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Você está aqui: Página Inicial Acompanhe o Planalto Discursos e pronunciamentos 2025 12 Pronunciamento do presidente Lula na celebração da abertura de mais de 500 novos mercados e inauguração da sede da ApexBrasil
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Pronunciamento do presidente Lula na celebração da abertura de mais de 500 novos mercados e inauguração da sede da ApexBrasil

Transcrição do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante celebração da abertura de mais de 500 novos mercados e inauguração da sede da ApexBrasil, em Brasília (DF), no dia 15 de dezembro de 2025.
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Publicado em 15/12/2025 00h00 Atualizado em 05/01/2026 16h59

Bem, cumprimentando meu companheiro Alckmin [Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviço] e o Jorge Viana [presidente da ApexBrasil, Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos], eu estarei cumprimentando todos os companheiros que estão aqui nessa parte de cima [palco] desse encontro. Eu gosto muito de utilizar a metáfora de futebol para ver se as pessoas entendem direito o que eu vou falar. O que sempre me incomodou no futebol é que, às vezes, você tem um jogador que dribla três, quatro adversários, passa a bola livre para o cara marcar o gol.

O cara marca o gol e em vez dele agradecer ao cara que passou a bola, ele corre para a plateia, como se fosse ele o cara que fez a jogada. No acerto da política também tem que ser assim. Na política, quando vocês entrarem na política, vocês vão perceber o seguinte.

Quando você comete um erro, você tem que encontrar o culpado. O sucesso do político é: a hora que tiver uma coisa errada, ele tem que anunciar um culpado imediatamente. Mas quando as coisas dão certo, você não pode correr para o abraço sozinho.

Por quê? Porque o acerto das coisas que estão acontecendo no Brasil se deve ao aprendizado que nós tivemos ao longo de muitos anos. Isso não depende de uma pessoa apenas; depende da boa vontade dos empresários, dos ministros, da evolução e da compreensão dos empresários de que, quanto mais corretos nós formos na questão climática, na questão ambiental e na qualidade do produto que nós fabricamos, mais chances a gente vai ter de ganhar as coisas lá fora. E também depende da capacidade de trabalho do governo.

Eu me lembro de que, quando fui presidente em 2003, eu disse ao companheiro Furlan [Luiz Fernando, ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior no primeiro mandato]: Furlan, eu não quero um ministro de Indústria e Comércio, eu quero um mascate. Eu quero um cara que bote as coisas que o Brasil faz debaixo do braço e saia para viajar. Não fique aqui no Brasil. Viaje, percorra; quantos mais países, melhor.

Porque é preciso que a gente se apresente, é preciso que a gente comece a vender as coisas que a gente produz. Ninguém vem aqui buscar se a gente não for oferecer. E aí eu tenho muita sorte, Fávaro [Carlos, ministro da Agricultura e Pecuária], de ter você no Ministério da Agricultura, porque não só é um empresário do agronegócio e também quer vender o que produz.

Tenho muita sorte de ter o companheiro Alckmin com a experiência de ter sido prefeito de Pindamonhangaba (SP), deputado federal, vice-prefeito, vice-governador e várias vezes governador. E tenho a sorte de ter o companheiro Jorge na Apex. Porque essas coisas só funcionam se as pessoas que estão no lugar certo acreditarem que ninguém gosta de nós, se a gente não fizer um pouco de esforço para que as pessoas gostem da gente.

Tem gente que acha: “eles são obrigados a comprar, porque eu sou do Brasil”. Isso não interessa para ninguém. O que interessa é se a qualidade daquele que a gente está oferecendo é melhor. Não só de preço, mas também de qualidade.

E é isso que a gente está fazendo. Tentando quebrar o ostracismo que este país ficou durante os dez anos. Em que ninguém tinha vontade de vir ao Brasil e ninguém do Brasil tinha vontade de viajar. Porque não existia relação. Então, quando o Fávaro fala para mim: presidente, eu preciso colocar mais adido do Mapa [Ministério da Agricultura e Pecuária] no exterior, muitas vezes tem discordância do Itamaraty. “Não, para quê? Nós já temos lá.”

