Declaração à imprensa do senhor Porta-Voz, general Otávio Rêgo Barros - Brasília-DF
Pessoal boa noite, então vamos ao nosso briefing hoje 25 de março depois de uma semana densa, onde o nosso presidente da República, participou de duas viagens internacionais, como vocês já sabem, aos Estados Unidos e ao Chile.
Eu gostaria de iluminar-lhes e por meio de vocês a sociedade, essas atividades e as tratativas que o nosso presidente e os ministros desenvolveram nessas viagens. Com relação à viagem aos Estados Unidos, antes, nós acreditamos que merece retomar esse assunto a fim de melhor qualificar os êxitos dessas duas viagens. Eventualmente algumas distorções de informação, ainda estão sendo passadas à sociedade. Então me faço pronto a esclarecer e a fortalecer essas viagens, porque nós acreditamos que elas foram extremamente positivas.
Viagem aos Estados Unidos, isenção de vistos: a economia brasileira foi a maior beneficiada com o primeiro ano de funcionamento do visto eletrônico para cidadãos australianos, americanos, canadenses e japoneses. O aumento de 15,7% da entrada desses viajantes no território nacional resultou em uma injeção de 450 milhões no País, segundo levantamento feito pelo Ministério do Turismo, com base nos dados da Polícia Federal. A estimativa da pasta é que a isenção de vistos anunciada na última semana aumente ainda mais a presença desses turistas aqui no nosso País.
Com relação à Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico - OCDE: o apoio dos Estados Unidos, para a nossa entrada, naquele seleto grupo de países naturalmente trará pontos positivos, que eu vou elencá-los, alguns na verdade, vou elencá-los agora:
- Legitimar o apoio internacional ao esforço na realização de reformas estruturantes ;
- Facilitar a recuperação do grau de investimentos estrangeiros e nacionais;
- Sinalizar claramente ao mercado e a comunidade internacional, o compromisso do Brasil com a economia aberta, previsível, responsável e transparente;
- tornar-se o maior mercado emergente a ter governança e legislação econômica, compatíveis com os exigentes padrões daquela organização;
- em última instância, o ingresso na OCDE trará ganhos ao cidadão, na medida em que o País se aproximará das discussões e poderá trocar experiências com outros países, sobre as melhores práticas na implementação de políticas públicas, nas mais diversas áreas, tais como: economia, educação, saúde, segurança, transparência, governança, tributação, meio ambiente e outras. Serão atingidos os objetivos estratégicos de melhoria do ambiente de negócio e aumenta, por consequência, a relevância do Brasil no contexto global.
Com relação a OMC, por sua estatura global, o Brasil começará a abrir mão do tratamento especial e diferenciado nas negociações da Organização Mundial do Comércio. Importante ressaltar e destacar que se trata de um processo paulatino, não caracteriza a saída da organização neste momento.
Com relação aos acordos de salvaguardas tecnológicas do Centro Espacial de Alcântara: a celebração de um acordo para viabilizar o uso comercial do Centro, reforço, Espacial de Alcântara no Maranhão, permitirá retomar o uso das instalações por parte do nosso País e trará ainda recursos e facilitará o acesso a novas tecnologias. Obviamente na área espacial.
Parceria entre a Polícia Federal e o FBI: as duas instituições vão poder trocar dados biométricos sobre pessoas investigadas nos dois países, o que irá melhorar o preparo dos nossos policiais e um acesso facilitado às informações sobre possíveis ameaças nas regiões de fronteiras.
Aproximação nas relações econômicas: o Brasil aumentará o grau de aproximação com o país que é extremamente importante, já que os Estados Unidos são a maior economia do mundo e o segundo maior comprador de produtos dos brasileiros.
Quanto à questão Aliado Estratégico extra OTAN: em função do reconhecimento por parte dos Estados Unidos, o Brasil passa a ser um aliado prioritário fora da OTAN. Um dos fatores que reforçou essa posição foi a atuação exitosa do Brasil em missões de paz no Haiti, especialmente no Haiti, mas não apenas no Haiti. Isso poderá facilitar a troca de conhecimentos tecnológicos na área militar e a compra de equipamentos pelas Forças Armadas brasileiras.
Um salto de muitos quilômetros, vamos a viagem ao Chile. Com relação ao Prosul, a criação deste novo organismo trará maior flexibilidade e possibilitará uma melhor coordenação, cooperação, integração regional livre de ideologias, aberto a todos e 100% comprometido com a democracia e os direitos humanos.
