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PDE 2034
PDE 2034 aponta crescimento da oferta de biocombustíveis no horizonte decenal
No painel técnico do lançamento do Plano Decenal de Expansão de Energia (PDE 2034), dedicado aos temas de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, promovido pelo Ministério de Minas e Energia (MME) nesta sexta-feira (8/11), a diretora da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Heloisa Borges, ressaltou que a produção de petróleo e gás natural nos próximos dez anos deverá estar alinhada à estratégia energética nacional. Ela destacou a importância de aproveitar as reservas desses recursos para garantir a segurança energética, impulsionar o desenvolvimento sustentável e financiar a transição energética.
De acordo com as projeções do PDE, a produção de petróleo atingirá seu pico de 5,3 milhões de barris por dia em 2030, começando a apresentar uma queda a partir desse ponto. Em razão disso, Heloisa ressaltou a necessidade de um esforço exploratório imediato em novas fronteiras, a fim de mitigar o declínio da produção e assegurar o suprimento necessário para atender à demanda global, que não apresenta sinais de retração nos próximos dez anos.
A produção bruta de gás natural, por sua vez, deverá quase dobrar até 2034. Em um setor que passará por transformações significativas em sua dinâmica, o gás natural será fundamental para a transição energética do Brasil. Esse cenário exige uma expansão das infraestruturas de escoamento, transporte e processamento, a fim de garantir o suprimento adequado e atender à crescente demanda por esse combustível estratégico. O estudo prevê que os investimentos necessários para esses setores podem chegar a até R$ 2,4 trilhões.
O estudo também aponta que a demanda por derivados de petróleo continuará em crescimento, com os preços começando a refletir os efeitos da transição energética, enquanto o Brasil permanecerá como importador líquido de derivados. A oferta de etanol também deverá aumentar ao longo do período decenal, com uma taxa de crescimento anual de 3,8%, alcançando 48,5 bilhões de litros em 2034, com a cana-de-açúcar mantendo sua relevância como principal fonte. Já a demanda por biodiesel é projetada para atingir 13,6 bilhões de litros em 2034.
Outro ponto de destaque do plano é o potencial de ampliação do aproveitamento da bioeletricidade e do biogás, além da inserção de inovações e perspectivas emergentes, como o uso de SAF (Sustainable Aviation Fuel, na sigla em inglês), Diesel Verde, Hidrogênio e BECCS (Bioenergy with Carbon Capture and Storage, na sigla em inglês). Essas tecnologias representam novas oportunidades para diversificar a matriz energética e acelerar a transição para fontes mais sustentáveis.
O diretor do Departamento de Combustíveis Derivados do Petróleo do MME, Renato Dutra, destacou a importância do estudo para o planejamento energético do país. “O PDE desempenha um papel estratégico ao conectar a gestão de políticas públicas com as metas do país para os próximos dez anos. O principal objetivo do estudo é reforçar a ideia de que a transição energética não é apenas uma prioridade, mas deve ser justa, inclusiva e equilibrada. Isso evidencia que, além da sustentabilidade ambiental, é essencial garantir a segurança energética”, pontuou.
Participaram como comentaristas do painel, além de Dutra, representantes da Petrobras, Associação Brasileira do Biogás (ABiogás) e Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP).
PDE 2034
O PDE 2034, coordenado pelo MME, é elaborado pela EPE. Para mais informações e contribuições consulte o relatório completo, disponível no site da Consulta Pública MME nº 179 de 08/11/2024, e os demais cadernos do plano, disponíveis na página do PDE 2034 no site do MME.
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