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CESTA BÁSICA
Com salário mínimo maior e cesta mais barata, Fortaleza registra queda de 0,91% no custo dos alimentos em um ano
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para a população - Foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR
O custo da cesta básica em Fortaleza foi de R$ 694,06 em janeiro de 2026, uma redução de 0,91% em relação a janeiro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para os cearenses, que passaram a comprometer uma parcela menor da renda com alimentação.
ACUMULADO – Em Fortaleza no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em oito dos 12 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-35,12%) e o açúcar cristal (-12,53%). Também tiveram redução de preço o feijão carioca (-8,48%), tomate (-7,26%), farinha de mandioca (-5,35%), leite integral (-4,35%), óleo de soja (-3,94%) e manteiga (-1,34%). Já o café em pó (20,60%), banana (6,14%), pão francês (3,46%) e a carne bovina de primeira (2,69%) registraram elevação.
SEIS DE 12 – Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, seis dos 12 produtos que compõem a cesta básica apresentaram queda de preço: arroz agulhinha (-3,01%), óleo de soja (-1,90%), açúcar cristal (-1,79%), carne bovina de primeira (-0,81%), café
em pó (-0,54%) e leite integral (-0,15%). Os outros seis itens apresentaram elevação de preço: tomate (20,84%), banana (4,88%), farinha de mandioca (4,43%), feijão carioca (1,99%), pão francês (1,06%) e manteiga (0,28%).
MAIS COM MENOS – Com a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, o trabalhador de Fortaleza precisou trabalhar 94 horas e 12 minutos para adquirir os alimentos básicos em janeiro de 2026. O tempo é inferior ao registrado em dezembro de 2025 (98 horas e 07 minutos) e significativamente menor do que em janeiro de 2025, quando eram necessárias 101 horas e 31 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 46,29% em janeiro de 2026, frente a 48,21% em dezembro de 2025 e 49,88% em janeiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador cearense passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.