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Monitoramento da Política de E&P aponta avanços e desafios para a expansão da atividade exploratória no Brasil
A Empresa de Pesquisa Energética (EPE), vinculada ao Ministério de Minas e Energia (MME), publicou a edição de 2026 dos Indicadores de Monitoramento da Política de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural (E&P). O levantamento, realizado anualmente, acompanha a evolução do setor e fornece subsídios ao monitoramento da política estabelecida pela Resolução CNPE nº 17/2017, voltada à ampliação do conhecimento do potencial petrolífero nacional, à continuidade das atividades exploratórias e ao aproveitamento eficiente dos recursos existentes.
Com ano-base 2025, o estudo reúne indicadores de reservas, produção, investimentos, atividade exploratória, eficiência operacional e sustentabilidade, permitindo avaliar os avanços alcançados e identificar oportunidades de aprimoramento da implementação da política.
Entre os principais resultados, as reservas provadas brasileiras alcançaram 17,5 bilhões de barris de petróleo e 573 bilhões de metros cúbicos de gás natural, aumentos de 3,8% e 4,9%, respectivamente, em relação a 2024. A produção nacional também atingiu novo recorde, com média de 4,897 milhões de barris de óleo equivalente por dia, crescimento de aproximadamente 13% no período. No mercado internacional, as exportações brasileiras de petróleo alcançaram receitas de aproximadamente US$ 44,5 bilhões.
A atividade exploratória apresentou recuperação em 2025, com 19 poços perfurados, ante dez no ano anterior. Desse total, 13 resultaram em notificações de descoberta de hidrocarbonetos, correspondendo a uma taxa de sucesso geológico de 68%. O levantamento também destaca o avanço da exploração em bacias de fronteira e nova fronteira, contribuindo para ampliar o conhecimento geológico e identificar novas oportunidades de incorporação de reservas.
Os indicadores reforçam a importância da continuidade dos investimentos exploratórios. Embora as reservas provadas tenham crescido, o aumento mais expressivo da produção reduziu a relação reserva/produção, evidenciando a necessidade de manter os esforços de reposição de reservas e diversificação das oportunidades exploratórias.
Nesse contexto, ganha relevância a continuidade de uma oferta planejada e diversificada de áreas, inclusive em novas fronteiras exploratórias, em consonância com as diretrizes da Política de E&P. Destaca-se também a articulação entre o MME e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), por meio de avaliações ambientais regionais e manifestações conjuntas, para ampliar a previsibilidade e a segurança ambiental no planejamento da oferta de blocos.
O acompanhamento sistemático desses indicadores permite ao MME, com apoio da EPE e da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), identificar desafios, avaliar a evolução dos resultados e subsidiar eventuais aprimoramentos das ações e dos instrumentos de implementação da Política de E&P, em alinhamento com os objetivos de segurança energética, competitividade e desenvolvimento sustentável do setor.
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