Notícias
Racismo ambiental é agenda do MIR na 17ª Conferência das Partes (COP17)
Gestores públicos do Ministério da Igualdade Racial cumpriram entre os dias 17 e 21 de agosto, uma série de atividades no âmbito da 17ª Conferência das Partes (COP17) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (UNCCD), em Ulaanbaatar, na Mongólia.
Foram cinco dias de agendas com comunidades locais, incidências na COP17, reuniões bilaterais com representantes dos países da Declaração de Belém, representantes do governo brasileiro, governo sul-africano, sociedade civil e organizações da América Latina e do Caribe.
No dia 19 de agosto, o MIR realizou no Pavilhão Brasil da COP17, o evento “Restauração da Terra e Racismo Ambiental: enfrentando vulnerabilidades diferenciadas em territórios degradados”.
Construído na Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental, o painel destacou que a degradação da terra, a desertificação e a seca atingem de forma desproporcional comunidades locais, afrodescendentes, povos indígenas e outros grupos racializados, reforçando que enfrentar a crise ambiental também exige justiça racial, participação social e acesso equitativo a dados e financiamento ambiental.
“Não há justiça climática sem justiça racial. Comunidades quilombolas, povos indígenas e comunidades tradicionais, mais expostos à degradação da terra, devem estar no centro das decisões e das soluções de restauração, trazendo conhecimentos e práticas que fortalecem a resiliência dos territórios”, ressalta o assessor de gabinete, Rodrigo Esteves.
O evento valorizou o protagonismo de comunidades tradicionais como parte central das soluções de restauração e resiliência territorial, bem como disseminou e fortaleceu, no âmbito internacional, uma agenda de combate ao racismo ambiental conectada à restauração da terra e ao enfrentamento da desertificação e da seca.
Declaração de Belém – O MIR participou ainda de uma reunião com países signatários da Declaração de Belém sobre o Combate ao Racismo Ambiental juntamente com representantes de outros ministérios do Governo do Brasil e de parceiros externos e delegações de países como Equador, México, Uruguai e Venezuela.
A participação do MIR foi uma oportunidade para apresentar e propor caminhos de implementação da Declaração, com foco na visibilização das desigualdades raciais relacionadas aos impactos ambientais, na participação efetiva das comunidades afetadas e no estímulo a políticas, dados e mecanismos de financiamento mais equitativos.
A reunião promoveu uma atualização sobre o momento da Declaração nos países signatários e reforçou seu papel como referência internacional para integrar justiça racial, proteção ambiental e ação climática.
O diálogo teve como objetivo identificar formas de fortalecer a Declaração nas estruturas e agendas nacionais dos países signatários, compartilhar boas práticas e construir caminhos para transformar seus compromissos em ações concretas. Também foram debatidas estratégias para ampliar a adesão de novos países, fortalecer a articulação entre governos, sociedade civil e parceiros internacionais e consolidar uma agenda de cooperação voltada ao enfrentamento do racismo ambiental.