Biblioteca Maria Beatriz Nascimento

Publicado em 12/03/2021 15h22

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A Biblioteca

A Biblioteca Maria Beatriz Nascimento foi criada em 24 de março de 1876 pelo regulamento do Arquivo do Império (anexo ao decreto nº 6.164) com o objetivo de reunir, além da coleção impressa de legislação brasileira, obras de direito público, administração, história e geografia do Brasil. Dedicada a um público especializado, complementava a consulta aos manuscritos e documentos impressos e vinha somar-se ao universo de bibliotecas públicas instaladas no Rio de Janeiro.

Ainda no século XIX, a biblioteca contou com o apoio de doadores da elite política e de instituições, como o visconde de Uruguai, o conselheiro Pimenta Bueno, Candido Mendes de Almeida, Pereira da Silva, o fotógrafo Victor Frond, o IHGB, Instituto dos Advogados Brasileiros, entre muitos outros. Em 1863, a biblioteca contava com cerca de quatrocentos volumes.

 Com o passar dos anos, tornou-se uma importante fonte de informação e pesquisa para os estudos de história do Brasil e de arquivologia. Hoje, mantém intercâmbio de publicações com arquivos estaduais e municipais brasileiros e com arquivos nacionais e regionais de vários países. Com a doação da biblioteca da Associação dos Arquivistas Brasileiros (1971-2015), passou a reunir o maior acervo bibliográfico de arquivologia do país.

Maria Beatriz Nascimento

 Nascida em 1942 em Aracaju, Sergipe, Maria Beatriz Nascimento migrou com a família para o Rio de Janeiro nos anos 1950, onde se formou em história pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e se pós-graduou na Universidade Federal Fluminense (UFF). Militante e intelectual do Movimento Negro, realizou pesquisas sobre o racismo e os quilombos, abordando questões como a diáspora africana no Brasil. Poeta, idealizou o filme Ori (1989), dirigido por Raquel Gerber. Foi estagiária do Arquivo Nacional e, em 1995, época do seu falecimento, cursava mestrado em Comunicação Social na UFRJ, sob a orientação do prof. Dr. Muniz Sodré. Em 1999 seu acervo arquivístico foi doado ao Arquivo Nacional e, em 2016, seu nome escolhido por votação direta nas mídias sociais, para ser o nome da Biblioteca do Arquivo Nacional.