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CESTA BÁSICA
Com salário mínimo maior e cesta mais barata, Belém registra queda de 3,48% no custo dos alimentos em um ano
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para a população - Foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR
O custo da cesta básica em Belém foi de R$ 673,55 em janeiro de 2026, uma redução de 3,48% em relação a janeiro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para os paraenses, que passaram a comprometer uma parcela menor da renda com alimentação.
ACUMULADO – Em Belém no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em nove dos 12 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-40,08%), o açúcar cristal (-38,03%) e a farinha de mandioca (-20,11%). Também tiveram redução de preço a manteiga (-6,91%), óleo de soja (-6,25%), feijão carioca (-5,17%), leite integral (-3,61%), carne bovina de primeira (-3,14%) e tomate (-0,12%). Foram registradas elevações no café em pó (24,85%), pão francês (6,91%) e banana (3,20%).
SETE DE 12 – Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, sete dos 12 produtos que compõem a cesta básica apresentaram queda de preço: farinha de mandioca (-18,98%), arroz agulhinha (-5,23%), óleo de soja (-3,42%), manteiga (-3,00%), açúcar cristal (-2,58%),
café em pó (-1,63%) e leite integral (-1,27%). Os outros cinco itens apresentaram elevação de preço: tomate (12,12%), feijão carioca (3,45%), banana (2,33%), carne bovina de primeira (1,37%) e pão francês (0,96%).
MAIS COM MENOS – Com a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, o trabalhador de Belém precisou trabalhar 91 horas e 25 minutos para adquirir os alimentos básicos em janeiro de 2026. O tempo é inferior ao registrado em dezembro de 2025 (96 horas e 36 minutos) e significativamente menor do que em janeiro de 2025, quando eram necessárias 101 horas e 08 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 44,92% em janeiro de 2026, frente a 47,47% em dezembro de 2025 e 49,70% em janeiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador paraense passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.