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Arquivo Nacional amplia cooperação com a China em gestão documental e inovação
Foto: Jonathan Braga
O Arquivo Nacional passa a integrar uma nova agenda de cooperação internacional com a China voltada ao fortalecimento da gestão documental, da preservação digital e do uso de tecnologias aplicadas aos arquivos públicos. A iniciativa faz parte de memorando de entendimento firmado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI), por meio da ministra Esther Dweck, com a Administração Nacional de Arquivos da China, e cria novas possibilidades de intercâmbio técnico e institucional entre os dois países.
A parceria estabelece um ambiente de colaboração voltado ao compartilhamento de experiências, à capacitação de equipes e ao desenvolvimento de projetos conjuntos, com foco na modernização das políticas arquivísticas e na ampliação do acesso à informação. Nesse contexto, o Arquivo Nacional reforça seu papel como instituição estratégica do Estado brasileiro, responsável não apenas pela guarda de documentos, mas também pela organização da informação, pelo apoio à tomada de decisões e pela garantia de direitos por meio do acesso à memória pública.
Nos últimos anos, o Arquivo Nacional tem avançado na incorporação de soluções digitais em suas rotinas, com a adoção de sistemas informatizados de gestão arquivística, plataformas de acesso remoto e ferramentas de inteligência artificial para tratamento e descrição de documentos. A cooperação com a China amplia as possibilidades desse processo ao promover a troca de boas práticas e o contato com experiências desenvolvidas em larga escala, contribuindo para o aprimoramento das atividades técnicas e para o enfrentamento de desafios contemporâneos da área.
O acordo também prevê a realização de visitas técnicas e ações de capacitação, além de abrir espaço para iniciativas voltadas à identificação e difusão de acervos de interesse comum, especialmente aqueles relacionados à história das relações entre Brasil e China. A diretora-geral do Arquivo Nacional, Monica Lima, destaca que a parceria fortalece o papel dos arquivos na construção das narrativas nacionais e na cooperação internacional, incluindo o intercâmbio de experiências no uso de inteligência artificial aplicada à gestão de documentos digitais.
A iniciativa dialoga ainda com temas centrais da agenda contemporânea dos arquivos públicos, como preservação digital de longo prazo, gestão de riscos, adaptação às mudanças climáticas e combate ao tráfico ilícito de documentos históricos. Ao mesmo tempo, contribui para ampliar a inserção do Brasil em iniciativas multilaterais e fortalecer a cooperação entre países do Sul Global, com perspectivas de articulação futura em redes internacionais de arquivos.