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EMPREGO
Rio Grande do Sul gerou 4 mil empregos com carteira em março
Mercado de trabalho brasileiro gerou 228.208 novos empregos com carteira assinada em março de 2026. O país acumula 613,3 mil novas vagas formais no primeiro trimestre do ano. Foto: Secom/PR
O Rio Grande do Sul gerou 4.054 empregos formais em março de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta quarta-feira (29/4) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Quatro dos cinco grandes grupos de atividades econômicas pesquisadas registraram saldo positivo no estado gaúcho no terceiro mês do ano. O setor de Serviços foi o que mais gerou empregos formais, tendo aberto 6.650 vagas. Em seguida aparecem a Indústria (4.738 postos), o Comércio (2.148) e a Construção (936). Já o setor da Agropecuária registrou desempenho negativo (-10.418).
MUNICÍPIOS – A capital Porto Alegre foi o município gaúcho com maior saldo de empregos formais em março, tendo gerado 3.121 novos empregos com carteiras assinadas. Em seguida aparecem as cidades de Venâncio Aires (1.790), Santa Cruz do Sul (1.244) e Novo Hamburgo (687).
GÊNERO – No recorte por gênero, o Rio Grande do Sul apresentou em março, segundo dados do Painel de Informações do Novo Caged, um saldo negativo para as vagas ocupadas pelos homens em relação às mulheres. Elas tiveram um salto positivo de 6.728 postos, enquanto os homens apresentaram um desempenho negativo de -2.674 vagas.
FAIXA ETÁRIA E INSTRUÇÃO – No que diz respeito à faixa etária, a maior parte dos postos gerados no Rio Grande do Sul no período foi ocupada por jovens de 18 a 24 anos, que preencheram 3.277 novos postos formais. Na análise sobre grau de instrução, a maioria dos vínculos no estado em março foi ocupada por pessoas com ensino médio completo, que preencheram 4.968 vagas.
NACIONAL – O mercado de trabalho brasileiro gerou 228.208 novos empregos com carteira assinada em março de 2026. O resultado é fruto de 2,52 milhões de admissões e 2,29 milhões de desligamentos. Com o desempenho de março, o país acumula 613.373 novas vagas formais no primeiro trimestre do ano. Já no recorte dos últimos 12 meses, entre abril de 2025 e março de 2026, foram criados 1,21 milhão de empregos com carteira assinada. O desempenho também elevou para 49,08 milhões o número de vínculos formais ativos no Brasil, uma alta de 2,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Na comparação com março de 2025, quando foram geradas 79.994 vagas, o saldo de março deste ano confirma a expansão do mercado de trabalho formal.
UNIDADES DA FEDERAÇÃO – No terceiro mês de 2026, 24 das 27 unidades da Federação tiveram saldos positivos. Os destaques foram São Paulo (+67.876), Minas Gerais (+38.845) e Rio de Janeiro (+23.914). As UFs com saldo negativo foram Alagoas (-5.243), Mato Grosso (-1.716) e Sergipe (-338).
O crescimento proporcional do emprego formal foi liderado pelo Acre, que registrou variação relativa de 0,92%, seguido por Roraima, com alta de 0,88%, e Piauí, que apresentou expansão de 0,86%.
GRUPOS ECONÔMICOS – Março apresentou variação positiva em quatro dos cinco grandes setores da economia. O setor de Serviços foi o maior gerador de postos no mês, com mais 152.391 vagas (+0,6%). O grupo foi impulsionado principalmente por atividades como atividades administrativas (38.782), educação (21.837) e saúde e serviços sociais (22.372).
A Construção registrou aumento de 38.316 postos formais, puxadas por obras de infraestrutura (15.316) e construção de edifícios (13.330). O terceiro maior gerador foi a Indústria, com saldo de 28.336 postos, com ênfase na fabricação de produtos de carne (5.113), processamento de fumo (2.885) e fabricação de biocombustíveis (2.613).
O Comércio gerou 27.267 empregos, com resultados positivos no ramo varejista (11.991) e atacado (11.991). Já a Agropecuária registrou saldo negativo de -18.096, impulsionado pela desmobilização de maçã, soja e laranja.
GRUPOS POPULACIONAIS – A geração de empregos apresentou saldo positivo para mulheres, com 132.477 novas vagas, e para homens, com 95.731 postos. Os jovens de até 24 anos respondem por 72,6% do saldo total no mês, o equivalente a 165.785 postos. Quanto ao nível de escolaridade, pessoas com ensino médio completo (183.037) lideraram a ocupação dos postos, seguidas por trabalhadores com nível superior (23.265). No recorte por raça, o balanço foi positivo para pardos (142.228), brancos (68.663), pretos (33.823) e amarelos (883). O mercado absorveu 224.236 novos trabalhadores brasileiros e naturalizados, além de 3.972 estrangeiros.
SALÁRIOS – O salário médio real de admissão em março de 2026 foi de R$ 2.350,83, com variação negativa de R$ 17,50 (-0,7%) em relação a fevereiro. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, houve aumento de R$ 41,80 (+1,8%). Entre os trabalhadores considerados típicos, o salário médio foi de R$ 2.397,89, enquanto para os não típicos ficou em R$ 2.019,09.