Declaração à imprensa do senhor porta-voz, general Rêgo Barros - São Paulo/SP
São Paulo-SP, 04 de Fevereiro de 2019
… De volta, um bom filho à casa retorna, não é?
Pessoal, boa tarde. É um prazer ter a oportunidade de voltar a conviver com vocês aqui em São Paulo, e já para iluminar alguns aspectos do boletim médico e de outros assuntos que são importantes para a condução do nosso País.
Vamos fazer uma atualização do boletim médico, tá? O estado de saúde do presidente Bolsonaro é considerado dentro do esperado, diante do quadro clínico que se encontra, uma vez que foi submetido a três cirurgias de grande porte em um período de quatro meses. Vamos ao boletim.
O excelentíssimo presidente da República, Jair Bolsonaro, está internado em Unidade de Cuidados Semi-intensivos do Hospital Israelita Albert Einstein. Apresentou ontem à noite elevação de temperatura (37,3 °C) e alteração de alguns exames laboratoriais. Foi iniciado antibioticoterapia - nome até difícil, hein? - de amplo espectro e realizados novos exames de imagem. Identificou-se uma coleção líquida ao lado do intestino na região da antiga colostomia.
Foi submetido à punção guiada por ultrassonografia e permanece com dreno no local. Está no momento sem dor, afebril, em jejum oral, com sonda nasogástrica e nutrição parenteral exclusiva. Já apresenta movimentos intestinais e teve dois episódios de evacuação. Segue realizando exercícios respiratórios e de fortalecimento muscular no quarto.
Por ordem médica, o paciente segue com visitas restritas. Assinam o boletim os doutores Antônio Luiz Macedo, cirurgião; o Dr. Leandro Echenique, cardiologista; e o Dr. Miguel Cendoroglo, Diretor Superintendente do Hospital Israelita Albert Einstein.
Vou dar seguimento aos outros temas, e depois volvemos para a eventualidade de perguntas. Está bem assim?
Destaques do dia. O Projeto de Lei Anticrime do Ministério da Justiça. Então o projeto de lei apresentado hoje, dia 4, pelo ministro da justiça Sérgio Moro aos governadores e secretários de segurança em Brasília, tem o objetivo de combater, de forma mais efetiva a corrupção, crimes violentos e o crime organizado. Problemas recorrentes no País e que não são interdependentes, perdão, e que são interdependentes.
O texto do projeto já havia sido apresentado e discutido pelo ministro com o presidente da República, e agora está na Casa Civil para análise e envio ao Congresso Nacional. De acordo com o ministro, o projeto de lei será apresentado ao Congresso após a recuperação do presidente. Em resumo: penas mais rigorosas e de mais fáceis execuções; discussão com a sociedade e transparência. Prioridade: uma das 35 metas dos 100 dias do governo do presidente Jair Bolsonaro.
Com relação à Mensagem ao Congresso há pouco lida naquela Casa. É uma mensagem que traz esperança da atitude e da liberdade, um diagnóstico da conjuntura do País, revelando aspectos da recessão econômica, do desemprego, da criminalidade, degradação das relações internacionais, abandono da saúde, elevada carga tributária, dentre outras.
Compartilhamento de responsabilidades do Poder Executivo e do Legislativo. Administração pública voltada a servir a população brasileira. Mais Brasil, menos Brasília. A mudança passa por união de pessoas de bem.
Passos para isso: geração de emprego e renda; reformas estruturantes, Previdência e tributária; qualidade da educação, resgate da segurança. Por fim, liberdade de opinião, de crença, liberdade de imprensa, de manifestação religiosa e de pensamento.
Com relação a Brumadinho, nota da Casa Civil expedida hoje. “O Comitê de Gestão e Avaliação de Respostas a Desastres, do governo federal, prossegue nos trabalhos de articulação dos esforços em apoio a Minas Gerais. Seguem informações atualizadas” - eu eu vou pinçar apenas algumas, porque já está no próprio documento e vocês têm condições de aprofundar, caso o desejem.
O Ministério da Saúde elaborou material com medidas que ajudam a prevenção de doenças e demais riscos que podem afetar a saúde das pessoas atingidas. A Força Nacional do SUS acompanha 24 horas por dia os serviços de saúde do município de Brumadinho, em especial os de saúde mental.
O Ministério da Saúde promove o acolhimento aos psicólogos mobilizados pelo Hospital Israelita Albert Einstein, e a integração desses profissionais nas escalas de serviço já em funcionamento em Brumadinho.
Então esses eram os principais aspectos que eu gostaria de apresentar-lhes e me coloco à disposição para elucidar, porventura, alguma outra dúvida.
Jornalista: General, boa tarde. Thiago Nolasco, do SBT.
Porta-voz: Como vai, Thiago? Tudo bem?
Jornalista: Seja bem-vindo de volta. A previsão inicial era de uma internação de dez dias, que seria agora quarta-feira, após a cirurgia, os médicos deram alguma previsão se mantém essa expectativa de dez dias ou se ela, essa internação pode ser prolongada?
Porta-voz: Os aspectos iniciais de avaliação do quanto o presidente teria que quedar-se aqui no hospital dependeriam, evidentemente, da sua evolução. Obviamente que quarta-feira não será mais o dia de alta do nosso presidente, até porque ele entrou em uma, em um estágio que está sendo administrado antibióticos por no mínimo sete dias. Então se nós tivermos que a partir de hoje já contarmos um prazo, esse prazo não será antes desses sete dias, que é exatamente o tempo de ação do antibiótico para debelar eventual infecção que possa ser gerada.
Jornalista: Então, pelo menos até segunda-feira da semana que vem?
Porta-voz: Exatamente.
Jornalista: Boa tarde, porta-voz.
Porta-voz: Tudo bem? Prazer revê-la.
Jornalista: Prazer o meu. Porta-voz, falando sobre a febre do presidente, ele ficou... 37, já é considerado estado febril, e ele está na semi-intensiva. Isso seria pelo acúmulo de líquidos ou tem alguma infecção detectada pelos médicos?
Porta-voz: Não, os médicos, ontem à noite, ao realizar os exames, detectaram esse momento febril do presidente e nos exames laboratoriais um aumento dos leucócitos. Então, imediatamente administraram antibióticos de amplo espectro, de forma a atacar todas as possibilidades para uma eventual infecção.
A partir dessa administração foram acompanhando o estado clínico do presidente por meio de exames de imagens. Foi feito um exame de imagem ontem e hoje, igualmente, um outro exame de imagem que foi o facilitador para a condução de uma sonda para a retirada do líquido que se encontrava naquela região da cavidade abdominal. Então, dois exames de imagens que detectaram que quanto à cirurgia não há nenhum aspecto negativo, não obstante esse acúmulo de líquido naquela região, para evitar uma eventual infecção ou um aumento dos leucócitos, de febre, etc., os médicos preferiram realizar esse procedimento que foi muito rápido, muito rápido mesmo.
Jornalista: É a punção?
Porta-voz: A punção.
Jornalista: General, boa tarde Leandro Stoliar do Jornal da Record.
Porta-Voz: Como vai, Leandro?.
Jornalista: Prazer, tudo bem? Tenho duas perguntas para o senhor: Primeiro é que foi divulgado hoje um vídeo em que aparece, teoricamente, as pernas do presidente fazendo exercícios, queria saber se realmente aquele vídeo é o presidente fazendo exercícios porque não aparece o rosto do presidente. E a outra pergunta é sobre o remédio que o senhor falou, com o nome difícil, esse remédio é um antibiótico, é esse antibiótico?
Porta-Voz: Vou repetir para você olha: Antibioticoterapia, agora acertei, não é? Esses são os antibióticos mesmo, e aquele é o aparelho sim de exercício de fisioterapia que é aquela bicicleta que, na semana passada, eu fiz chegar a vocês por meio de uma fotografia. Então, o presidente continua realizando esta fisioterapia.
Jornalista: Era o presidente na imagem?
Porta-Voz: Eu tenho que ver o vídeo, mas eu acredito que sim… Eu não vou afiançar, mas eu acredito que sim, porque é a mesma... é a mesma bicicleta, não é? Eu teria… teria que perguntar. Realmente posso checar com ele, mas eu acredito que seja. Ah, também para completar essa questão de fisioterapia, é uma fisioterapia respiratória, que é muito importante nesse processo de recuperação.
Jornalista: Porta-Voz.
Porta-Voz: Tudo bom, cara?
Jornalista: Por favor! É… Eu queria...
Porta-Voz: Me falaram muito bem de você lá em Brasília.
Jornalista: Eu queria falar um pouquinho sobre a reforma da Previdência...
Porta-Voz: Pois não.
Jornalista: É digo, o Estadão…(inaudível), divulgou a minuta do texto da PEC, eu gostaria de esclarecer se o presidente teve acesso a esse texto, se ele já chancelou esse texto, ou se ainda haverá operações e quais? E como é que o governo garante que haverá efetividade fiscal na reforma e também condições de aprovar, visto que foi colocado a mesma idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, um tema que já provocou diversas divergências em discussões anteriores e também outras coisas aí como desvincular é... salário mínimo de BPC, enfim, como é que o governo está trabalhando essa questão?
Porta-Voz: Bom eu queria adiantar-lhes que esse documento que chegou às mãos de um determinado jornal não contém a totalidade dos aspectos que estão sendo estudados pelo governo e algumas das informações daqui elas não são efetivas. Então o presidente continua estudando, junto com a sua equipe econômica, com a Casa Civil e posteriormente em consórcio com o nosso Congresso, estabelecerão as diretrizes para a implantação, a votação e a aprovação da Previdência que é tão importante para o nosso País.
Os aspectos dos detalhes contidos em quaisquer que sejam os documentos, eles não podem ser validados no momento, porque o presidente ainda está a estudar junto com essa equipe que eu recém citei, detalhes, tira daqui, coloca dali, de forma que o melhor projeto seja assim direcionado ao Congresso.
Jornalista: Boa tarde, porta-voz. César Menezes, TV Globo. Também são duas perguntas. Os médicos explicaram por que que se formou esse líquido no abdômen do presidente e se isso oferece algum risco? É uma pergunta. E a outra, nos boletins anteriores, o hospital dizia apenas que o presidente tinha saído do protocolo de UTI e hoje diz que ele está em terapia semi-intensiva. Houve um aumento desse rigor do protocolo ou não, é a mesma coisa?
Porta-voz: Sim. Há naturalmente o aumento do rigor do protocolo até porque está sendo ministrado antibiótico venoso por sete dias. Há esse processo identificado e que já foi drenado de líquido no abdômen, que poderia trazer-lhe algum aumento de febre, uma verdadeira infecção, então o Hospital achou por bem alterar o parâmetro do processo dentro dos aspectos normais e naturais desse caso.
Com relação à sua pergunta do acúmulo de líquido ser normal ou não. O local onde esse líquido foi encontrado é muito próximo, é na área onde o presidente portava a bolsa da colostomia. Então os médicos me explicaram que isso pode acontecer, esse acúmulo de líquido foi muito manipulado aquela área, e esse líquido, por consequência, pode gerar dentro do organismo algumas outras intercorrências. Então para evitar eventuais intercorrências foi sacado esse líquido da cavidade abdominal.
Jornalista: Porta-voz, boa tarde. É Mauro Tagliaferri, da RedeTV. O presidente está conseguindo trabalhar nesse quadro todo? O que ele está conseguindo fazer em termos de despacho, de contatos com a equipe dele? O que tá sendo possível fazer?
Porta-voz: Olha, de ontem pra hoje, ele tem se mantido em descanso completo, tem estado deitado na cama para que esse processo possa ser debelado o mais rápido possível. Então tem se evitado, naturalmente, despachar-se com ele e o acesso ao quarto, que é a unidade semi-intensiva. Então, na verdade, é apenas um protocolo, mas ele se mantém exatamente no mesmo local. O quarto está restrito efetivamente aos familiares e àquelas pessoas mais próximas que estão a assessorá-lo.
Jornalista: Porta-voz, boa tarde. Foi dito, anteriormente...
Porta-Voz: Qual o seu nome?
Jornalista: Ricardo, da NBR.
Porta-Voz: Como vai, Ricardo?
Jornalista: Tudo bem? Foi dito anteriormente, pelos boletins anteriores, que a recuperação passava pela retomada das atividades do intestino do presidente. Gostaria de saber: o boletim detalha alguma coisa a respeito desse assunto? Se isso foi uma boa notícia. Como que a equipe médica comentou isso.
Porta-Voz: Passaram por...
Jornalista: Pela retomada da atividade dos movimentos intestinais.
