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Lideranças de matriz africana debateram racismo religioso no ambiente de trabalho
- Foto: Gabriel Mendes
A obrigatoriedade de participar de cultos de religiões diferentes da própria fé durante o expediente e a proibição do uso de vestimentas e acessórios ligados às religiões de matriz africana estão entre as principais manifestações de racismo religioso relatadas por trabalhadores e trabalhadoras. Os relatos foram compartilhados durante uma escuta realizada na Casa da Igualdade Racial do Rio de Janeiro.
A atividade reuniu cerca de 50 lideranças de religiões de matriz africana para discutir os desafios enfrentados no ambiente de trabalho relacionadas à identidade religiosa e levantar subsídios para políticas públicas sobre o tema.
O encontro integrou as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o Ministério da Igualdade Racial e o Ministério Público do Trabalho (MPT), voltado à prevenção e ao combate ao racismo religioso nas relações de trabalho.
Para o Babalorixá Adailton Moreira, a atuação do poder público é fundamental para garantir o direito à liberdade religiosa. "Queremos, sim, um Estado laico, mas que não seja omisso diante dos casos de violação de direitos", disse.