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Você está aqui: Página Inicial Acompanhe o Planalto Discursos e pronunciamentos 2025 12 Pronunciamento do presidente Lula durante anúncio de projetos habilitados pelo FIIS e de projetos do novo PAC Seleções
Info

Pronunciamento do presidente Lula durante anúncio de projetos habilitados pelo FIIS e de projetos do novo PAC Seleções

Transcrição do pronunciamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante anúncio de projetos habilitados pelo FIIS e de projetos do novo PAC Seleções, em Brasília (DF), no dia 10 de dezembro de 2025
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Publicado em 10/12/2025 00h00 Atualizado em 30/12/2025 16h12

Bem, eu queria agradecer a presença de vocês e dizer que este é o último anúncio do PAC [Programa de Aceleração do Crescimento], que começou a ser anunciado no Rio de Janeiro, em fevereiro, se não me falha a memória, ou março. Agosto? O que é interessante é que, quando a gente anunciou o PAC, com um investimento de 1,7 trilhão de reais, muita gente achou que era humanamente impossível que a gente pudesse concluir os investimentos de 1,7 trilhão de reais. E eu queria começar agradecendo à Casa Civil, ao Rui [Costa, ministro da Casa Civil], à Miriam [Belchior, secretária-executiva da Casa Civil], ao Maurício [Muniz Barretto de Carvalho, subchefe da Secretaria Especial da Casa Civil] e às pessoas que a gente nem conhece, mas que estão lá, trabalhando 14, 15 horas por dia, aos sábados e domingos, para que a gente pudesse fazer com que essa engenharia pudesse ser concluída.

Obviamente que agora essa última parte está sendo passar a bola de investimentos para prefeitos e governadores. E nós esperamos que a nossa burocracia de quem vai fazer esses investimentos, não demore muito.

O Stuckert [Ricardo, Secretário de Produção e Divulgação de Conteúdo Audiovisual da Secom/PR] tinha pedido um chá para mim, mas o chá demorou. Eu não tenho como parar agora para tomar chá, não tem nem bolacha. Tomar chá puro?

Então, há uma coisa que eu queria dizer para vocês: nós vamos terminar agora o terceiro ano do nosso terceiro mandato e eu confesso que estou surpreso com a quantidade de entregas que nós estamos fazendo neste país. Vocês que são políticos, que têm mandato, que são prefeitos, poderiam pesquisar em que momento da história o Brasil viveu um momento de entregas tão sérias como essas que nós estamos fazendo.

Para não ficar uma coisa que é discurso do Lula, ou discurso do Rui Costa, ou discurso de ministro. Não. Vocês poderiam pesquisar em que momento da história este país teve a quantidade de investimentos em obras de infraestrutura que nós estamos anunciando aqui. Porque desde que nós anunciamos o PAC, e é importante lembrar para fazer parte da história, o PAC começou no meu terceiro mandato numa reunião com 27 governadores dos estados para que eu ouvisse deles quais as obras de infraestrutura que eles tinham preferência que o governo federal trabalhasse. Depois foi com os prefeitos, depois foi o PAC Seleções. E o que é muito interessante é que nós nunca nos preocupamos em saber de que partido é o governador, em quem ele votou, o prefeito, a mim não interessa saber.

O que interessa saber é se tem um problema e se a gente pode encaminhar a solução. E depois o povo é o dono do poder neste país, ele vota, ele muda, ele coloca, ele tira. E assim a gente vai consolidando o processo democrático.

O João Azevedo [governador da Paraíba] está concluindo o segundo mandato dele na Paraíba. O companheiro Camilo [Santana, ministro da Educação, ex-governador do Ceará] fez dois no Ceará, o Rui Costa fez dois na Bahia. Eles nunca tinham entrado neste palácio, João. Eu não sei se você entrou no seu primeiro mandato aqui neste palácio.

Nunca os governadores que não faziam parte da trupe entravam neste palácio, porque não havia anúncio de nada, não havia programação de nada. O que havia era um jogo de “diz que faz e não faz” e de transmissão de ódio durante 24 horas por dia.