Com relação à Controladoria Geral da União, compartilhamento de dados, o senhor ministro Wagner Rosário, reuniu-se com representantes chilenos, do Conselho de Transparência do Ministério da Fazenda, da direção nacional do serviço civil, para a troca de experiências nas áreas da transparência e prevenção à corrupção.
Quanto a relações bilaterais, foram realizadas discussões para o incremento das relações comerciais Brasil-Chile, tais como: tratado de livre comércio a ser submetido aos congressos de ambos os países. Destacam-se ainda os investimentos na infraestrutura, como o corredor bi oceânico para melhorar a competitividade e escoamento da safra de grãos das regiões Centro-Oeste, Sudeste e Sul, via portos do Chile. Ainda outros assuntos que foram tratados em linhas gerais que nós poderemos aprofundar à medida que vocês tenham interesse.
Comissão mista de combate ao narcotráfico, experiência brasileira no biocombustível, pesquisa no grafeno, aliás, quarta-feira, o nosso presidente estará em São Paulo para verificar in loco esta questão. Descarbonização das matrizes energéticas dos países, aumentando a nossa eletromobilidade. O Chile também se propôs a apoiar o ingresso do Brasil na OCDE e a eventual pretensão a uma cadeira no conselho de segurança da ONU.
Temas locais, a nova previdência está estruturada e eu procurarei reforçar ao longo dos meus briefings as ideias forças, para que a nossa sociedade capture isso de uma forma bastante mais palatável, mais fácil, com a linguagem menos rebuscada.
Então a Nova Previdência está estruturada em quatro pilares fundamentais: combate às fraudes e redução das ações judiciais; modernização do processo de cobrança de dívidas; equidade e criação de um novo regime de capitalização para as novas gerações, aqueles que entrarem no mercado após a aprovação da nova previdência.
O ministro Paulo Guedes, estará amanhã na Comissão de Constituição e Justiça, para elucidar aos senhores deputados os detalhes das propostas da nova previdência. Então há um esforço do nosso presidente, do nosso ministro Paulo Guedes, de se colocar à disposição para descortinar quaisquer dúvidas que por acaso ainda perseverem no âmbito da análise de vocês jornalistas que são tão importantes nessa tradução, mas principalmente no âmbito da sociedade, para que elas entendam, para que essas pessoas da sociedade entendam a dimensão do que é proposto, mas possam principalmente enxergar o melhor futuro para as próximas gerações e até para si própria.
Leilão de transmissão de energia elétrica, acredito que o senhores estiveram aqui eu vou colocar um pouco mais de informação. O presidente da República, o senhor Jair Bolsonaro e o ministro Onyx, o ministro Bento Albuquerque e o Diretor-Geral da ANEEL, senhor André Pepitone, participaram de uma cerimônia há pouco de assinatura dos contratos de concessão para construção de novas linhas de transmissão, que vão gerar cerca de 13,2 bilhões de reais e 28 mil empregos diretos, ambos recordes na série de leilões de transmissão.
Com relação a empregos, o emprego formal gerou 173.139 postos de trabalho em fevereiro. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados o CAGED, divulgados pela Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia. O saldo deste mês é o sexto melhor da série histórica do cadastro que iniciou-se em 1992.
Eu me coloco agora à disposição de vocês para eventuais outras perguntas ou até mesmo sobre o nós iluminamos há pouco.
Jornalista: General, Talita Fernandes da Folha de São Paulo.
Porta-voz: Como vai Talita?
Jornalista: Tudo bem. O senhor começou falando a respeito da viagem do exterior, a questão dos vistos. A gente tem visto o movimento do Congresso em retaliação ao desentendimento com o governo de eventualmente derrubar o decreto presidencial. Já tem um diálogo para que isso não ocorra? Isso está sendo discutido, monitorado pelo governo?
Porta-Voz: Você está tratando de qual decreto exatamente?
Jornalista: O decreto especificamente da questão da isenção de vistos para alguns cidadãos, como os americanos.
Porta-Voz: Não vemos por parte do Congresso, e nem foi encaminhado ao senhor presidente, proposições nesse sentido. Vemos sim na parte dos nossos congressistas o entendimento que a recepção de turistas desses quatro países citados, por consequência, trará um ganho substancial em termos financeiros e por consequência ainda nos forçará a melhorarmos a nossa estrutura hoteleira e de turismo, que propiciará também benefício a nossa população, a nossa sociedade.
