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Exploração sexual infantil é tema de encontro em Belém
Deborah de Salles
Nesta sexta-feira (5), a cidade de Belém (PA) sediou encontro para discutir estratégias de enfrentamento à exploração sexual de crianças e adolescentes. A ação, do Ministério do Turismo, tem o objetivo de reforçar o uso dos mecanismos de prevenção a esse tipo de crime. Entre os principais canais de denúncia, destaca-se o Disque 100, ferramenta utilizada pela população para denunciar as suspeitas de casos de forma sigilosa e gratuita.
De acordo com o coordenador-geral de Proteção à Infância do Ministério do Turismo, Adelino Neto, evitar o crime de exploração sexual de crianças e adolescentes é garantir que os direitos dos brasileiros sejam cumpridos, um dever que tem sido assumido pelo ministério. “O governo brasileiro não reconhece a expressão ‘turismo sexual’, que não é turismo, é crime. Por meio das palestras o MTur pretende sensibilizar a população para que em qualquer caso de suspeita, denuncie. Precisamos fortalecer a rede de proteção às crianças e adolescentes do nosso país”, defendeu Adelino Neto.
Durante o encontro, o público também teve a oportunidade de conhecer a atuação conjunta dos programas Pronatec Turismo Social, do MTur, e Vira Vida, do Sesi. Por meio de cursos técnicos para a inserção no mercado de trabalho e profissional, os projetos contribuem para a ressocialização de adolescentes e familiares que sofreram algum tipo de violência.
O MTur tem mobilizado toda a rede de proteção de crianças e adolescentes que lidam com o setor do turismo. No primeiro semestre, as palestras foram realizadas nas cidades que sediaram os jogos da Copa. Belém foi a 20ª cidade na segunda etapa da ação, que abrange as capitais que não foram sedes do Mundial. Mais de 2 mil pessoas já foram sensibilizadas.
Estiveram presentes o coordenador-geral de Proteção à Infância do Ministério do Turismo, Adelino Neto; representantes do Pronatec Turismo Social; do Ministério da Saúde; do Conselho Nacional do Sesi e da União Marista do Brasil.
Dados
No período de janeiro a julho deste ano, o estado do Pará registrou 115 denúncias de exploração sexual infantil. Se consideradosos últimos quatro anos, o número sobe para 935 denúncias, segundo dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Em relação à capital, Belém, foram 180 registros nos últimos quatro anos. Vale ressaltar, no entanto, que o número de ligações não corresponde ao número de casos.
Aplicativo
A denúncia pode ser feita pelo Disque 100 ou pelo celular, por meio do aplicativo Proteja Brasil, desenvolvido pela Unicef e o governo brasileiro. Disponível na Apple Store ou na Google Play, a ferramenta auxilia os usuários a identificar e denunciar as violações de direitos de crianças e adolescentes.<--[if gte mso 9]>
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para ouvir comentário do coordenador Adelino Neto sobre a atuação do MTur na área.