Porque não é possível a quantidade de obras paralisadas neste país. A quantidade de ministérios que não funcionavam mais, nem o Ministério das Cidades funcionou aqui no governo passado. E é por isso que a gente anda pelo Brasil, chega a qualquer estado e pergunta ao governador: qual é a obra de infraestrutura que foi feita no governo passado no estado dele? Você pode perguntar em qualquer estado para saber qual foi a obra de infraestrutura que foi feita? Qual foi a obra de saneamento básico? Qual universidade federal nova foi construída? Qual hospital universitário foi feito? Você não vai encontrar.

Isso justifica o atraso histórico do Brasil em muitas áreas. Porque, no Brasil, nunca teve planejamento. Um presidente ganha as eleições, ele monta o ministério dele e como ele não tem um programa, não tem um planejamento, cada ministro faz aquilo que der na telha. Se o ministro for um cara competente, um cara que pensa o Brasil como um todo, ele vai pensar em alguma obra estruturante, mas se não, ele vai atender a sua clientela. É um portozinho no rio tal, é uma pontezinha em tal lugar. Nada é pensado do ponto de vista estrutural. E nós começamos a mudar isso quando pensamos na criação do primeiro PAC, para que a gente começasse o governo sabendo o que a gente tinha para fazer.

E eu tenho certeza, Rafael [Fonteles, governador do Piauí], de que, se vocês pesquisarem um pouco a história deste país, vão perceber o seguinte: quem investiu mais em políticas de inclusão social? Fomos nós. Quem investiu mais na geração de empregos? Fomos nós. Quem investiu mais em trazer luz às casas de pessoas que viviam em trevas? Eram 17 milhões de pessoas que viviam à base de candeeiro. Quem investiu mais na conclusão de obras para trazer benefícios? Quem investiu mais em ferrovias? Quem investiu mais em obras hídricas?

Eu estou mandando fazer uma maquete – está atrasada para caramba a minha maquete – sobre a transposição do Rio São Francisco. Sheik [Sharif Essa Al Suwaidi, embaixador dos Emirados Árabes Unidos], você que é o representante agora dos países árabes aqui, como embaixador, é o seguinte: Dom Pedro, em 1846, ele descobriu que tinha uma região no Nordeste que vivia muita seca. E ele então sonhou em fazer a transposição do Rio São Francisco para levar água para essas pessoas.

Nunca conseguiu. Ele que era imperador, não conseguiu. Porque tinha estados que não deixavam. A Bahia não deixava, porque dizia que o Rio São Francisco era dela. Às vezes, Sergipe não deixava, porque dizia que o Rio era dele. Às vezes, Alagoas não deixava.

E assim, o presidente da República ia ao Ceará, prometia, chegava na Bahia, desprometia. Ia no Rio Grande do Norte, prometia, chegava em Alagoas, desprometia. E as coisas nunca aconteceram neste país. Então, estou fazendo a maquete, não sei se vai ficar pronta. Porque eu tenho convicção de que a transposição do São Francisco é a obra hídrica mais importante que está sendo feita no mundo.

Porque não é um canal de 640 quilômetros. Não é um canal Leste ou um canal Oeste. É a quantidade de canais que interligam açudes atrás de açudes, e que a gente está transformando na possibilidade de esses açudes ficarem perenes para o resto da vida — se a gente tiver responsabilidade de ter, junto com a transposição, uma política de recuperação da mata ciliar do Rio São Francisco e se a gente tiver a competência de recuperar os afluentes do Rio São Francisco que muita gente deixou morrer e não cuidou. E nós precisamos pensar nisso também.

Mas eu estou dizendo isso porque quero fazer uma maquete e expor essa maquete dentro da Câmara dos Deputados, porque ninguém tem noção do que é a transposição. Ninguém.

Quando chegar, meu caro Elmano [de Freitas, governador do Ceará], quando chegar a água em Fortaleza, e a gente tiver resolvido definitivamente o problema de água em Fortaleza, que é uma coisa milenar, porque antes mesmo da gente existir já havia problema de água em Fortaleza, eu vou dar como encerrada a transposição do São Francisco.

Enquanto não chegar água em Fortaleza, eu não vou dar como encerrada. Porque, a cada canal que a gente faz, a gente descobre que é preciso fazer mais um. Em cada cidade que a gente atende, o prefeito diz: “um puxadinho de mais 15 quilômetros”, “um puxadinho de mais 30 quilômetros”. E vão aumentando os puxadinhos. Eu acho que daqui a pouco esse canal vai ser maior do que o Oceano Atlântico, de tanto canal que está sendo feito. Mas é, possivelmente, a obra mais importante já feita na história deste país, para atender uma parcela dos brasileiros que, historicamente, ou morreram de fome ou eram banidos para os estados do Sul para não morrer de fome.

