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CESTA BÁSICA
Com salário mínimo maior e cesta mais barata, Aracaju registra queda de 3,29% no custo dos alimentos em um ano
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para a população - Foto: Vitor Vasconcelos / Secom-PR
O custo da cesta básica em Aracaju foi de R$ 552,65 em janeiro de 2026, uma redução de 3,29% em relação a janeiro de 2025, de acordo com a Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos, realizada pelo DIEESE em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). O valor é o menor entre as capitais pesquisadas.
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para os sergipanos, que passaram a comprometer uma parcela menor da renda com alimentação.
ACUMULADO – Em Aracaju, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em 7 dos 12 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o tomate (-25,68%), arroz agulhinha (-20,50%) e açúcar cristal (-11,98%). Também tiveram redução de preço leite integral (-9,50%), manteiga (-6,29%), óleo de soja (-5,98%) e farinha de mandioca (-1,78%). Itens como café em pó (27,57%), feijão carioca (3,17%), banana (2,66%), carne bovina de primeira (2,11%) e pão francês (1,84%) registraram elevação.
CINCO DE 12 – Entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, houve queda do preço médio de cinco dos 12 produtos que compõem a cesta básica: arroz agulhinha (-4,55%), óleo de soja (-3,46%), açúcar cristal (-1,37%), leite integral (-1,23%) e manteiga (-0,45%). Os outros sete itens apresentaram elevação de preço: tomate (24,86%), banana (5,91%), feijão carioca (1,56%), pão francês (0,83%), farinha de mandioca (0,46%), café em pó (0,36%) e carne bovina de primeira (0,07%).
MAIS COM MENOS – Com a redução no custo da cesta e o reajuste do salário mínimo para R$ 1.621,00, o trabalhador de Aracaju precisou trabalhar 75 horas para adquirir os alimentos básicos em janeiro de 2026. O tempo é inferior ao registrado em dezembro de 2025 (78 horas e 11 minutos) e significativamente menor do que em janeiro de 2025, quando eram necessárias 82 horas e 49 minutos de trabalho.
Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 36,86% em janeiro de 2026, frente a 38,42% em dezembro de 2025 e 40,70% em janeiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador sergipano passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.