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Nota de pesar
Faleceu, nesta terça-feira (8), aos 74 anos, Zélia Amador de Deus, professora emérita da Universidade Federal do Pará (UFPA) e uma das principais referências da luta antirracista na Amazônia. Conselheira Notório Saber do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR), Zélia nasceu no território quilombola de Mangueiras, no Marajó, e construiu uma trajetória marcada pela defesa dos direitos da população negra, pela educação e pelo enfrentamento ao racismo.
Uma das fundadoras do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), teve atuação fundamental na luta pelo reconhecimento e pela titulação de territórios quilombolas, na defesa das ações afirmativas e na ampliação do acesso da população negra à educação. Na UFPA, onde também foi vice-reitora, Zélia foi uma das fundadoras do Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos. Sua atuação acadêmica fortaleceu a pauta racial também por meio da formação de novas gerações de pesquisadores e militantes.
Sua trajetória permanece como referência para o movimento negro e para a luta por igualdade racial no país. Referência ancestral para o Brasil, Zélia Amador deixa um legado de resistência, produção de conhecimento e compromisso com a transformação social, marcado pela defesa da memória, da identidade e dos direitos da população negra e quilombola.
Neste momento de dor, o Ministério da Igualdade Racial se solidariza com seus familiares, amigos, comunidade acadêmica e todo o movimento negro. Que seu legado inspire todas as pessoas na construção de uma sociedade livre do racismo e de todas as formas de discriminação.