A mesma coisa é a política habitacional. Ou seja, se o Estado não assumir a responsabilidade de garantir que haja um subsídio para as pessoas que ganham menos, essas pessoas nunca vão poder comprar uma casa. Quem já nasce com dinheiro e quem já nasce com uma casa que o pai vai deixar, não tem a menor noção do que é o sonho da casa própria.

Não tem a menor noção. Quantas pessoas que trabalham aqui neste palácio, aqui, sonham em ter a possibilidade de ter uma casinha. E ter uma casinha de 40 metros quadrados, de 45.

Eu morei com mulher, sogra, três cachorros e cinco filhos numa casa de 33 metros quadrados. O povo sonha pequeno. E muitas vezes os governantes não têm sequer a competência de olhar para essa gente que são tratados como se fossem invisíveis.

Para que fazer coleta de esgoto? Nós fomos agora na COP, em Belém. Por causa da COP, a gente fez a primeira estação de coleta e de tratamento de esgoto para jogar esgoto tratado no rio. Porque antes era jogado esgoto in natura.

Você vai em cidades bonitas como Florianópolis e vê quanto esgoto é tratado naquela cidade. Então se o país não pensar numa coisa que o Padilha [Alexandre, ministro da Saúde] disse, ou o Jader [Filho, ministro das Cidades] disse, que fazer saneamento básico é investimento em saúde, ninguém nunca vai investir porque a manilha fica embaixo da terra. O povo nem sabe.

Você está lembrado que há uns séculos o esgoto era o rio? A pessoa fazia em casa e puxava os dejetos para jogar no rio no fundo da casa. Ainda tem em muitos lugares do interior.

Então, quando a gente pensa no PAC e coloca a quantidade de coisas que nós colocamos, não é uma coisa que foi pensada apenas por nós. É uma coisa que veio por conta das reuniões que fizemos com prefeitos, governadores e o debate a nível nacional de que é preciso dar um jeito neste país. Senão, a gente melhora apenas os lugares de sempre. O miolo da cidade.

Têm gente que gosta de melhorar a orla marítima para agradar o turista. Mas, a cem metros da orla turística, moram as pessoas que trabalham: o povo do estado, o povo da cidade. E, muitas vezes, essas pessoas nem vão àquela praia. Ou não têm um chinelinho para colocar, ou não têm cinco reais para tomar uma caipiroska. Elas nem vão.

Então como é que a gente governa um país se a gente não começa a pensar naquilo que é a necessidade primária, primeira e principal das pessoas? O PAC é para dar a essa gente a oportunidade. E eu quero parabenizar o trabalho que a Casa Civil fez.

Sinceramente, eu já elogiava muito a Dilma [Rousseff, ex-presidente do Brasil] e a Miriam; agora vou elogiar outra vez o Rui e a Miriam, porque é um trabalho de cobrança, e tem que dizer “não” para prefeito. Porque eu fui cobrar do Rui hoje de manhã, antes de vir para cá, fazer uma reunião para ver esse mapa dele aqui. “Por que um estado tem mais dinheiro do que o outro?” Ele falou: “Olha, porque teve estado que não apresentou o documento”.
Simplesmente não apresentou o documento. Não tem direito. Não tem como fazer se não tiver apresentado a documentação. E quantos presidentes fizeram isso, gente? Eu estou pegando aqui três testemunhas: um governador que não é do PT, que é o João; um companheiro que é do PT, que é o Camilo; e o Rui Costa. Eles nunca entraram neste salão.

Como a maioria dos prefeitos nunca sequer pensou em colocar o pé aqui. Porque não era assim que se governava este país. Esse país era quase uma política de amigos. Por isso é que eu fico irritado quando as pessoas ficam olhando o celular enquanto alguém está falando.
Eu fico irritado. Porque isso significa que vocês não estão aqui nesta reunião. Significa que vocês estão aqui fisicamente, mas a cabeça de vocês está em outro lugar. É isso que transforma a sociedade numa sociedade em que as pessoas perderam a capacidade de escutar. Hoje, a crise que nós vivemos no mundo é a crise do convencimento. Ninguém consegue mais convencer ninguém.

