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Natureza e turismo de eventos se unem no Oeste do Paraná
Por Geraldo Gurgel
Arapongas será a primeira parada do dia. Foto: Prefeitura Municipal
Arapongas será a primeira pausa da Tocha Olímpica nesta quarta-feira (29). A “Cidade dos Pássaros”, no Centro-Norte paranaense, também é conhecida por ser um dos maiores polos moveleiros do país, com cerca de 100 fábricas, que movimentam o turismo no município. Um dos atrativos turísticos é o Parque dos Pássaros, complexo ambiental com lagos, trilhas para caminhadas e equipamentos de lazer. No centro da cidade fica o Museu de Arte e História com acervo e documentação variados. O Marco do Trópico de Capricórnio, na BR-369, saída para Apucarana, registra o local onde o paralelo corta Arapongas. O espaço tem uma estrutura no acostamento para os turistas registrarem a passagem pela linha imaginária de transição entre os climas tropical e subtropical.
A planejada Maringá, no Noroeste do Paraná
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recebe a chama olimpíca logo em seguida. Também conhecida como “Cidade Jardim”, Maringá é dominada por avenidas floridas e extensas áreas verdes espalhadas em 17 bosques. O cartão-postal local é o Parque do Ingá com mais de 60 espécies de árvores, lago, parque infantil e zoológico. No centro da cidade encontra-se a imponente catedral Nossa Senhora da Glória, em forma de cone, com 114 metros de altura e um mirante no topo com vista panorâmica. A cidade é polo de uma região com 25 municípios. A diversidade cultural de Maringá que conta com colônias japonesa, alemã, árabe, portuguesa e italiana é registrada no folclore e na gastronomia dos pioneiros que ocuparam a região em busca do “Ouro Verde”, como era chamado o café.
Catedral Nossa Senhora da Glória. Crédito: Divulgação Embratur
Entre as versões para o nome da cidade está a de que ela é resultado do riacho localizado no local de origem do município e que foi batizado em homenagem à música “Maringá, Maringá”. A canção, sucesso nacional na época da colonização do Norte paranaense, é de autoria de Joubert de Carvalho e romanceia o drama da seca de 1930, quando “Maria de Ingá” parte da Paraíba, deixando o sertão nordestino ainda mais triste.
Prato típico Carneiro no Buraco. Crédito: Divulgação Embratur
A passagem da chama olímpica por Campo Mourão, já no Oeste do Paraná, é considerada um momento histórico e festivo, que será marcado por diversas manifestações artísticas e culturais. A cidade tem parques ecológicos e festas tradicionais que recebem turistas da rota do Mercosul com uma boa estrutura de hotéis e restaurantes. Entre os atrativos estão o Museu Municipal, a Catedral de São José e o Parque Estadual do Lago Azul. Importantes rodeios e festas gastronômicas como o Costelão de São José, no mês de setembro; e a Porco Fest, em maio, fortalecem o turismo regional. Já a Festa Nacional do Carneiro no Buraco, no mês de julho, conquistou o Brasil. O prato é feito com carne, legumes, pinhão e frutas colocados em tachos de ferro e enterrados em buracos com braseiros e cozidos por seis horas.
A cidade de Cascavel será a última cidade. Crédito: Divulgação Embratur
A última parada do dia será em Cascavel, município já consolidado como um centro de turismo de negócios e eventos, que também possui atrativos culturais e que permitem a prática de esportes, entre eles, o Parque Ecológico Paulo Gorski com ciclovia, lago para pesca e canoagem, zoológico e playground. Completam o cenário a Igreja de Nossa Senhora de Fátima e o Teatro do Lago. Já o Parque Municipal Danilo Galafassi abriga o Museu de História Natural e um zoológico com mais de 300 animais. Outro atrativo é a Catedral de Nossa Senhora Aparecida.
Considerada “Capital” do Oeste do Paraná, Cascavel destaca-se como entroncamento rodoviário, polo regional econômico, universitário e cultural. Além dos eventos voltados para o agronegócio, a cidade realiza os festivais de música, dança, teatro, cinema e Artes Plásticas. A celebração de pernoite da Tocha Olímpica na cidade contará com show musical, atrações culturais e esportivas. O Costelão, churrasco preparado com uma grande peça de costela bovina, assada na posição vertical, com fogo feito diretamente no solo, sem uso de churrasqueiras é o prato típico presente nas principais celebrações e festividades locais.
INVESTIMENTOS -
O Ministério do Turismo já investiu nas quatro cidades cerca de R 11 milhões divididos em 28 projetos de infraestrutura turística. São obras de urbanização e de acesso aos atrativos, sinalização turística e Centros de Atendimento ao Turista, entre outros projetos.
Ouça áudio / download (mp3) em que o diretor de Planejamento e Gestão Estratégica do Ministério do Turismo, Jun Yamamoto, frisa a importância do revezamento da tocha para a divulgação de destinos.