Jornalista: Só mais uma dúvida em relação ao Congresso. Diante desse desentendimento, de declarações que mostram que algumas arestas tem que ser aparadas. O Congresso está cobrando que o presidente deixe claro, que tipo de relação ele esperada dos partidos e espera dos parlamentares. O presidente vai chamar os presidentes dos partidos, as lideranças para conversar e deixar isso claro, para pacificar esta relação?
Porta-Voz: O nosso presidente está disposto e aberto a interlocução com todos os nossos congressistas, a fim de neste bate-papo, nessa conversa, colocar as posições do governo. É muito importante também, qualificar que o nosso presidente se coloca ao lado do Congresso, para juntos caminhar em prol da aprovação da Nova Previdência. Presidente entende, como percebe também, por parte do Congresso, a perene necessidade de que isso venha a ocorrer.
Nós temos duas opções. Aprovarmos a Previdência ou mergulharmos em um buraco sem fundo. E este buraco sem fundo, pode nos levar a uma desconstrução da sociedade. Isso nós não desejamos e temos consciência que o nosso Congresso tampouco deseja.
Jornalista: General, Gustavo Maia, do jornal O Globo.
Porta-voz: Como vai Gustavo?
Jornalista: Eu gostaria de saber, já que o presidente se manifestou na ocasião da prisão do ex-presidente Michel Temer, queria saber qual a posição dele em relação a decisão judicial de hoje, que determinou a soltura do ex-presidente? E aproveitando, saber se ele discutiu a possibilidade de uma nova greve de caminhoneiros, em reunião aqui no Planalto hoje? E se discutiu, que medidas seriam tomadas para evitar?
Porta-voz: A questão do presidente Temer, assim como eu vos elucidei há alguns dias, ele entende tratar-se da questão, questão de justiça e como questão de justiça, ele não a comenta.
Com relação à greve dos caminhoneiros, eventual greve dos caminhoneiros, nosso presidente vem acompanhando as dificuldades que essa classe vem sofrendo ao longo dos anos, e tem se colocado disponível para avançar em soluções que beneficiem a todos da sociedade. E em especial a esta classe, que é a transformadora e a transportadora dos bens que todos nós utilizamos.
Jornalista: Eu queria saber se o governo identifica que existe chance real de nova paralisação. Já foi identificado pela inteligência do governo ou não? Ou ainda é uma possibilidade? O senhor falou em eventual, não é?
Porta-voz: O Gabinete de Segurança Institucional vem fazendo acompanhamento de todos os eventos em nosso país. Não especialmente desse e não tenho neste momento uma posição para adiantar-lhe com relação a isso.
Jornalista: Porta-voz, Jussara do Jornal Globo. Minha pergunta é ainda em relação ao governo e Congresso. Qual posição do presidente em relação à tramitação do pacote de lei anti crime? A ideia do presidente é que o pacote de Lei Anticrimes também tramite simultaneamente à reforma da Previdência?
Porta-voz: Nós temos os dois pacotes, o da Lei Anticrime e o da Previdência, já de posse do Congresso. A tramitação, o avançar de um projeto em relação ao outro, cabe naturalmente àquela Casa e a sua presidência e as várias comissões que lá se instalam. O presidente gostaria que ambos pudessem caminhar em paralelo mas entende as necessidades de priorizar-se um em relação ao outro.
Jornalista: Boa noite. Mateus, Rádio Gaúcha Jornal Zero Hora.
Porta-voz: Boa noite Mateus.
Jornalista: Porta-voz, o presidente Bolsonaro pretende ir ao encontro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para tentar estreitar relação e tirar qualquer rusga que tenha ficado nesses últimos dias. Ele pretende pessoalmente falar com o presidente da Câmara e tentar melhorar o clima da interlocução entre o Executivo e o Legislativo?
Porta-voz: O presidente fará todos os esforços necessários para que a proposta da previdência avance sobre a batuta agora do Congresso Nacional, mas entendendo que ele é parte também desta solução.
Jornalista: Porta-voz boa noite, Clévio Cavagnoli da Record TV.
Porta-voz: Como vai, Cléber?
Jornalista: Muito bem e espero que com o senhor também. Uma das referências do presidente Bolsonaro, o filósofo Olavo de Carvalho, tem feito críticas constantes a ala militar do governo. Isso já tem gerado algumas respostas como a do próprio vice-presidente, hoje ao jornal Folha de São Paulo do ministro Santos Cruz. Como é que o presidente tem encarado essa questão? E isso tá trazendo uma preocupação pra ele? E me parece que inclusive houve uma reunião com alguns ministros para tentar, de alguma forma, tratar essa questão com mais cuidado, tirar um pouco digamos da influência de Olavo de Carvalho no governo. O que o senhor pode trazer para a gente de informações a por favor?
Porta-voz: Com relação às declarações das pessoas ligadas a esse fato o presidente entende que são de responsabilidades de cada uma delas.
Jornalista: Luciana Verdolin, da Jovem Pan
Porta-voz: Como vai Luciana?
Jornalista: O senhor pode dar detalhes por favor da viagem do presidente da quarta-feira? E eu gostaria de saber também se o senhor tem alguma informação sobre aquela inspeção que os estados Unidos pretendem fazer nos frigoríficos?
Porta-voz: Essa última questão melhor seria endereçada ao Ministério da Agricultura com a ministra Tereza Cristina. Ela tem todos os detalhes com relação a isso eu seria leviano de poder comentar-lhes.
Com relação a ida a São Paulo o Presidente irá fazer a sua última revisão física no Hospital Israelita Albert Einstein e ao mesmo tempo fará uma visita a Universidade Mackenzie onde vai acompanhar o Projeto do Grafeno que lhe é tão importante, ele vem sempre comentando isso, ele entende que nós temos uma disposição, uma disponibilidade ótima nessa questão tecnológica, incluso vem sempre citando tratar-se de um assunto que foi estudado avançado nas universidades militares. Neste caso especialmente, por meio do Instituto Militar de Engenharia, que é do Exército brasileiro.
Jornalista: Porta-voz, boa noite. Kariane da EBC, Rádio Nacional.
Porta-voz: Como vai Kariane?
Jornalista: Bem, obrigada. Porta-voz, sobre a viagem à Israel, o que o senhor pode adiantar para gente? Quem vai estar na comitiva? O que que vai ter de roteiro? O que que já está fechado?
Porta-voz: Nós vamos, o que eu posso te adiantar, é que nós vamos sair no dia 30, no sábado, com retorno previsto para terça-feira. O conjunto de atividades ainda está sob a ótica dos ministérios das Relações Exteriores, das chancelarias de ambos os países. E da minha parte, seria imprudente adiantar a programação. Assim que nós a tivermos, vocês serão prontamente informados.
Jornalista: Porta-voz, Júlia Lindner do Estadão. Eu queria saber se o presidente, ele está convencido da necessidade da aprovação da reforma e o que foi tratado na reunião de mais cedo, com os ministros. Eles levaram essa preocupação com a reforma para o presidente? Como ele se posicionou em relação a isso, depois de um final de semana com divergências entre ele e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia?
Porta-voz: O senhor presidente, tem a convicção que não apenas ele, mas toda a sociedade brasileira reconhece a importância da aprovação da Nova Previdência. É como eu disse a pouco, nós temos duas opções. Aprovarmos a Previdência, a Nova Previdência e darmos fôlego, combustível e capacidade para um futuro ou mergulharmos num buraco negro onde nós não sabemos onde é o fundo e se há fundo.
Com relação a reunião pela manhã, dentre outros assuntos, sim, a Previdência foi tratada e o nosso presidente colocou-se muito claramente a favor de nós impulsionarmos a comunicação com relação a nova Previdência, atendendo a dois públicos em especial. A opinião pública, de uma maneira geral e os nossos congressistas, de uma maneira especial. Claro, que o tipo de comunicação será diferente para cada um desses públicos, porque, obviamente, os congressistas já estão se aprofundando nas nossas propostas e têm melhor condição de avaliá-las. E a opinião pública, é para entender e somar, incluso junto aos próprios congressistas, a sua própria intenção de ver essa Previdência aprovada. Outros assuntos fazem parte da nossa reunião da segunda-feira diária.
Jornalista: Oi, porta-voz. Boa noite. Isabel Mega, da Rádio Bandeirantes, BandNews FM
Porta-voz: Como vai Isabel?
Jornalista: Ainda em relação a esse clima que ficou com essa troca de falas do presidente Jair Bolsonaro e o presidente da Câmara Rodrigo Maia, qual que é a avaliação que o governo faz do clima atual desta relação Bolsonaro e Maia, esse clima continua azedo ou se de alguma forma vocês conseguiram atenuar isso. Linkando com o colega da Rádio Gaúcha, ele perguntou se eles podem se encontrar pessoalmente. Vou repetir essa pergunta e saber se isso pode acontecer até que o presidente embarque para Israel. E queria saber também se na reunião de hoje foi tratada uma mensagem de pacificação em relação a esse relacionamento do executivo com o legislativo?
