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Do surf ao jet-ski: a “praia” dos destinos sem mar
Carolina Valadares
Em um país com 8,5 mil km de litoral, o mar é atrativo soberano do verão. Mas não é o único. Para centenas de destinos brasileiros, a majestade está nos rios, lagos, lagoas e espelhos d’água que encantam turistas com inúmeras atividades de ecoturismo, aventura e lazer. É o que acontece em Brasília e seu incrível lago Paranoá; em Florianópolis, na charmosa Lagoa da Conceição; no Amazonas, com as belas e misteriosas águas do maior rio do país; e no estado de Sergipe, único na beleza dos paredões dos cânions do São Francisco.
As embarcações são vedetes dessas praias alternativas. O Brasil tem 70 mil lanchas e veleiros acima de 16 pés, com 53% da frota náutica na região Sudeste e 20% na região Sul. Somente em Florianópolis, o setor cresce 10% ao ano e emprega mais de 10 mil trabalhadores. O interesse por esportes aquáticos também cresce na capital catarinense: a Lagoa da Conceição oferece um cardápio qualificado que vai do kitesurf, ao jet-ski, passando pelo windsurfe, stand up paddle, vela e caiaque, um verdadeiro espetáculo esportivo em cerca de 15 km2 de espelho d’água. Sem falar na vista dos decks, onde dá para assistir ao nascer e ao pôr do Sol diariamente.
No coração do cerrado brasileiro, ver o sol se despedir no lago Paranoá é atração das mais democráticas: principalmente nos finais de semana, apreciadores posicionam suas câmeras fotográficas nos decks, píeres ou a bordo de uma das 11 mil embarcações ancoradas no lago, frota náutica que é a terceira maior do país.
As águas que abraçam Brasília de norte a sul se tornaram ponto de encontro para famílias, jovens em festas a bordo de lanchas, atletas amadores e profissionais de inúmeros esportes. As orlas próximas aos clubes já investem, inclusive, em aulas de Stand Up Paddle (SUP), natação e windsurfe para todas as idades – a demanda é alta na cidade que tem um dos melhores índices de qualidade de vida do Brasil. Não é para menos: os índices de balneabilidade do lago tem sido mantidos em níveis excelentes.
Quem gosta de luxo também está visitando outras “praias”. No norte do país, um cruzeiro navega pelos rios Amazonas e Solimões e, de quebra, oferece experiências em meio à fauna e flora da maior floresta tropical do mundo. De dentro do barco-hotel, é possível apreciar o encontro dos rios Negro e Solimões e o ballet simpático dos botos cor de rosa ou, ainda, “ganhar” o leito do rio, em pequenas embarcações, em tardes ou noites de pesca esportiva. Um restaurante temático oferece cardápio com gastronomia típica da Amazônia, tornando a experiência ainda mais rica e saborosa.
No estado de Sergipe, as belezas naturais do São Francisco estão entre os roteiros mais encantadores. Para visitar o Cânion do Xingó, é preciso partir de Aracaju até Canindé por terra (cerca de 200km) e, depois, pegar um catamarã ou escuna até a atração final. O passeio dura o dia todo.
Com tantos incentivos, a vontade de viajar dentro do país aumentou no último mês. É o que mostra a última Sondagem do Consumidor, pesquisa mensal do Ministério do Turismo que mapeia a intenção de viagem dos brasileiros. Em agosto, 76% dos entrevistados em sete capitais pretendiam viajar, nos seis meses subsequentes, para destinos nacionais. Em julho de 2014, 70% faziam os mesmos planos.
Para incentivar viajantes brasileiros e estrangeiros a desfrutarem dos 8,5 mil quilômetros de litoral e dos cerca de 35 mil km de vias internas navegáveis no Brasil, o Ministério do Turismo publicou uma cartilha com dicas sobre destinos e atrações de turismo náutico. Consulte as versões Português-Espanhol e Português-Inglês .