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As linhas da capital
Brasília, DF – De um desenho simples, como duas linhas que se cruzam, surgiu uma grande história: Brasília, a capital federal. Nasceu com força nos traços de Niemeyer e Lúcio Costa, no coração de Juscelino Kubitschek e abençoada pelos sonhos de Dom Bosco. Mas a trajetória da nova capital vai muito além da imaginação destes quatro homens. A capital, inaugurada em 21 de abril de 1960, foi gerada por mãos de homens e mulheres que deixaram para trás suas terras e famílias pelo desejo de uma vida melhor. Hoje, esses pioneiros e seus descendentes, e as centenas de milhares de pessoas que adotaram essa terra como se sua fosse, celebram os 51 anos da capital de todos os brasileiros.
Brasília foi planejada para ser o centro dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. A cidade, considerada Patrimônio Mundial da Humanidade pela Unesco, possui a maior área tombada do mundo. E a arquitetura e os monumentos são o que mais encantam: a Esplanada dos Ministérios, a Catedral Metropolitana, Praça dos Três Poderes e a Ponte JK são locais que devem ser visitados por todo turista que chega a Brasília.
Dividido entre as Asas Norte e Sul, o Plano Piloto é cortado pelo Eixo Monumental, onde está a maioria destes monumentos. Mas Brasília vai além: atravessando as águas do Lago Paranoá, chegamos a algumas das cidades, que se formaram no entorno, com o decorrer dos anos, da capital.
Só quem conhece ou vive em Brasília consegue entender o que significa “andar de Zebrinha” ou “entrar numa tesourinha”. Peculiaridades de uma capital que recebe de braços abertos pessoas de todo o país, e foi berço de importantes nomes do rock nacional – como Legião Urbana, Cássia Eller, Capital Inicial, Paralamas do Sucesso, Plebe Rude, entre outras. Brasília tem a cara do rock, do reggae, do rap, do forró, do sertanejo e de todos os ritmos brasileiros.
O urbanista Lúcio Costa, autor do projeto do Plano Piloto, explicou de maneira muito simples a criação dos elementos centrais da cidade: “Nasceu do gesto primário de quem assinala um lugar ou dele toma posse: dois eixos cruzando-se em ângulo reto, ou seja, o próprio sinal da cruz”.
Uma paixão nacional – Como parte das celebrações do aniversário da capital de todos os brasileiros, a Esplanada dos Ministérios transformou-se em um grande palco de apresentações. Uma das atrações mais inusitadas é a projeção de imagens na cúpula do Museu Nacional.
A pintura de cor branca é tomada por imagens holográficas de grandes jogadores de futebol, que tomam conta da fachada da obra de Niemeyer e abrem espaço para a imaginação, celebram as conquistas de outrora, ao mesmo tempo em que convocam todo mundo a se preparar para o grande evento, que será a Copa do Mundo de 2014. Brasília será uma das cidades-sede e ainda sonha em ser palco da abertura da competição.
A Copa de 2014 já começou em Brasília. E a grande bola de futebol, projetada na fachada do Museu da Nacional, espera o apito inicial para ser conduzida pelo gingado brasileiro e mais uma vez integrar a tradição de fazer bonito dentro de campo.