Porta-Voz: Ah, sim, claro. Você está observando o copo com água pela metade, imaginando que falta só um pouco de água para completar. É esse o pensamento que nós temos. Até se nós tivéssemos que falar uma metáfora, com relação à situação do presidente, nós diríamos o seguinte: “O avião já está taxiando na pista, os check-lists estão sendo realizados pelos pilotos” - e o piloto é o próprio presidente - “de forma que quando ele decole, ou seja, quando ele saia aqui, do nosso hospital, ele tenha condições de alçar voos e ter voo cruzeiro por quatro anos, no nosso País”.
Jornalista: Porta-voz, Daniela, da Globonews. Boa tarde. Eu queria saber quem está aqui hoje, com ele, da família, e se há algum compromisso oficial pelo menos para amanhã. Hoje o senhor já disse que ele permaneceu em repouso. Amanhã há alguma videoconferência, alguma atividade?
Porta-Voz: Não há compromissos oficiais nesses próximos um, dois dias. Hoje encontram-se aqui, no hospital a esposa, a senhora Michelle, o seu filho Carlos. E eu tenho informações que os seus outros filhos estão também com o planejamento de vir aqui a São Paulo para visitá-lo.
Jornalista: Porta-Voz, Talita Fernandes, da Folha de São Paulo. O presidente comentou sobre as acusações de que o ministro do Turismo usou laranjas para financiar a campanha dele?
Porta-Voz: Não, ele não comentou e não comentaria porque esse é um assunto que deve estar restrito ao próprio ministro, e as respostas a esse tema a ele devem ser direcionadas.
Jornalista: Ele pediu explicações para o ministro?
Porta-Voz: Ele não conversou com o ministro sobre isso.
Jornalista: Obrigada. Sobre a Previdência, ainda. O senhor falou que alguns pontos da minuta procedem e outros não. Por exemplo, a idade mínima de 65 anos. O presidente confirma essa ideia de igualar para mulheres e homens?
Porta-Voz: Não, o presidente não confirma enquanto não tiver um projeto fechado sobre a Previdência. Quaisquer ilações sobre temas que estão insertos, inseridos nesse documento, como eu disse, são ilações.
Jornalista: Sobre o estado de saúde do presidente, ele tem despachado pouco, evitado… A Presidência, o Palácio estuda a possibilidade de o vice assumir para dar continuidade às atividades normais da Presidência?
Porta-voz: Por enquanto não há esse estudo. Naturalmente se os médicos acharem indicado isso, com toda a transparência, far-se-á novamente um documento pedindo-se, por meio desse laudo médico, que o presidente seja afastado por um tempo que seja adequado para essa recuperação.
Jornalista: Porta-voz, aqui é Priscila Kerche, da TV Brasil. No boletim consta que os exames apresentaram alterações antes de ser detectado o líquido ao lado do intestino. Que alterações foram essas?
Porta-voz: Basicamente de aumento de leucócitos, que é uma indicação, a maioria de nós sabemos disso, que é uma indicação de um início de um processo infeccioso, enfim, foram basicamente os dados referentes a esse parâmetro. Os outros se mantêm normais.
Jornalista: (inaudível) … dá para dizer então que, de acordo com fim de semana, a questão da paralisia intestinal, agora com quase febre no domingo, o quadro do presidente, postergação do prazo de internação, dá pra dizer que o quadro do presidente não tem evoluído como se esperava e que piorou o quadro em geral clínico do presidente?
Porta-voz: A evolução do presidente é a esperada segundo os parâmetros médicos. Essas intercorrências com altas e baixas são normais em uma pessoa que teve, em menos de quatro meses, três cirurgias das quais duas, em caráter emergencial. Apenas eletiva esta última. Então está dentro do que é esperado pelo quadro do corpo médico aqui do Albert Einsten.
Jornalista: Um outro detalhe. No boletim de ontem não falava de febre. Em todos os outros vinha afebril e foi por conta desse aumento da elevação que os médicos... houve alguma ocultação em relação à febre. Eu queria só que o senhor explicasse.
Porta-voz: Até agradeço a pergunta porque a detecção do aumento de temperatura deu-se após a liberação do boletim. Então se tivesse ocorrido antes da liberação do boletim, naturalmente ele constaria. Então com a detecção, os protocolos, os parâmetros, os exames, as identificações necessárias foram estartadas e daí hoje ele ter feito essa pequena ação.
