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Filme sobre Besouro no Dia Nacional da Cultura debate a importância da cultura negra no Brasil
Público debate com atores e diretor do filme
Por Rachel Mortari – Ascom/FCP
O diretor do filme Besouro: da capoeira nasce um herói, João Daniel Tikhomiroff e os atores Leno Sacramento, Sérgio Laurentino e Flávio Rocha do elenco conversam com o público ontem (5) sobre o processo de produção do filme, história, escolha do elenco, desenvolvimento dos personagens e, principalmente, sobre a abertura que o filme traz para a cultura negra, para a capoeira e para falar das religiões de matrizes africanas. A exibição foi uma sessão especial, cedida pela produtora do filme, Mixer Produções Cinematográficas, para a Fundação Cultural Palmares em celebração ao Dia Nacional da Cultura.
O ator Sérgio Laurentino, que faz o personagem de Exu – a entidade mais temida fora das religiões de matrizes africanas – explica que a entidade nada mais é do que uma força da natureza que liga céu e terra. “Tivemos muito cuidado ao montar o personagem, justamente para quebrar essa idéia de ser do mal, com sangue nos dentes, comparado ao diabo”.
Sacramento falou da importância do filme para a cultura negra. “Há uns dez anos era impossível fazer cinema falando da capoeira sobre uma ótica positiva, falar de Orixás – de Exu, nem pensar! É muito bom que tudo isso esteja sendo mostrado, esteja sendo desmistificado. É muito bom ver o negro ser herói no cinema”.
Na platéia, prestigiando o filme e os atores, estavam o Ministro da Cultura, Juca Ferreira; o presidente da Palmares, Zulu Araújo e os cantores, Sandra de Sá, Tonho Matéria e Roberto Mendes e a atriz da Banda Teatro Olodum, Eliane Nascimento. Esses artistas também estiveram presentes na sessão solene mista do Congresso Nacional pela manhã, para comemorar a data, quando o ministro aproveitou a oportunidade para pedir apoio aos parlamentares para aprovarem os projetos que envolvem o setor. Em seu discurso Juca Ferreira disse que é necessário acabar com o “apartheid cultural” existente no país.