É importante que tenha. Que tenha um especialista do Itamaraty, que tenha um especialista da Embrapa [ Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária] e que tenha outros especialistas, para que a gente possa estar em todo lugar vendendo os produtos que a gente produz.

Por quê? Porque nós sabemos que temos duas possibilidades. Ou a gente tem um mercado interno com bom poder de compra, que consegue consumir o que a gente produz. E se tiver consumindo muito, a gente não vai vender para fora o excedente. Ou a gente tem uma combinação, que é o que acontece no Brasil hoje.

A gente produz para atender o mercado interno e produz tão bem que consegue atender também às necessidades do mercado externo. Essa é a coisa mais perfeita que poderia acontecer.

Quando a nossa empresária do algodão estava falando aqui, eu estava lembrando quantas vezes eu apanhei na imprensa porque a gente fazia licitação e comprava guardanapo que vinha todo torto. Você não conseguia dobrar, porque as pontas não combinavam. E a imprensa dizia: “Palácio do Planalto compra guardanapo de algodão inglês, algodão egípcio”.

Eu ficava pensando: por que eu pago o preço de comprar um guardanapo de algodão egípcio se eu nunca perguntei de onde é o algodão? Eu sempre achei que era do Brasil.

E não era, porque um dia o “bicudo” [praga do algodão] acabou com o nosso algodão. E nós temos que agradecer aos empresários brasileiros que acreditaram que era possível voltar a produzir algodão, melhorar a qualidade do algodão e a gente se transformar no país que mais exporta algodão no mundo. Isso, simplesmente, é maravilhoso.

É isso que dá orgulho, quando a gente percebe que tem competitividade, que a gente não é menor do que ninguém. Eu sempre tive uma divergência, companheiro Fávaro, quando o pessoal da indústria começa a desprezar o pessoal da agricultura, dizendo: “é, porque exporta só commodities, e commodities não têm tanto valor agregado. É preciso que tenha muito valor agregado”.

Eu fico pensando: as pessoas se deram conta de quanto investimento em genética tem a nossa carne? As pessoas se deram conta de quanto de tecnologia tem num grão de soja hoje? As pessoas já se deram conta de quanto investimento foi feito para que a gente pudesse se transformar no rei da transição energética?

E vejam que coisa engraçada. Na COP30, os países ricos estavam achando que estavam fazendo um favor ao planeta Terra, dizendo que, em 2050, querem chegar a 40% de energia renovável.

Eu vou repetir: o mundo rico, que dá muito palpite sobre nós, estava achando que estava fazendo uma coisa enorme para a humanidade, dizendo que, em 2050, quer chegar a 40% de energia renovável. E nós, os humildes, que não sabemos de nada, em 2025, já temos 53% de energia renovável.

Mais do que eles querem chegar em 2050. E isso porque nós estamos querendo não perder essa oportunidade. Quando eu falei para o Jorge que eu tenho três viagens importantes que eu quero fazer, a de Hannover, que é em abril, que é a maior feira industrial do mundo, é porque eu fiz um desafio ao dono da Mercedes-Benz e fiz um desafio ao primeiro-ministro da Alemanha [Friedrich Merz].

Qual é o desafio? Eu quero provar, lá na Alemanha, que o nosso combustível emite menos CO₂ do que o deles. Então, eu não quero provar aqui no Brasil; eu quero provar lá, na Alemanha. Na frente deles, em um caminhão da Mercedes-Benz, que é alemã.

Porque, cada vez que eles inventam um Euro 3, um Euro 4, um Euro 5, um Euro 6, o preço do caminhão aqui aumenta 15%. E nós não precisamos do mix tecnológico deles. Esse mix ambientalista para aumentar o preço do caminhão. Nós já não precisamos do que eles precisam.

