essa atividade.
Jornalista: O senhor tem uma ideia que horas ele sai?
Porta-voz: Não, não tenho como adiantar neste momento.
Jornalista: O que que o senhor classifica como ponto mais alto dessa viagem?
Porta-voz: O reconhecimento do nosso país como um líder da Latino-América, o reconhecimento do nosso país como a oitava economia do mundo, o reconhecimento do nosso país como uma grande potência que tem todas as possibilidades de deixar de ser o país do futuro e ser o país do presente.
Jornalista: Qual a previsão do presidente parar aqui para falar com a gente ao fim do jantar?
Porta-voz: Provavelmente não, não há previsão. Ele tem que ausentar-se de pronto, logo após o jantar e na primeira oportunidade, se assim for possível, ele estabelecerá contato com vocês.
Jornalista: Esse é um jantar ideológico, que tem vários ideólogos dos governos presentes. É um jantar mais ideológico para afinar o discurso em relação a direita?
Porta-voz: Não, eu diria que é um jantar espetacular. A entrada está muito boa. O prato principal está ótimo e a sobremesa espero que seja igualmente muito boa.
Jornalista: O que serviram de comida?
Porta-voz: Olha, eu saí antes para poder não deixá-los aqui a mercê do frio. Sim, a entrada era um creme muito bom.
Jornalista: Como foi, ele conversou com o embaixador? Ele está de aviso prévio?
Porta-voz: Sim, foi muito fidalgo da parte do embaixador Sérgio Amaral e igualmente dele. Até fez um reconhecimento de toda a caracterização dessa visita que foi liderada pelo nosso embaixador [Sérgio Amaral]. O embaixador é uma pessoa especial, a propósito, conversou comigo, porque também já foi porta-voz e disse para eu ter cuidado com vocês.
Jornalista: O presidente anuncia o novo embaixador aqui?
Porta-voz: Não, o presidente ainda fará os estudos necessários para identificar quem vem a ser o futuro embaixador por reconhecer que este é um posto de extrema importância para a nossa diplomacia e para permitir que o nosso país, por meio desse posto, possa ser ainda mais reconhecido em âmbito mundial.
Jornalista: Mais o Sérgio Amaral não permanece?
Porta-voz: A intenção do nosso presidente é fazer o estudo necessário para identificar as possibilidades de mudança.
Jornalista: Porta-voz, hoje de manhã em frente a Casa Branca, houve um protesto contra o presidente. Ele foi chamado de, tanto por americanos, quanto brasileiros que moram aqui. Ele foi chamado de racista e de fascista, entre outros termos. Homofóbico, misógino. Como o senhor avalia essa recepção, justamente na primeira viagem internacional?
Porta-voz: Eu não posso avaliar, não estava neste momento aqui. De forma que eu não tenho como tecer juízo de valor sobre isso.
Jornalista: O presidente falou mais ou ouviu mais dos convidados em relação a esse plano de reaproximação dos Estados Unidos?
Porta-voz: Ele veio com um discurso no sentido de demonstrar gratidão por esta aproximação e esta recepção. E agora está no momento de colher percepções, de interagir, incluindo os ministros que se fazem presentes. Que estão igualmente a trocar ideias, a apresentar as posições no nosso país.
Jornalista: Ele teve conversa a sós com o Olavo de Carvalho?
Porta-voz: Não, não teve. Nós chegamos todos juntos e em seguida após o momento de coquetel, nós subimos para o jantar.
Jornalista: Houve algum pedido para que o Olavo de Carvalho, baixe o tom um pouco das críticas em relação ao governo? Ele tem atirado muito contra o vice-presidente, Mourão. Contra a chamada militar do governo. Houve algum pedido de comedimento?
Porta-voz: As opiniões pessoais de quaisquer pessoas, devem ser a elas direcionadas, quando eventualmente nós temos dúvidas sobre o que ela quis dizer ou não dizer.
Jornalista: Esse encontro amanhã com ex-secretário do Tesouro, o que vai ser esse encontro?
Porta-voz: Não, eu ainda não tenho os dados especialmente, mas obviamente, há um interesse econômico da nossa parte de mostrar que o Brasil torna-se efetivamente a cada dia um livre mercado. E se vocês admitirem que foi um sucesso o que nós fizemos na sexta-feira com o leilão de aeroportos, isso abre para o Brasil a possibilidade de receber capitais estrangeiros e que outros semelhantes àqueles possam ser referendados e a partir desse referendo dar continuidade a esse livre mercado que eu disse inicialmente.
Jornalista: O presidente vai encontrar com executivos da indústria aeroespacial, sobre (...) Alcântara?
Porta-voz: Sim, nós temos dois acordos que serão firmados e ambos nessa área do Centro Espacial de Alcântara, como nós gostaríamos que passasse a ser conhecido por vocês, porque vai muito além do lançamento de veículos não tripulados ou veículos de lançamento de satélites. É verdadeiramente um centro espacial onde nós vamos poder contar e compartilhar tecnologias; e aproveitar um momento muito especial que é o preenchimento do espaço a partir de um ponto sensacional de lançamento que é aquela região de Alcântara.
Jornalista: Ao sair do Brasil, o presidente disse que não tinha conhecimento ainda da proposta de reforma da Previdência dos militares. Isso quer dizer que ela não vai ser apresentada até o presidente retornar ao Brasil?
Porta-voz: Não. A proposta referente à Previdência do militares encontra-se pronta, já inclusive de posse do ministro Paulo Guedes. Ele confia no nosso ministro da Defesa, já discutiu sobre os pontos que são essenciais e a partir daí, apresentada que seja à nossa Câmara, ao nosso Congresso, ele dará o toque e a liderança que lhe é peculiar para a aprovação não apenas da proposta referente aos militares, mas principalmente da proposta amplo espectro que é tão importante para o nosso país.
Jornalista: Então chega quarta-feira mesmo a proposta?
Porta-voz: É a nossa previsão que chegue na quarta-feira.
Jornalista: Incompreensível
Porta-voz: É um acordo referente também a troca de tecnologia com agência espacial americana.
Jornalista: ...satélite da NASA?
Porta-voz: Eu não tenho ainda os dados efetivos, porque precisa ser firmado mais nesse sentido.
Jornalista: É possível que a gente seja informado sobre a agenda dele na parte da manhã, ainda hoje?
Porta-voz: Eu vou verificar, mas provavelmente amanhã cedo, eu peço que a assessoria informe.
Jornalista: É possível solicitar que ele fale conosco antes dele seguir para Câmara de Comércio?
Porta-voz: Eu vou conversar com ele, mas não há previsão nesse sentido.
Jornalista: Obrigada.
Ouça a íntegra (10min26s) da declaração do Porta-Voz.