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RELATÓRIO MENSAL DA DÍVIDA
Dívida Pública Federal totalizou R$ 9,298 trilhões em julho
A Dívida Pública Federal (DPF) totalizou R$ 9,29 trilhões em julho, alta de 0,22% em relação aos R$ 9,27 trilhões registrados em junho. Os dados constam do Relatório Mensal da Dívida (RMD), divulgado na quarta-feira (26/08) pelo Tesouro Nacional.
O resultado de julho reflete um resgate líquido de R$ 65,14 bilhões no mês, além do impacto de R$ 85,53 bilhões decorrente da apropriação dos juros.
A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) totalizou R$ 8,9 trilhões em julho, alta de 0,31% na comparação com junho. No mesmo período, a Dívida Pública Federal externa (DPFe) recuou 2,20%, para R$ 340,06 bilhões.
Estrangeiros
A participação de investidores estrangeiros no estoque da DPMFi caiu de 9,95%, em junho, para 9,82%, em julho. No mesmo período, o estoque de papéis em posse de estrangeiros recuou de R$ 887,87 bilhões para R$ 879,07 bilhões.
Instituições financeiras
As instituições financeiras mantiveram a maior participação no estoque da DPMFi, com 31,34% em julho, ante 31,76% em junho. A parcela dos fundos de investimento passou de 22,00% para 22,23%, enquanto a do grupo de Previdência aumentou de 22,52% para 22,73%. Já a participação das seguradoras caiu de 3,34% para 3,32%.
Revisão
Também na quarta-feira (26/8), o Tesouro Nacional anunciou a revisão de alguns parâmetros do Plano Anual de Financiamento (PAF) da Dívida Pública Federal de 2026. Pela revisão, a expectativa é de que os títulos flutuantes, atrelados à Selic, representem entre 49% e 53% do estoque da dívida ao fim do ano. Com isso, a projeção para a participação dos títulos pré-fixados ou indexados à inflação foi reduzida. Em janeiro, a previsão era de participação entre 46% e 50% para os títulos atrelados à Selic.
De acordo com o Tesouro Nacional a revisão decorre, principalmente, do conflito no Oriente Médio e dos impactos sobre a política monetária do país. Segundo o Tesouro Nacional, o cenário geopolítico internacional tem contribuído para a manutenção de prêmios de risco elevados e para um ambiente menos favorável à emissão de títulos de prazo mais longo e com taxas prefixadas.
"O aumento da participação dos títulos flutuantes na DPF (Dívida Pública Federal) reflete a combinação de um ambiente de maior volatilidade e de taxas de juros elevadas, contribuindo para uma maior preferência dos investidores por instrumentos de menor duração e menor sensibilidade às oscilações das taxas de juros. Nesse contexto, a demanda tem se concentrado em títulos indexados à taxa Selic, favorecendo sua emissão e contribuindo para a elevação de sua participação relativa no estoque da dívida", contextualiza o documento divulgado pelo Tesouro Nacional.
As previsões para o estoque da DPF permaneceram inalteradas em relação a janeiro, entre R$ 9,7 trilhões e R$ 10,3 trilhões.