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Coronavírus

"Nós vamos ampliando semana a semana", afirma ministro da Saúde sobre expansão do SUS

Em coletiva de imprensa, ministro da Saúde e presidente Jair Bolsonaro atualizaram ações do Governo Federal para conter os efeitos da pandemia no País
Publicado em 20/03/2020 20h52 Atualizado em 20/03/2020 21h38
"Nós vamos ampliando semana a semana", afirma ministro da Saúde sobre SUS

Ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta - Foto: Isac Nóbrega/PR

Em coletiva à imprensa nesta sexta-feira (20), o presidente Jair Bolsonaro disse que o Governo Federal agiu de forma preventiva para atenuar os efeitos do coronavírus no País. O momento agora é de um esforço nacional para que o Sistema Único de Saúde seja ampliado para acolher os pacientes que estão surgindo com o aumento no número de casos.

Para garantir o abastecimento de itens essenciais de saúde e produtos utilizados no dia a dia dos cidadãos, qualquer medida que implique mudança na logística de vias de transportes aéreos e rodoviários deverá ser uniformizada, com o decorrer do tempo, sob a coordenação da Casa Civil, por meio de normativos a serem publicados em breve. “Não pode alguém de forma isolada tomar determinada medida que venha atrapalhar o esforço final para que esse problema seja vencido”, reforçou Bolsonaro.

O sistema de saúde de todo o País está sendo ampliado, tanto em número de leitos e de CTIs como na ativação de hospitais e alas. “Coisa que a Itália não teve tempo de fazer, ela já pegou isso instalado. Nós vamos ampliando semana a semana. Nosso sistema pode inflar, crescer, temos espaço para crescer", assegurou o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta.

Caso as medidas em curso não tivessem sido tomadas, ainda assim o sistema de saúde brasileiro teria capacidade de comportar a situação de crise por volta de 30 dias. "Se nós não fizéssemos nada, se não aumentássemos nossa capacidade instalada, se nós ficássemos parados, olhando, teríamos um mega problema". E complementou: “Não é colapso definido; é um quadro que temos que saber como enfrentar."

De acordo com o ministro da Saúde, a atuação do governo vai sendo definida a partir do desenvolvimento dos casos de contaminação no Brasil. “Nós podemos ter vários graus de problemas, e vamos monitorá-los diuturnamente e trabalhar com todos: os secretários municipais, estaduais, médicos, todo pessoal de saúde para que não tenhamos um colapso", disse.

Impactos econômicos

Mais cedo, Bolsonaro participou de videoconferência com grupo de cerca de 20 empresários. Ele destacou que o setor produtivo brasileiro se colocou à disposição para ajudar no que for necessário para atravessar o período de crise ocasionado pela pandemia do novo coronavírus. “Ofertamentos já apareceram no momento, como equipamentos e demais insumos para combater o vírus”, declarou.

As medidas para mitigação dos impactos econômicos foram apresentadas durante videoconferência. Para o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, Carlos da Costa, é importante que a população tenha serenidade e senso de urgência para proteger a saúde, mas ao mesmo tempo manter as atividades econômicas básicas em funcionamento. 

“Nós precisamos que os nossos trabalhadores em número adequado cheguem ao seu local de trabalho, que esse local de trabalho seja preparado para evitar o contágio, e que, com isso, medicamentos, bebida, água, eletricidade, transporte sejam preservados, como estão sendo ate agora.”