Atlas Brasileiro da Transição Energética
O Brasil ocupa posição de destaque no cenário internacional da transição energética. A matriz energética nacional apresentou, em 2025, 49,4% de participação de fontes renováveis, enquanto a matriz elétrica alcançou 86,8%, segundo o Balanço Energético Nacional (BEN 2026). A expansão consistente da energia solar, que cresceu 24,7% em geração no ano, da eólica, com alta de 8,2%, e da bioeletricidade, com aumento de 8,5%, tem sido determinante para esse desempenho. Juntas, eólica e solar fotovoltaica já respondem por 26,4% da geração elétrica total do país. A leve variação observada em relação ao ano anterior decorre de condições hidrológicas menos favoráveis, que reduziram a geração hidráulica em 5,7%, parcialmente compensada pelo avanço da geração termelétrica.
Esse posicionamento é reforçado por compromissos climáticos ambiciosos. O país contribui com parcela reduzida das emissões globais de gases de efeito estufa no setor energético, com 2,1 toneladas de CO₂ equivalente per capita e 67,5 kg CO₂eq/MWh na geração elétrica, valores significativamente inferiores às médias de economias como Estados Unidos, China e União Europeia. O Brasil atualizou sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), com horizonte de neutralidade climática até 2050. No plano institucional, foram estruturados instrumentos centrais para orientar esse processo, como a Política Nacional de Transição Energética (PNTE), instituída pela Resolução CNPE nº 5, de 2024, o Plano Nacional de Transição Energética (Plante) e o Fórum Nacional de Transição Energética (Fonte). O Plante, elaborado com apoio técnico da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foi submetido a consulta pública entre abril e junho de 2026 e estabelece diretrizes de longo prazo para que o país alcance até 81% de participação renovável na matriz energética em 2055, estruturado em ciclos de revisão quadrienais. O Fonte, por sua vez, atua como espaço consultivo e permanente de diálogo entre governo, sociedade civil e setor produtivo.
Desde julho de 2023, o projeto vem estruturando um repositório nacional que combina duas dimensões complementares:
- Eixo Normativo, dedicado ao mapeamento de políticas, planos, programas, marcos legais e instrumentos regulatórios federais e estaduais;
- Eixo Executivo, voltado ao registro de projetos, ações e iniciativas em implementação, com foco na materialização das diretrizes da política pública.
Acesse aqui o Atlas Brasileiro da Transição Energética 2026: Recorte dos Estados.