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Mistura de dança, música e história, Frevo é celebrado nacionalmente nesta terça (14)

Expressão cultural do país integra uma seleta lista de bens considerados como Patrimônio da Humanidade
Publicado em 14/09/2021 14h48 Atualizado em 14/09/2021 14h49
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Paço do Frevo, em Recife (PE). Crédito: Walber Moura/MTur

Uma mini sombrinha colorida, instrumentos de sopro e ritmo acelerado. Se você é um dos milhões de apaixonados pelo carnaval pernambucano já sabe que estamos falando do “Frevo”, não é mesmo? Além de ser uma expressão artística nacional e uma parte da história do país, a dança/ritmo foi declarada pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade. Com tantas particularidades, a data do dia 14 de setembro foi a escolhida para celebrar este importante bem cultural do Brasil que atrai milhões de turistas ao estado de Pernambuco todos os anos.

Símbolo de alegria e de união, o Frevo nasceu no século 19, a partir da rivalidade entre os escravos e as bandas militares da época e que com o decorrer do tempo ganhou características únicas. Seu nome vem do verbo “ferver”, pois trazia uma dança frenética e um ritmo acelerado, feita para proporcionar mais animação às festas populares, como o carnaval. Foi a partir da preservação do Frevo e das tradições locais que foi originado o bloco carnavalesco, Galo da Madrugada, que desde 1994 é considerado o maior bloco de carnaval do mundo pelo Guinness Book.

Além de ritmo, o Frevo traz uma dança frenética, improvisada na rua, liberta e vigorosa. Criada e recriada pelos passistas, a dança teve influência do jogo de braços e de pernas e da ginga dos capoeiristas, que assumiam a defesa de bandas e blocos, ao mesmo tempo em que criavam a coreografia. Além disso, ele incorpora elementos de outras danças, como o maxixe e a polca. Seus principais instrumentos são o trombone, o trompete, o saxofone e a tuba.

Músico e pernambucano, o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, destacou a importância do ritmo para a cultura e turismo do Brasil. “O Frevo é muito mais do que uma dança e do que uma música, é uma expressão de um povo que soube mesclar cada traço cultural do nosso país. E ele contribuiu para que nos tornássemos o oitavo país do mundo, segundo o Fórum Econômico Mundial, em atrativos culturais e para apresentar a singularidade da música brasileira para o mundo”, disse.

REVALIDAÇÃO - Recentemente, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), autarquia vinculada ao Ministério do Turismo, revalidou o título do Frevo como Patrimônio Cultural Imaterial do Brasil. O processo acontece a cada 10 anos e tem o objetivo de investigar a atual situação do bem cultural, verificar mudanças nos sentidos e significados atribuídos ao bem, entre outros aspectos. A revalidação também busca dar subsídio a ações futuras de proteção e valorização do patrimônio imaterial.

O ritmo/dança também foi declarado, em 2012, como Patrimônio Cultural Imaterial pela Unesco. Segundo a instituição, o Frevo é transmitido entre as gerações e constantemente recriado pelas comunidades e grupos em função de seu ambiente, da interação com a natureza e a história, gerando um sentimento de identidade e continuidade, o que contribui para promover o respeito à diversidade cultural e à criatividade humana.

PAÇO DO FREVO - Um dos principais espaços de celebração da cultura pernambucana, o Paço do Frevo preparou uma programação especial para esse dia. Logo mais à noite, o Centro de Referência em Salvaguarda do Frevo vai receber uma apresentação da Orquestra Arruando. A ação será transmitida pelo canal do museu no youtube, a partir das 19h e trará em seu repertório algumas das principais músicas do ritmo ao longo dos anos.

Por Victor Maciel

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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