Notícias
Brasil ganha nove medalhas de ouro e uma de prata na OLAA 2025
Os estudantes brasileiros que participaram da XVII Olimpíada Latino-Americana de Astronomia e Astronáutica (OLAA) conquistaram nove medalhas de ouro e uma de prata. Nas premiações em grupo, o Brasil venceu na melhor prova teórica e na melhor prova de foguetes. Nas individuais, levou o prêmio de melhor prova observacional e melhor prova teórica. O evento ocorreu de 1º a 7 de setembro no Rio de Janeiro e Barra do Piraí (RJ).
“O Observatório Nacional (ON) apoia a OLAA no sentido de motivar os jovens para a astronomia e para as ciências de uma forma geral e para unir as nações latino-americanas”, afirmou durante o evento a Dra. Josina Nascimento, astrônoma do ON, unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
Os medalhistas de ouro foram:
-
Felipe Maia Silva, de Fortaleza (CE);
-
Filipe Ya Hu Dai Lima, de Fortaleza (CE);
-
Lucas Praça Oliveira, de Fortaleza (CE);
-
Isabela Xavier de Miranda, do Rio de Janeiro (RJ);
-
Luís Fernando de Oliveira Souza, de Cassilândia (MS);
-
Eyke Cardoso de Souza Torres, de Ourilândia do Norte (PA);
-
Guilherme Waiandt Moraes, de Fortaleza (CE);
-
Gustavo Globig Farina, de Fortaleza (CE); e
-
Larissa França Souza, de Goiânia (GO).
A medalha de prata foi uma conquista de
-
João Victor Evers Cordeiro, de Fortaleza (CE).
“Eu ganhei o prêmio de melhor prova teórica individual. Essa prova foi bem interessante, muito diferente de todas as outras da OLAA, mas o treinamento do Brasil é incrível e quando a gente chega aqui, a gente já se sente extremamente preparado para fazer. Quando eu estava fazendo a prova, era como se fosse só mais uma prova normal, como de todos os outros treinamentos, e eu estava muito mais tranquilo para fazer. Então, os treinamentos me ajudam muito nisso”, declarou o estudante Filipe Ya Hu Dai Lima, que conquistou uma medalha de ouro.
Nas provas em grupos multinacionais, Luís Fernando venceu os prêmios de melhor prova de foguetes e melhor prova teórica. Nos desafios individuais, Gustavo Globig conquistou a melhor prova observacional. Por empate técnico, Gustavo Globig e Filipe Ya Hu Dai Lima dividiram o prêmio de melhor prova teórica.
A OLAA deste ano contou com equipes do Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai.
O evento, neste ano organizado pela Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA), é uma competição internacional que reúne jovens do ensino médio de diversos países da América Latina, com o objetivo de promover o conhecimento em astronomia e astronáutica, além de incentivar a cooperação entre jovens cientistas do continente.
Por ser sede da edição, o Brasil foi representado por duas equipes compostas por dez estudantes do ensino médio. A primeira foi formada por Felipe Maia Silva, Filipe Ya Hu Dai Lima e Lucas Praça Oliveira, todos de Fortaleza (CE); Isabela Xavier De Miranda, do Rio de Janeiro (RJ), e Luís Fernando de Oliveira Souza, de Cassilândia (MS).
Já a segunda equipe foi representada por Eyke Cardoso De Souza Torres, de Ourilândia do Norte (PA); Guilherme Waiandt Moraes, Gustavo Globig Farina e João Victor Evers Cordeiro, de Fortaleza (CE); e Larissa França Souza, de Goiânia (GO). Os grupos foram liderados pelos professores Hugo Menhem e Thiago Paulin.
Os grupos foram selecionados após participarem e se destacarem nas fases presenciais e online da OBA, competição realizada pela Sociedade Astronômica Brasileira (SAB) e com o apoio do MCTI e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), agência vinculada à pasta.
Desafios e treinamento
Segundo o coordenador da OBA, Prof. João Canalle, os desafios da OLAA envolvem a realização de provas e exercícios teóricos, construção e lançamento de foguetes de garrafa pet, manuseio manuseio de telescópios entre outros.
Antes de enfrentar o desafio internacional, a equipe participou de treinamentos com alunos que foram medalhistas em edições anteriores, além de professores, especialistas e astrônomos. “Durante as aulas, eles estudaram sobre carta celeste, analisaram dados astronômicos, realizaram observação do céu a olho nu e com uso de planetário, entre outras atividades”, finalizou Canalle.
Para o astrônomo do Museu de Astronomia e Ciências Afins (MAST), unidade de pesquisa vinculada ao MCTI, Eugênio Reis, a OLAA no Brasil representou um momento de grande relevância para a educação científica e para a integração internacional, “reafirmando o protagonismo brasileiro no cenário latino-americano de popularização da ciência”. Eugênio foi o presidente local desta OLAA.
“A OLAA é um espaço de troca de saberes, experiências culturais e convivência pacífica entre estudantes e professores de diferentes nações, fortalecendo laços de amizade e cooperação que ultrapassam fronteiras. Sediar novamente a olimpíada reforça o compromisso do país em promover a ciência, a educação e a integração entre os povos latino-americanos”, disse Eugênio.
IOAA
No último mês, o Brasil também foi representado na 18ª Olimpíada Internacional de Astronomia e Astrofísica (IOAA), que aconteceu em Mumbai, na Índia. Os cinco alunos conquistaram uma medalha de ouro, duas de prata, uma de bronze, dois troféus e uma menção honrosa. Saiba mais aqui.
A delegação foi composta por Franklin da Silva Costa, de Recife (PE), Francisco Carluccio De Andrade, de Campinas (SP), Giovanna Karolinna Ribeiro de Queiroz, de São Paulo (SP), Luca Pieroni Pimenta, de Valinhos (SP) e Lucas Amaral Jensen, de Itapetininga (SP). Todos são estudantes do ensino médio de escolas públicas e particulares.