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Acordo de Cooperação apresenta formação para uso de informações do IBGE
Foto: Thaylyson Santos/MIR
Com objetivo de ampliar o conhecimento e a utilização de dados censitários, o Ministério da Igualdade Racial (MIR) iniciou a série de Oficinas de Dados Racializados IBGE, voltadas à formação para o uso, a interpretação e a análise de informações estatísticas e territoriais desagregadas por cor ou raça.
A iniciativa integra as ações previstas no Acordo de Cooperação Técnica firmado entre o MIR e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o objetivo de ampliar o conhecimento e a utilização de dados produzidos pelo Instituto, especialmente aqueles provenientes do Censo Demográfico 2022.
A primeira oficina foi destinada à agentes do Plano Juventude Negra Viva (PJNV) com foco no conhecimento e na utilização de bases de dados e ferramentas do IBGE para apoiar a atuação nos territórios.
Estruturado para contribuir com a elaboração de diagnósticos, o conteúdo auxilia ainda no monitoramento de políticas públicas de promoção da igualdade racial. O uso das bases de dados do IBGE, como o Censo e o Sistema IBGE de Recuperação Automática (SIDRA); à leitura e interpretação de indicadores sociais, análise territorial e o uso de ferramentas cartográficas foram alguns dos conteúdos apresentados.
Próximas oficinas – Seguindo a programação, novas oficinas estão previstas destinadas a diferentes públicos que atuam na implementação, no acompanhamento e no desenvolvimento de ações de promoção da igualdade racial.
No dia 1º de setembro estão previstas oficinas para os técnicos do MIR e agentes de promoção da igualdade racial, já no dia 11 de setembro, a oportunidade será estendida para os conselheiros do Conselho Nacional de Promoção da Igual (CNPIR).
Democratização da realidade racial brasileira – As oficinas buscam qualificar o uso de informações estatísticas e territoriais no desenvolvimento das atividades dos diferentes públicos participantes, contribuindo para a análise da situação social da população negra, da população cigana, de comunidades quilombolas, de comunidades tradicionais de matriz africana e de povos de terreiro, entre outros grupos contemplados nas bases de informações utilizadas nas ações do acordo de cooperação.
O acesso a informações desagregadas por cor ou raça contribui para a compreensão das desigualdades existentes no país e para a produção de diagnósticos capazes de considerar as diferentes realidades territoriais e sociais da população.