Agora, quem tem que falar isso somos nós. Então, nessa feira, a gente vai ver se leva a maior quantidade de empresários que nós já levamos, porque chega de o Brasil se apresentar como se fosse um coitadinho. “Ah, não posso fazer porque vai gastar 50 milhões de reais”, “não posso fazer porque vai gastar”. Quem pensa pequeno nem sonha. É preciso a gente pensar grande. Então, eu estou avisando com antecedência para que se preparem. Porque nós precisamos levar muitos empresários. 

A segunda é a da Índia. A Índia é um país de 1,4 bilhão de habitantes; o Brasil é um país de 215 milhões de habitantes. Não tem sentido a nossa relação comercial ser de apenas 12 bilhões. O nosso fluxo é quase zero.

Ora, nós sabemos do potencial de coisas que temos para vender à Índia. E sabemos do potencial das coisas que a Índia pode vender para o Brasil. Eles são melhores do que nós na questão espacial? Eles são melhores do que nós na indústria de defesa? Eles são melhores do que nós na indústria de fármacos? Ora, então o que é que nós temos que fazer ao ir lá? Nós temos que ir lá ver o que a gente pode comprar deles e o que temos para oferecer.

“Ah, mas eles não querem comprar a nossa agricultura porque lá tudo é pequeno, é pequeno agricultor.” Você tem muito pequeno agricultor que ainda vive trabalhando como aquela agricultura de subsistência. Nós temos que mostrar para eles qual foi o serviço que a Embrapa prestou ao desenvolvimento da pequena agricultura aqui.

Porque aí todo mundo pensa que o Brasil é só o agronegócio. O agronegócio é extremamente importante. Mas, das 6 milhões de propriedades que nós temos, quase 5 milhões têm menos de 100 hectares.

E mais de 2 milhões têm menos de 10 hectares, que são pequenos proprietários que produzem coisas interessantes para este país, e nós queremos levar isso para eles. E queremos saber como é que eles fazem.

Ah, eles plantam cana também, tudo bem. Qual é a produção por hectare deles e a nossa? O que é que a gente pode trocar? E é isso que nós vamos fazer lá. Lá eu também quero fazer a maior representação empresarial em todas as áreas.

Aí vamos para a Coreia. A Coreia é um país em que os produtores de proteína animal ficam: “Presidente precisa ir para a Coreia. Precisamos chegar no mercado da Coreia”. Nós vamos para a Coreia. E o cara que é primeiro-ministro [presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung] é meu amigo. Meu amigo assim de história.

Ele teve um acidente de trabalho. Ele foi um preso inocente como eu. Então a gente se ligou. A química deu sem a gente estar perto um do outro. Então vou lá. Quem sabe ele vai comer uma picanha assada que alguém pode levar. Não levar aquela carne cheia de gordura e sem gosto, aquela que você acha que é chique, não. Quero uma costela assada na brasa.

Para ele saber o quanto é bom. Porque para mim carne é água e sal. O resto é a companhia.

Então, eu quero ir para a Coreia também porque é o seguinte, lá eu quero ver se eu levo um monte de empresárias mulheres da área de beleza deste país. Porque lá é o centro de maior produção de creme de beleza do mundo, atualmente.

As dermatologistas brasileiras vivem viajando para a Coreia para comprar coisa boa. E também as máquinas mais modernas que deixam a gente bonito, olha como eu estou. Também é na Coreia.

Então, lá eu quero convidar muitos empresários desse setor. Para a gente também comprar, porque não é só vender. Quando a gente chega num país, a gente não pode passar ideia que a gente vai lá só para vender.

Se a gente falar que vai só vender, o cara já se retrai. Então é melhor falar: nós viemos aqui saber o que vocês têm para nos vender. Vocês vão vender para a gente? Produtos de beleza. E a gente vai vender a razão da nossa beleza, que é a qualidade da nossa carne, da nossa comida.