Porta-voz: Embora o nosso presidente não tenha sido boina azul, blue barrier, ele tem como lema tudo pela paz. Então ele procurará, como sempre procurou. a paz a fim de. por meio da interlocução. convencer e até aceitar ser convencido sobre os pontos do governo. Você me fez uma primeira pergunta por favor. Não o clima é ótimo, azedo não é classificação de clima é outono, verão, primavera e inverno.
Jornalista: Está mais doce então?
Porta-voz: Eu acredito que sim mas também não é classificação de clima , doce.
Jornalista: (risos) eu perguntei se eles podem se reunir.
Porta-voz: Claro, claro. O presidente está aberto e nós estamos convencidos de que o presidente Rodrigo Maia igualmente está, porque ele como homem de Estado reconhece a importância da aprovação da Previdência.
Jornalista: Porta-voz boa noite, Fabio Murakawa do Valor Econômico. Eu tenho duas perguntas, uma é sobre a viagem para Israel, se está sendo cogitado ou se está totalmente fora de cogitação um anúncio ou progresso no sentido da mudança da Embaixada para Jerusalém? E a outra é em relação a esse relacionamento do presidente com o presidente da Câmara Rodrigo Maia, hoje teve um almoço com o Onyx Lorenzoni com o Presidente Rodrigo Maia e o presidente do Senado para tratar justamente um pouco, afinar aí essa relação do Executivo com o Legislativo. Quero saber se foi levado, neste almoço, algum recado do presidente Bolsonaro para o Rodrigo Maia?
Porta-voz: É natural que o nosso ministro Onyx Lorenzoni seja tradutor, junto aos chefes, os presidentes das casas ou seja da Câmara e do Senado nas ideias do nosso presidente. Por óbvio que nós não estávamos lá, nem eu nem tampouco você, nós não podemos afirmar isso. Mas a esperança é esta. O próprio ministro Onyx Lorenzoni, se encontrava na reunião hoje pela manhã e foi um dos interlocutores que deixou bastante claro da importância de nós somarmos esforços e remarmos juntos nesse barco que é o futuro do nosso país.
Jornalista: Embaixada.
Porta-voz: A embaixada, o nosso presidente vem advogando que merece um estudo um pouco mais aprofundado e ele o fará ao longo do tempo e no tempo necessário.
Jornalista: Porta-voz, Izabela Macedo do Metrópoles. Eu queria saber, ainda insistindo nessa questão da relação com o Congresso. Antes do presidente ir à Israel, mesmo depois, ele vai destacar alguém para conversar com o Congresso? É um pleito dos parlamentares? E se ele conversou com mais alguém? Quem que vai ser destacado?
Porta-voz: A interlocução do presidente com o Congresso de forma oficial se faz pelo líder na Câmara, major Victor Hugo, se faz pelo líder no Senado, o nosso senador e se faz pela nosso líder no Congresso, senador Fernando Bezerra, desculpe, e pela líder do Congresso, a deputada Joice Hasselmann. Essas pessoas são os centroavantes do presidente junto à Câmara e ao Senado. E é por meio delas que o presidente oficialmente encaminha as suas proposições, demandas, pensamentos, sentimentos. É nesse sentido que o presidente vem advogando e forçando e colocando todo seu esforço emocional e físico para aprovação da Previdência.
Jornalista: Porta-voz, Cláudia Gonçalves, Record TV, boa noite.
Porta-voz: Como vai Cláudia?
Jornalista: Aproveitando isso que o senhor falou dos líderes, queria confirmar se amanhã vai ter mesmo uma reunião de líderes e vice líderes do governo, com o presidente e se seria de manhã. E se vai haver a reunião também do Conselho de Ministros.
Porta-voz: Sim, a reunião do Conselho está confirmada. Essa reunião de líderes, eu fico te devendo e vou fazer uma pesquisa na agenda e te adianto.
Jornalista: A reforma agora vai demorar mais um pouco, né? Tudo indica que sim. O governo está trabalhando nesse distensionamento das relações do Congresso com o Executivo. Quanto tempo vai levar para o governo conseguir aprovar reforma?
Porta-voz: Lo más pronto posible.