Porque ninguém presta mais atenção em ninguém. Eu fico olhando aqui todo ato. Tem um ministro se esgoelando para falar, falando de bilhões, e está o pessoal aí na frente [faz gesto de digitar no celular]. É o primeiro momento da história em que a gente não está onde está.

É o primeiro momento da história. Eu estou num restaurante, jantando com a minha mulher, mas eu não estou. Porque eu estou conversando com alguém que não está aqui. O assunto não é esse. Eu estou conversando com os companheiros, tomando uma cerveja num boteco, mas eu não estou naquela reunião, porque está cada um no celular. Cada um vendo bobagem — porque se vê muita bobagem. Porque a nossa cabeça não tem capacidade de processar tudo.

Por isso é que inventaram um computador grande, porque a nossa cabeça não tem. Então, para que é que eu quero saber o que eu não posso processar? Deixa para o outro. Eu quero saber de Flamengo e Palmeiras disputando a Libertadores lá no Peru? Eu quero saber do meu Corinthians, que não vai, só perde. Volta a jogar, gente, a coisa está ruim.

Então, eu estou falando essas coisas todas porque eu vou terminar esse ano mais do que feliz. Eu poderia olhar na cara de vocês e dizer uma coisa que eu dizia muito: nunca antes na história do país um governo entregou tanto em tão pouco tempo como nós estamos entregando.

E vocês sabem que quando nós começamos a governar, a gente não tinha nem orçamento. Vocês sabem que quando a gente chegou para governar, eu já tinha ganhado as eleições e não tinha orçamento. Foi preciso construir a PEC [Proposta de Emenda à Constituição] da transição e a Câmara aprovar um orçamento extra, até para pagar parte da dívida do outro.

E nós fizemos, sem reclamar. Vocês não me viram, em nenhum momento, xingando o outro, dizendo que o outro é isso ou aquilo, não. Eu vim aqui para governar. Eu quero provar mais uma vez que eu sou um cara de sorte.

Quando eu cheguei aqui, este país estava ingovernável. Como se tivesse passado um furacão aqui. E fizemos com muita tranquilidade, cada um. Vejam, nós aprovamos a criação de ministérios sem permitir que contratassem gente nova. Era repartir entre nós o que a gente tinha. E nós sobrevivemos.

Eu digo sempre, que eu sou grato ao Congresso, porque com toda divergência, nós aprovamos tudo o que a gente queria. Tudo. Nem 100%, mas às vezes 80%, 70%, 90%. Mas também, quando eu era sindicalista, eu nunca ganhei tudo o que eu queria. Eu pedia 100% e ganhava 20%, ganhava 30%. Então, a gente começou a criar um jeito de governar este país.

Muita paciência, conversando com todo mundo, chamando todo mundo. Não tem veto de dinheiro para nenhum prefeito, independentemente. Esse aqui agora vem me falar. Tem um bilhão de empréstimo para a cidade de Ribeirão Preto. Um bilhão. Veja que interessante: eu tenho que decidir se vamos fazer ou não esse empréstimo. Eu nem sei de que partido é o prefeito, mas se o projeto for um projeto sério, a gente vai liberar um bilhão para Ribeirão Preto.

Porque a gente não pode prejudicar o povo por causa de uma eleição. Então, é assim que a gente vai ensinar este país a ser governado, João. Certamente você vai vir para o Senado. Você já está com cara de senador. Está com cara de quem vem para o céu.

Veja, eu acho que, se a gente continuar nesse ritmo, porque nós estamos vivendo o seguinte, Rafael, Elmano, nós temos a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil. Nós temos o maior crescimento da massa salarial do Brasil.

Nós temos aumento do salário mínimo, que fazia sete anos que não era reajustado. O valor da merenda escolar foi reajustado, o que não acontecia havia dez anos. A tabela do Imposto de Renda, que não era reajustada havia sete anos.

Tudo isso significa um pouquinho mais de dinheiro no bolso do povo. O desconto do Imposto de Renda pode parecer pouco, eu queria mais, mas eu sei qual é a correlação de forças. E eu aprendi que quem tudo quer, às vezes nada tem. Eu fiquei com aquilo que era possível e propus a isenção para quem ganha até cinco mil reais.

