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Ciência no Rádio fala dos registros geológicos de tremores que antecederam erupções no passado
O Ciência no Rádio de quarta-feira, 14 de janeiro, entrevista o doutorando Lucca Martins Franco, do Observatório Nacional (ON/MCTI). Ele é o autor principal de um estudo que mostra como o passado geológico do Brasil pode ajudar a compreender processos que hoje são monitorados em vulcões ativos ao redor do mundo.
A pesquisa analisou rochas formadas há cerca de 80 milhões de anos, durante o período Cretáceo, na Província Ígnea do Alto Paranaíba (APIP), em Minas Gerais. Trata-se de uma região que foi intensamente vulcânica no passado, mas que hoje não apresenta nenhuma atividade vulcânica. Justamente por isso, as rochas preservam registros excepcionais dos processos internos que antecederam as erupções naquele período.
Em regiões vulcânicas ativas, um dos principais sinais de que um vulcão pode entrar em erupção é o aumento de pequenos terremotos, conhecidos como enxames sísmicos. Esses enxames são conjuntos de muitos tremores fracos, concentrados no tempo e no espaço, que indicam que o sistema vulcânico está passando por ajustes internos.
Embora o Brasil não possua vulcões ativos atualmente, o estudo mostra que seu patrimônio geológico pode contribuir diretamente para a compreensão de riscos vulcânicos em outras partes do mundo. Lucca contará no programa como essa contribuição ocorre e explicará como foi realizado o estudo.
Sobre o Programa Ciência no Rádio
O programa Ciência no Rádio é resultado de uma parceria do Observatório Nacional (ON) com a Rádio MEC, criada em 2015 para levar ao público informações científicas ligadas às três áreas de atuação do ON: astronomia e astrofísica, geofísica, metrologia em tempo e frequência. São quase 500 programas ao longo desses anos! E todos estão disponíveis em nosso site e em nosso Spotify.
Não perca! Na 4ª feira, dia 14 de janeiro, às 7h10min!
Programa Rádio Sociedade, quadro Ciência no Rádio, Rádio MEC AM.