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Observatório Nacional recebe magnetômetro que faz leitura magnética de alta precisão e sensibilidade
O Observatório Nacional, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI/ON), recebeu um equipamento que, ao detectar sinais magnéticos extremamente fracos em rochas e sedimentos, realiza uma leitura magnética de alta precisão e sensibilidade capaz de revelar a história do campo magnético terrestre, suas reversões, e até pistas sobre mudanças climáticas e ambientais do passado geológico profundo da Terra.
Fabricado pela norte-americana 2G Enterprises, o magnetômetro criogênico triaxial 755-4K long core estará a serviço do Laboratório de Paleomagnetismo, Cicloestratigrafia e Mineralogia Magnética do Observatório Nacional (LPC2M-ON).

- Magnetômetro de alta precisão e sensibilidade 755-4K chega ao Observatório Nacional.
Ele foi adquirido com recursos provenientes do projeto "PMAGMULTI - "Expansão do parque de instrumentos científicos de laboratório multiusuário orientado ao Paleomagnetismo do Observatório Nacional", no âmbito da Chamada Pública MCTI/FINEP/FNDCT-INFRA - PROINFRA 2021.
“Este magnetômetro é um dos instrumentos mais avançados do mundo para detectar sinais magnéticos extremamente fracos preservados em rochas e sedimentos. Ele utiliza sensores quânticos supercondutores (SQUIDs), resfriados a temperaturas criogênicas próximas de 4 Kelvin (-269°C), o que permite medir campos magnéticos milhões de vezes mais fracos que o campo magnético da Terra”, explicou o Dr. Daniel R. Franco, coordenador do LPC2M-ON e pesquisador do ON.
O 755-4K é considerado único por sua complexidade tecnológica. Seu perfeito funcionamento depende de condições criogênicas, blindagem magnética rigorosa e softwares especializados para interpretação de dados.
“Graças à versatilidade do equipamento, sua utilização pode impulsionar novas oportunidades de pesquisa em áreas como física, biologia e medicina, ampliando o leque de experimentos e fortalecendo a produção científica nessas frentes”, afirmou o Dr. Plinio Jaqueto, pesquisador do ON.
Poucos laboratórios possuem essa capacidade instalada, o que é o caso do LPC2M-ON, dotado de uma sala magneticamente blindada desde sua inauguração.
No Brasil, existem atualmente apenas dois equipamentos desse modelo: um na Universidade de São Paulo (USP) e este do ON. Essa raridade coloca o país em um patamar privilegiado na América Latina, onde instituições de pesquisa em geral não contam com tecnologia equivalente.