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Casa da Igualdade Racial de Contagem recebe os primeiros visitantes
- Foto: Sarah Santos
A Casa da Igualdade Racial de Contagem recebeu seus primeiros visitantes: 16 crianças do projeto de Educação para as Relações Étnico-Raciais da comunidade quilombola dos Arturos conheceram o espaço no dia 29 de setembro. A visita foi marcada por momentos de aprendizado e reconhecimento da história e cultura da população negra no município.
Durante a visita, as crianças puderam conhecer o painel histórico da Casa da Igualdade Racial. O mural reúne imagens e referências de pessoas que contribuíram para a construção da luta antirracista e para o fortalecimento da pauta da população negra em Contagem. O momento ganhou ainda mais significado quando algumas das crianças reconheceram no painel pessoas de suas próprias famílias e da história dos Arturos.
Entre elas estavam tataranetos de Carmelinda, uma das retratadas no mural. Também foram reconhecidas as imagens de Efigênia Francisca, Mãe Rita e Ernestino Augusto da Silva, referências ligadas à história do Congado e das tradições da comunidade. O encontro mostrou, na prática, que a memória registrada na Casa também faz parte da história viva das comunidades tradicionais de Contagem.
Ao longo da tarde, as crianças deixaram de ser apenas visitantes e se tornaram contadoras de suas próprias histórias. Elas compartilharam experiências relacionadas à capoeira, ao Reinado e às tradições culturais vivenciadas na comunidade dos Arturos. A troca possibilitou um diálogo entre a memória que está registrada no espaço e os saberes que continuam sendo transmitidos pelas novas gerações.
Outro momento de destaque foi a oportunidade que as crianças tiveram de conhecer as políticas públicas, os serviços e as ações afirmativas oferecidas pela Casa da Igualdade Racial de Contagem. A atividade reforçou a importância da educação para as relações étnico-raciais desde a infância, especialmente entre crianças de comunidades tradicionais brasileira. Falar sobre diversidade, identidade, cabelo, cor da pele, traços e diferentes formas de viver e expressar a cultura negra contribui para a construção de uma sociedade que reconheça e respeite as diferenças.