Se der química, aí a gente fechou o ano atendendo todos os países do mundo que a gente precisava fechar. Essa é uma coisa muito importante. Então, eu estou fazendo um compromisso com vocês. Nós temos, em fevereiro, a Índia e a Coreia.

E depois nós temos, em abril, a Feira de Hannover, que é uma disputa minha com o primeiro-ministro alemão. Porque ele foi ao Mato Grosso, não sei se vocês viram, foi ao Pará. Foi ao Pará e, quando chegou a Berlim, falou: “Ainda bem que eu cheguei aqui para comer um pão, para comer alguma coisa”.

Aí eu falei para ele, no outro dia em que me encontrei com ele: “cara, você pensou que estava, mas não estava no Brasil. Você chegou a Belém, não foi ver um carimbó, não foi tomar uma cachacinha, não foi dançar, só ficou dentro do hotel. Ou seja, você esteve, mas não esteve”.

Quando eu vou para a Alemanha, eu esqueço a feijoada brasileira, eu esqueço o churrasco brasileiro. Eu vou à Alemanha para comer joelho de porco, para comer chucrute, para comprar linguiça naquela carrocinha que vende na rua, que é muito boa. Uma vez, eu entrei no gabinete da Angela Merkel [ex-chanceler da Alemanha] comendo uma linguiça daquela, na mão.

Por que eu vou lá, então? Ele precisa vir aqui aprender o que nós fazemos. É porque, historicamente, eles são os colonizadores e nós somos os colonizados. Historicamente, se a gente não reagir, eles acham que nós somos subservientes. A gente tem que reagir. Nós temos que mostrar que nós não devemos nada. Nada. Nós temos competência.

Vamos pegar o negócio do avião brasileiro. Você sabe quem falta descobrir o avião no Brasil? Os brasileiros. As empresas que voam aqui no Brasil precisam descobrir a Embraer. Porque, se a Embraer vendesse os aviões que eles compram da Boeing e da Airbus, a Embraer poderia produzir o dobro de aviões.

Porque é uma ignorância. A China quer comprar, a Índia quer comprar, e aqueles brasileiros ficam comprando outros aviões. Quando, na verdade, os aviões da Embraer oferecem todas as exigências de que nós precisamos para percorrer os oito milhões e meio de quilômetros quadrados que nós temos.

A gente geraria mais emprego, mais tecnologia. Essas coisas é que nós temos que aprender a fazer. Essas coisas é que nós temos que ter consciência de que dependem só de nós. Não dependem de ninguém.

Eu conto uma história para vocês saberem. Eu conto o que eu gosto de contar. Quando eu fui escolher o Alckmin para ser ministro da Indústria e Comércio, eu não escolhi o Alckmin; eu escolhi um desses caras que pensam que sabem tudo. Porque tem uns caras que pensam que sabem tudo.

Eu conversei com muita gente, mas um deles era o mais sofisticado. “Não, você tem que conversar com fulano de tal, fulano de tal.” Eu chamei o cara na minha sala, eu ainda estava no hotel, tentei ouvir e comecei a conversar. E o cara dizia: “Não, porque o Brasil precisa fazer isso, o Brasil precisa fazer aquilo”.

Eu falei: “Que cara sabido”. Aí, eu tenho até vergonha de conversar com um cara tão sabido. Eu não sei o que falar quando o cara é muito sabido. Sabe aquele cara que sabe tudo? Ele mesmo fala, ele mesmo responde.

Aí me deu vontade de fazer a seguinte pergunta para ele: “Escuta aqui, meu amigo, de todas essas coisas que você me falou, você já colocou alguma delas em prática?”. Ele respondeu: “Não”. Eu falei: “Se você não colocou em prática, o que você está me ensinando a fazer?”.