Sabe quanto vai dar para uma pessoa que ganha quatro mil e oitocentos, João? Vai dar quatro mil reais por ano. Ou seja, um décimo quarto salário. E que vai permitir que a pessoa melhore de vida.

Neste país, gente, vocês que são mulheres e homens jovens não sabem, mas neste país, não há muito tempo, tinha uma coisa chamada frente de trabalho no Nordeste, que não servia para nada, mas toda seca tinha uma frente de trabalho. Este país, não faz muito tempo, se levava a cesta da dentadura para as pessoas experimentarem se serviria na boca delas ou não. E sobretudo em época eleitoral.

Um país assim não vai para lugar nenhum. Então é preciso mudar. E nós estamos mudando. Esse sonho do mais especialista [Programa Agora Tem Especialistas] é uma obsessão que eu tenho. Para o povo mais humilde. Que não tem plano de saúde. Que depende unicamente e exclusivamente do SUS. A pessoa vai na primeira consulta e morre sem ter a chance de ir na segunda.

Hoje não morre mais por conta de um remédio, porque a gente dá os remédios de graça. Mas na segunda consulta, ele não consegue. Demora dez meses, onze meses, doze meses. E se ele vai na segunda consulta, pede-se uma tomografia, uma ressonância magnética, é mais dez, doze meses. E a doença não espera, o cara morre. Custa caro? Custa caro. Mas é caro salvar uma vida? Qual é o preço de salvar uma vida? Qual é o preço de dar às pessoas pobres o direito de ter o mesmo tratamento que tem o presidente da República? É isso que a gente tem que ensinar este país a fazer.

Mas este país não pode ser governado para uns que têm e os outros que são invisíveis. Não pode. Daí meus agradecimentos às Santas Casas e aos hospitais que estão entrando nos mutirões. Porque não é possível uma pessoa morrer à espera da chance de ter uma operação. E essa pessoa não tem essa oportunidade.

Agora, governar não tem outra coisa senão servir àquelas pessoas que mais necessitam do Estado. E o PAC foi pensado assim. Não adianta ser meu amigo e dizer “eu quero dinheiro porque eu sou seu amigo”. Não, não vai ter. Me desculpe, você vai continuar sendo meu amigo. Eu te levo em casa para te dar um uisquezinho, te dar uma cerveja, mas o dinheiro, quem vai ganhar é o melhor projeto.

E o melhor projeto não é nosso, é do outro cara. Se a gente não fizer isso, a gente não ensina este país a conviver democraticamente na diversidade. É o ódio por ódio, a mentira por mentira.

Portanto, eu quero terminar dizendo pra vocês, este é o último ato do PAC desse terceiro mandato. Daqui pra frente, que ministro nenhum invente mais história. A gente não tem que inventar, agora é concluir. Todos eles vão sair pra ser deputados aqui. Vai ver uma revoada que vai ter aqui a partir de março.

Então, é o seguinte: eu estou muito tranquilo com o que está acontecendo no Brasil. Essa desavença da Câmara é própria da democracia. A gente estava desabituado com isso. Este país está mudando pra melhor. Pode ter certeza que nós vamos entregar este país civilizado à sociedade brasileira. Pode ter certeza. E pra ele ser civilizado, os prefeitos têm que ter direito a fazer uma obra. O governador tem direito a ter um projeto.

E o governo brasileiro tem obrigação de utilizar esse compartilhamento para que a gente possa unificar. Não unificar ideologicamente. Mas unificar no tratamento civilizado que a gente tem que dar pra sociedade.

Então, meus companheiros governadores, prefeitos, deputados, senadores, deputadas, senadoras. Obrigado pela presença de vocês. Mais uma vez, companheiro Rui, você, a Miriam e a Casa Civil. O BNDES [Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social], a Caixa [Econômica Federal], o Banco do Brasil e o BNB [Banco do Nordeste], que voltaram a emprestar dinheiro. O BASA [Banco da Amazônia] que descobriu que tem pobre na Amazônia e não apenas grandes empresários. E assim as coisas estão acontecendo, João.

E eu espero que vossa Excelência esteja aqui como senador da República daqui a algum tempo para ajudar este país a se transformar numa grande nação. Um abraço, muito obrigado e Feliz Natal pra aqueles que eu não encontrar mais.

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