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Audiência pública discute combate à misoginia e ao racismo nas plataformas digitais
Foto: Ministério Público Federal de São Paulo (MPFSP)
Dados da Ouvidoria do Ministério da Igualdade Racial registrados no período compreendido entre 2023 e 2026, apontaram 33 manifestações relacionadas à violência política, envolvendo pessoas negras.
A explicação foi dada na Audiência pública: Combate à misoginia nas plataformas digitais organizada pelo Ministério Público Federal no Estado de São Paulo, nessa terça-feira (25), que debateu o combate ao racismo e à misoginia nas plataformas digitais.
Durante a audiência, a secretária-executiva do Ministério da Igualdade Racial, Bárbara Souza, detalhou os eixos 10 e 14 do 2º Plano Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Planapir) como instrumento de referência para a pauta.
O Eixo 10 trata da proteção e do enfrentamento às violências contra mulheres negras, enquanto o Eixo 14 aborda a comunicação antirracista e a justiça digital, incluindo desafios como o racismo algorítmico e os ataques a pessoas negras nas plataformas.
Violência política de gênero e raça – Uma pesquisa do Ministério Público Federal apontou que 98% das parlamentares negras candidatas sofreram esse tipo de violência em pleitos recentes, o que demonstra que os ataques miram não apenas o discurso político, mas a própria identidade da representante.
O debate partiu de evidências que demonstram a monetização da misoginia nas redes, destacando a crescente normalização também da transfobia, perseguições, ataques sexualizados e o uso de inteligência artificial para criação de imagens falsas.
A importância da educação digital, identificação dos responsáveis, remoção mais ágil de conteúdos sensíveis e o cenário onde se reflete a violência política de gênero e raça, foram também alguns dos temas abordados.
Também participaram da audiência representantes do Ministério das Mulheres, outras instituições e sociedade civil.