Aí eu pensei: sabe de uma coisa? Eu vou chamar o Geraldo. Eu vou chamar o Geraldo, porque o Geraldo tem expertise em prática política do estado mais importante do país. Então, qual é o empresário que tem mais expertise do que ele? Nenhum.

E, graças a Deus, ele aceitou. Como o Fávaro, como o Paulo Teixeira [ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar], como o companheiro Jorge Viana. É assim. É assim que a gente faz. É assim que a gente faz as coisas darem certo neste país.

De vez em quando, ô, Fávaro, alguém fala assim para mim: “Lula, você precisa fazer uma reunião com o agronegócio. Eles não sabem o que você está fazendo”. Eles sabem. Isso é que nem palmeirense e corintiano: todo palmeirense conhece o corintiano, todo corintiano conhece o palmeirense. Não gosta, porque não gosta. E se não gosta, também não tem problema nenhum. Ninguém é obrigado a gostar de todo mundo.

Mas eu não posso ficar paparicando as pessoas. O que é feito é público. Eu tenho certeza absoluta. Os banqueiros nunca foram tão bem tratados. Nunca.

Os empresários nunca foram tão bem tratados. Os agricultores nunca foram tão bem tratados. E por que são tratados bem? Porque é obrigação do Estado.

É obrigação do Estado conversar com as pessoas, ver quais são as necessidades e, dentro da medida do possível, você tem que atender. Não é atender quem eu gosto e deixar de atender quem eu não gosto. “Para esse eu faço, para esse eu não faço.”

Hoje vai acontecer uma coisa engraçada, Alckmin. Hoje eu vou liberar um crédito de um bilhão de reais para o prefeito de Ribeirão Preto [Ricardo Silva], que não é do meu partido — eu nem sei de que partido é.

Eu poderia dizer: “Não, não tem dinheiro”. É um empréstimo que eu vou analisar. Poderia falar: “Não tem dinheiro”. O cara não sei de que partido é. Por que eu não vou dar o dinheiro? Mas seria justo? Se a cidade está precisando, se o povo está precisando, seria justo eu ser um político sovina, cretino e falar: não, não tem dinheiro.

Pois ele vai levar. Até vou convidar você — você deve conhecer —, você conhece tudo que é prefeito. Também o cara governou mais do que alguém já governou. Então, este país, para dar certo, gente, não falta muita coisa. Nós temos base intelectual, nós temos base empresarial, nós temos base de trabalhadores, nós temos tecnologia, nós temos a Embrapa, nós temos tanta coisa que pode ser motivo de orgulho.

A Embrapa já era para ter feito, na savana africana, a revolução que nós fizemos no cerrado brasileiro, por empresários brasileiros, para vender para os europeus, para vender para os americanos. “Não, a Embrapa não podia sair do Brasil. É coisa nossa”.

Bom, é coisa nossa, mas, se é boa, por que a gente não… Até porque, com os africanos, a gente tem uma dívida que não se paga em dinheiro; paga-se em transferência de tecnologia, em solidariedade.

E aí, Jorginho, vou te contar uma coisa: a Apex é uma coisa extraordinária. Se tem uma coisa de que eu tenho orgulho, em 2003, de ter pensado em criar e cujo resultado foi excepcional, é a Apex.

Portanto, eu quero dar os parabéns à Apex, ao corpo de funcionários, à direção, e dizer para você que eu lamento profundamente que, quando uma figura importante vier me visitar, eu vá usar o seu gabinete aqui da Presidência, que é melhor do que o meu, para receber autoridades.

No mais, eu queria dizer para você que eu tenho muito orgulho dessa história dos 508 novos mercados. E a gente pode muito mais. Para isso, nós temos que ser humildes, trabalhar mais, melhorar os nossos produtos, e a gente não tem competidor.