Jornalista: Sem previsão?
Porta-voz: Lo más pronto posible
Jornalista: Obrigada.
Porta-voz: Olha, eu estou voltando do Chile, então tenho que…
Jornalista: Tudo bem, general?
Porta-voz: Tudo bom?
Jornalista: Tiago (...) da Record TV. General, o presidente teve uma agenda hoje com empresários. Eu queria saber se o senhor tem informações do que foi discutido, se os empresários fizeram alguma solicitação para o governo, como que eles estão vendo esse momento da economia, o que foi passado para vocês?
Porta-voz: O que o governo sempre estabelece nas interlocuções com o empresariado é solicitar-lhe que cada vez mais avance em direção ao futuro do nosso País, por meio de investimento, por meio de aumento no nível de emprego, então qualquer que seja o empresário com o qual o nosso presidente venha a dialogar isso é quase que um mantra do presidente pedir investimento, pedir abertura de novos empregos, porque só assim nós vamos sair desse círculo não virtuoso que é da estagnação.
Jornalista: Porta-voz, boa noite. Aqui é Pedro Vilella da Agência Brasil, EBC.
Porta-voz: Como vai?
Jornalista: Sobre a OMC, voltando lá um pouco no início da sua intervenção, o que que significa esse processo paulatino de saída desse tratamento especial que é dado aos países em desenvolvimento? É a partir de próximos contratos ou quer dizer de próximos tratados ou o Brasil vai começar a abandonar isso, o que já vinha lá atrás, e se, aproveitando a carona na pergunta, se o que o governo dos Estados Unidos na reunião bilateral com o presidente Trump, havia condicionado para esse apoio maior em relação e entrada do Brasil na OCDE, seria a saída total do Brasil nesse âmbito de tratamento diferenciado na OMC?
Porta-voz: O governo americano não considerou nem impôs, por óbvio, qualquer saída grotesca, brutal, intempestiva da OMC. Esse processo de desmame da OMC ele é natural a qualquer país que venha a saltar de posição no que toca ao nível de desenvolvimento. Nosso país é a oitava economia do mundo, é um país capacitado sobre os campos políticos, psicossocial, econômico, científico e tecnológico e nós precisamos olhar para a frente. Aliás, o presidente já vem olhando para a frente, acima da linha de crista e é a partir dela que nós podemos ver um futuro promissor para o nosso país. Não há tempo para esse desmame mas naturalmente ele terá que realizar-se.
Jornalista: Oi porta-voz.
Porta-voz: Já estão repetindo, acho que já está na hora de eu partir.
Jornalista: Não, é uma última pergunta. Foi publicado hoje na imprensa que o presidente Bolsonaro estava estimulando a celebração do golpe militar de sessenta e quatro. Eu queria saber se isso corresponde a realidade e se o presidente realmente está estimulando isso para que isso aconteça nas forças armadas?
Porta-voz: O presidente não considera trinta e um de março de 1964 golpe militar. Ele considera que as sociedade reunida e percebendo o perigo que o País estava vivenciando naquele momento, juntou-se civis e militares e nós conseguimos recuperar e recolocar o nosso País num rumo que, salvo melhor juízo, se isso não tivesse ocorrido, hoje nós teríamos um tipo de governo aqui que não seria bom para ninguém. E o nosso presidente já determinou ao Ministério da Defesa que faça as comemorações devidas com relação a 31 de março de 1964, incluindo uma ordem do dia patrocinada pelo Ministério da Defesa que já foi aprovada pelo nosso presidente.
Porta-voz: Gustavo
Jornalista: Gustavo, Gustavo Uribe da Folha. O que seriam devidas? Seriam discretas, dentro dos quartéis? Fora dos quartéis?
Porta-voz: Aquilo que os comandantes acharem, dentro das suas respectivas guarnições, e dentro do contexto que devam ser feitas.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: Não me informou sobre isso. Aqui nós temos uma guarnição com bastante efetivo, seja do Exército, seja da Marinha, seja da Força Aérea. Por orientação do nosso presidente aqui sim ocorrerá, assim como em outras guarnições.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: Aqui na guarnição militar do Distrito Federal. Nós temos o Comando do Exército aqui, o Comando da Marinha aqui, o Comando da Força Aérea aqui e tropas de todas essas três forças.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: Não, não há previsão nesse sentido.
Porta-voz: Paz e bem.
Ouça a íntegra (35mim:28s) da declaração do Porta-voz do Presidente