Jornalista: Porta-voz, depois dessa detecção de febre, também o aumento desses medicamentos, antibióticos, qual foi a reação do presidente? Ele ficou frustrado por esse quadro, fez algum comentário?
Porta-voz: Hoje ele me deu uma continência indo fazer esse procedimento. Eu acho que isso já indica o estado de ânimo dele e eu, naturalmente, fiz a minha continência de uma forma muito honrosa para um homem que está lutando por sua vida para dirigir o País.
Jornalista: ...semana passada a gente teve a informação de que o vice-presidente mais alguns ministros poderiam (inaudível) ou até vir ao hospital. Isso chegou a ser cogitado? Foi cancelado esse (...)
Porta-Voz: Foi cogitado e, diante do quadro do presidente nós estamos postergando para um melhor momento.
Jornalista: Estava marcada para quando?
Porta-Voz: Eu teria que dar uma olhada na agenda. Mas, sim, foi cogitado isso. Está bem?
Jornalista: Eu só...
Porta-Voz: Pois não.
Jornalista: Depois da primeira cirurgia, lá no ano passado, cerca de uma semana depois teve um episódio, uma fístula - César, me ajuda, é isso, não é? Esse líquido pode causar isso? Não sei se o senhor consegue explicar para a gente se seria esse o caminho, vamos por assim, de uma infecção, de surgir alguma fístula. E isso feito antes...
Porta-Voz: Não quero adentrar em aspectos técnicos, mas me parece que é uma possibilidade.
Jornalista: É isso?
Porta-Voz: Não estou afirmando, mas me parece que possa ser uma possibilidade. Eu posso levar essa sua pergunta ao corpo médico...
Jornalista: Por favor.
Porta-Voz: E depois, por meio de e-mail ou mesmo via WhatsApp, nós te respondemos.
Jornalista: Desculpa, porta-voz, só uma pergunta: as bactérias poderiam ser uma causa dessa febre, que já baixou por conta do antibiótico?
Porta-Voz: Não, ele ainda está febril.
Jornalista: Tá, ele ainda está febril...(inaudível)
Porta-Voz: Sim. Não quero afirmar, mas me parece que sim.
Jornalista: E isso seria uma reação ao tempo que ele ficou com a bolsa?
Porta-Voz: Não, eu aí não vou adentrar nesse aspecto, que é muito técnico, tá?
Jornalista: Existe a possibilidade de ele passar por uma nova cirurgia? Os médicos estão estudando isso?
Porta-Voz: Até agora absolutamente não está no foco, no escantilhão nosso, que ele passe por uma outra cirurgia.
Jornalista: Mas também não está descartado por esse quadro aí, não é?
Porta-Voz: Não posso descartar nada.
Jornalista: Obrigada.
Jornalista: General, o presidente passa… a gente pode afirmar que ele passa por um processo infeccioso. Há uma bactéria.
Porta-Voz: Eu diria que ele está sendo medicado para um eventual processo infeccioso. Se ele está instalado ou não, nós ainda não temos condições, mas foi administrado antibiótico de amplo espectro exatamente para atacar em todas as direções.
Jornalista: Há alguma previsão de começar a dieta líquida?
Porta-Voz: Ela vai depender… Como houve já dois… duas ações de evacuação hoje, e dando continuidade a esse processo, ou seja, as atividades intestinais se normalizando, é possível, sim, que os médicos, em um prazo um pouco mais curto até, possam reinsertar, ou dar continuidade ao processo de ingestão de líquido, depois pastoso, depois sólido. Agora, o quando eu não tenho como te afirmar.
Jornalista: Ele já começou, então, a ter movimentos no intestino…
Porta-Voz: Sim, ele inclusive evacuou duas vezes.
Jornalista: ...mas a sonda continua retirando líquido, ou não? Ela só está colocada ali…?
Porta-Voz: Muito pouco, agora. Você está falando a sonda nasogástrica, muito pouco.
Jornalista: O senhor sabe até quando ele toma antibióticos?
Porta-voz: Sete dias.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: Sim.
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: .. Endovenosa. (inaudível)
Jornalista: (inaudível)
Porta-voz: Sim, ele foi administrado a partir de ontem à noite.
Está bem? Fé, esperança e amor. Obrigado.
Ouça a íntegra (24min41s) da declaração à imprensa do Porta-Voz