Não existe hoje ninguém capaz de competir com a fartura de possibilidades que nós temos. E é isso que depende de vocês. A gente está falando bem da Apex, está falando bem do Alckmin, do Fávaro, do Paulo, da Embrapa, mas nós temos que falar bem de vocês, que acreditaram e que viraram os cúmplices desse momento da economia brasileira. Eu tenho muito orgulho.

Se vocês soubessem, eu sou um cara orgulhoso. Primeiro porque meus dois times de coração vão disputar a final da Copa Brasil. Veja que interessante.

Eu estou torcendo para o Corinthians ganhar quarta-feira em Itaquera, e estou torcendo para o Vasco ganhar, tudo de 1 a 0. Aí vai para os pênaltis, aí não importa quem ganhar, está bom. Está bom, eu não fico sofrendo. Mas por que eu estou feliz? Eu estou feliz porque eu nasci para provar que não tem nada impossível de acontecer no mundo.

Nada. Pode parecer coincidência, Fávaro, mas neste país, ele só cresceu acima de 3%. A última vez foi em 2010. Ele só cresceu quando eu voltei para presidência em 2023, 2024 e 2025. Ele não crescia mais em 2023. Este país está tendo hoje a maior massa salarial da sua história. Está tendo o menor desemprego da sua história. 

Ou seja, este país que nós estamos construindo, as coisas estão dando certo, os mercados estão aparecendo, o nosso pessoal está tendo mais capacidade de produzir, a mão de obra está se qualificando, a gente está respeitando mais a questão ambiental. Quando o Congresso Nacional derrubou meus vetos, não pensem que eu fiquei chateado, não, porque eu não vou perder um milímetro.

Quem vai perder são os empresários que exportam produtos agrícolas, se estiverem cometendo a bobagem de não respeitar a questão climática. Não sou eu. Quando chegar uma denúncia da União Europeia, ou quando o Xi Jinping [presidente da China] disser que não quer comprar porque alguém está cometendo tal delito na floresta, não sou eu que vou perder.

É ele que vai perder. Então, essa responsabilidade não pode ser só do governo. Não pode ser só do Ministério Público.

Eu quero terminar dizendo também sobre o Congresso Nacional. Quando eu cheguei à Presidência, eu tinha 70 deputados em 513. Eu tinha 9 senadores dos 81. Quantos de vocês pensaram: “Não dá para governar”? Não dá para governar. E nós não tivemos um projeto importante que não foi votado e aprovado.

Com a contribuição do Congresso, dos partidos políticos, daqueles que votaram em mim, daqueles que votaram contra, daqueles que votaram em outro. Porque a arte de governar é a arte de disputar uma eleição. Uma eleição é como um jogo de futebol: você dá canelada para cá, canelada para lá; terminou a eleição, nós vamos tratar de fazer com que as coisas deem certo neste país.

Eu queria dizer para vocês que sou muito grato a tudo o que o Congresso fez por nós nestes três anos de governo, tanto o Senado quanto a Câmara. Aquilo que eles não aprovaram, possivelmente, foi porque a gente não teve capacidade de convencê-los a aprovar.

Outras coisas eram uma questão ideológica, uma questão partidária. Mas, na questão econômica, na questão do benefício deste país, o Congresso foi muito correto, nesse tempo todo, com o meu governo.

Então, eu quero, além de agradecer à Apex, além de agradecer ao Alckmin, ao Fávaro, ao Paulo, a todo mundo, agradecer a vocês. E também quero agradecer ao Congresso pelos serviços prestados, sobretudo pela aprovação da reforma tributária e pela decisão de não cobrar mais imposto de renda de quem ganha até 5 mil reais.

Um abraço, gente, e que a Apex continue crescendo, continue crescendo, e que, junto com a Apex, cresçam mais mercados e mais fluxo de capital, porque o Brasil não vai jogar fora o século da transição energética.

Um abraço e boa sorte para todos nós.

Tags: ApexBrasilAbertura de MercadoImportaçãoExportaçãoComércio Exterior
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