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DIA DOS AVÓS
Conheça vovós que viajam pelo Brasil
Acima: Jailma com os netos e as amigas Elvira Costa e Doralice Carneiro./arquivo pessoal. Abaixo: Luciana na praia de Boa Viagem (PE) e com as netas./arquivo pessoal
Nesta terça-feira (26) é celebrado o Dia dos Avós. Nesta data, a Agência de Notícias do Turismo parabeniza todos os vovôs e vovós do Brasil, em especial aqueles que são viajantes e não medem esforços para curtir os destinos turísticos ao lado dos netinhos, amigos e familiares. Afinal, o turismo é uma atividade para todos e pode ser experimentado por diferentes gerações. Para comemorar a data, a Agência conversou com duas vovós apaixonadas por viagens e que carregam seus netinhos consigo. Confira:
Jailma Medeiros tem 65 anos e é avó de seis netos. Viajante desde que se aposentou, em 2005, a professora começou a viajar após a saída dos filhos de casa. “Sempre tive o desejo de conhecer os locais, mas eu trabalhava bastante. Os anos se passaram, me divorciei, meus filhos casaram e eu me senti solitária. Foi quando meus próprios filhos me incentivaram a viajar, eu fui e nunca mais parei. Hoje me considero nômade”, conta.
Jailma conhece quase todo o Brasil. Já viajou, inclusive, com amigos para todos os estados do Sul, parte do Sudeste e Centro-Oeste, além de ter conhecido praticamente todo o Nordeste. Aventureira, a professora aposentada conta que não existe lugar que não seja possível aos vovôs e vovós visitarem, pois, mesmo que possuam limitações, a idade não é um empecilho para se divertir, conhecer novas culturas e apreciar as delícias da gastronomia local.
VOVÓ E NETINHOS – “Um dia eu realizei meu sonho e pedi aos pais do Mateus, meu neto de 6 anos, para viajar com ele. Foi uma experiência incrível e eu fiquei maravilhada com tudo que vivi com meu neto”, conta Jailma. Mateus e a avó embarcaram em um avião rumo à Araguatins (TO), onde visitariam parentes. Amor e companheirismo fizeram parte do trajeto. Chegando ao destino e junto com outros netos, Jailma conheceu as belezas naturais da região e aproveitou o momento para criar memórias com os netos.
“Essa viagem com o Mateus e os passeios com ele e meus outros netinhos me fizeram reviver a infância. Tomamos banho de mangueira, andamos de barco, comemos guloseimas, passeamos de bicicleta... eu brinquei junto com eles e fomos muito felizes. Percebi que essas memórias vão ficar para sempre com a gente e sinto que os laços de amor foram ainda mais fortalecidos. O Mateus, por exemplo, queria estender a viagem”, conta, dona Jailma, aos risos com a lembrança.
Viajar com os netinhos também é uma paixão de Luciana Franco, de 55 anos e também avó de seis netos. A vovó Lu não mede esforços quando o quesito é pegar os pequenos e cair na estrada: “viajo todos os anos, sem falta, com meus netos e sempre escolhemos o Nordeste. A experiência é ótima, pois, além de conhecermos lugares e criarmos memórias juntos, eu vejo a mudança na rotina e os saltos no desenvolvimento das crianças nesses momentos”, explica.
Apreciadora da natureza do Brasil, a administradora de empresas já visitou, com os netos, os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco e Maranhão. Assim como Jailma, Luciana nota que as viagens com os pequenos fortalecem os laços familiares. “É claro que há dificuldades em viajar com crianças, é um desafio sair da rotina, se programar e ter que escolher os itens mais necessários para levar na mala, mas o amor e a riqueza de conhecimentos que temos e proporcionamos a eles é uma recompensa imensa”, narra a administradora.
De fato, viajar com os netos requer cuidados especiais. “Eu sinto que aumenta a responsabilidade no cuidado com a criança, mas essas preocupações são naturais da demanda de se estar com elas e ficam praticamente pequenas quando eu me recordo dos momentos que o turismo com eles me traz. Meu sonho é viajar sozinha com todos os meus 6 netos. Eu já avisei aos pais que vou escolher um destino e levá-los todos comigo”, explica, entusiasmada, a vovó Jailma.
VOVÓ NA ESTRADA – Mas se engana quem pensa que os avós só podem viajar com os netos a tiracolo. Curtir as belezas e as delícias do Brasil é indicado para qualquer idade e em qualquer companhia. Desde 2003, Luciana viaja sozinha, com o namorado, com parentes e amigos. “Eu me organizo no trabalho para poder fazer viagens nem que sejam de curta duração, pois viajar é o que eu mais gosto de fazer, então sigo em frente mantendo esse estilo de vida”, ressalta.
No final de agosto, ela vai viajar com os netos para um resort próximo à Brasília, cidade em que reside, mas a vovó Lu já viajou para vários outros locais sem os pequenos. “Eu conheço quase todo o Brasil. Ainda falta subir um pouquinho mais no mapa e visitar a região Norte. Enquanto isso, vou viajando e conhecendo cada vez mais as paisagens do nosso país”, explica.
Jailma também pega a estrada rumo aos destinos mais bonitos, acolhedores e divertidos do Brasil. A vovó já se viu até mesmo sendo nômade e passando 8 meses seguidos fora de casa. “Fiquei fazendo um tour pelo Nordeste, em especial em Recife, que é a minha terra natal. Foi recente, após esse período crítico da pandemia, e me trouxe muita alegria”, explica a aposentada, que mora há 43 anos na capital federal.
Quando perguntado quais são os destinos que as vovós indicam para viajar com os netos ou com outras pessoas, fica difícil citar apenas um só, mas Luciana consegue indicar as praias de Alagoas, como Ipioca e Barra de São Miguel. Já a vovó Jailma indica Gramado (RS), que é sua cidade turística favorita; Campos do Jordão (SP), pela tranquilidade do local; Garanhuns (PE), por ser a “suíça pernambucana”; e sua nova paixão, Paulo Afonso (BA), pois, segundo ela, a cidade tem “um turismo ecológico de tirar o fôlego, é bem cuidada e conta com bons hotéis, o que é um diferencial”.
CONSELHO DE VOVÓ VIAJANTE – As vovós viajantes sabem a importância do turismo na vida das pessoas. Seja para apreciar um momento de lazer com os netos, para descansar, conhecer culturas novas ou ampliar o autoconhecimento, as vovós entendem que o turismo é uma ferramenta de transformação. Para Jailma, viajar é uma necessidade: “esse negócio de ficar em casa chorando as desilusões não dá certo. A gente tem que sair e conhecer gente nova, lugares novos. Viajar faz bem para a saúde física, mental e espiritual, então, não é algo apenas prazeroso, é algo necessário”.
Luciana concorda com essa perspectiva. O turismo na vida dela proporcionou aprendizados, prazeres e conhecimentos. Para ela, depois de tantas dificuldades que a humanidade passou em meio à pandemia de Covid-19, é preciso aproveitar a vida e apreciar cada momento dela. “Viva a vida, pois ela é um sopro”, é o conselho dado pela administradora de empresas.
Nayara Oliveira
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo