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Ministério do Turismo expõe projetos e expectativas com construção de corredor bioceânico

Ações como GT de Caravanismo, Rodovida e InovaBR foram apresentados aos participantes do Chile, Argentina e Paraguai
Publicado em 11/06/2021 14h06
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Reunião abordou assuntos de mobilidade e conectividade. Crédito: João Vitor Loureiro/MTur

O secretário Nacional de Desenvolvimento e Competitividade do Turismo, William França, participou na última quinta-feira (10.06) do Seminário Virtual “Corredor Bioceânico e Turismo”. Promovido pela Universidade Católica do Chile, o evento teve como objetivo de apresentar os projetos e aspirações dos países sul-americanos com a construção do Corredor Bioceânico. A rota rodoviária ligará Campo Grande (MS) a portos no Norte do Chile, passando por Paraguai e Argentina.

Para o ministro do Turismo, Gilson Machado Neto, “a expectativa é de que possamos ampliar consideravelmente o turismo nacional a partir da construção desse corredor, que será um importante fator de desenvolvimento das regiões por onde passará”.

Ao integrar os países sul-americanos e facilitar o intercâmbio comercial, o Corredor Bioceânico também deve impactar o turismo na região. O projeto que interligará estas nações dará a oportunidade ao turista de conhecer um grande atrativo turístico que passará por paisagens exuberantes, como o Pantanal brasileiro, as Cordilheiras dos Andes e o deserto do Atacama. No Brasil, a expectativa é de que a rota encurtará em cerca de 2 mil km a vinda de turistas argentinos, chilenos e paraguaios, com um corredor bem estruturado com 100% do percurso no país com wi-fi gratuito.

Durante sua apresentação, William França expôs projetos desenvolvidos pelo Ministério do Turismo e por outros órgãos do governo federal, como a criação de um Grupo Técnico para a estruturação de Pontos de Apoio aos Viajantes (PAV) e Caravanismo; a campanha Rodovida, da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e o Programa InovaBR, do Ministério da Infraestrutura. Outro ponto abordado pelo secretário foi a Rede Brasileira de Trilhas de Longo Curso e o Caminho dos Jesuítas, projetos estratégicos para o desenvolvimento do turismo no país.

“Vamos estruturar alguns pontos de parada aos viajantes ao longo de toda a rota. Isso facilitará a visita de cidadãos destes países, que são um dos principais emissores de turistas para o Brasil. Esperamos um bom crescimento com esse percurso, movimentando a economia das cidades abrangidas e com a geração de emprego e renda”, destacou o secretário William França.

Em 2019, os três países que juntos ao Brasil fazem parte do Corredor Bioceânico enviaram mais de 2,7 milhões de turistas ao Brasil, correspondendo a fatia considerável da quantidade visitantes internacionais.

Por Victor Maciel

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

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