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Ecoturismo
Trilha no coração do Brasil une a arquitetura modernista de Brasília à natureza selvagem do Cerrado
Foto: Divulgação/CPC
Explorar o coração do Brasil ao percorrer caminhos que conectam cachoeiras, a vegetação preservada do Cerrado, marcos históricos e a arquitetura modernista da capital federal é a proposta dos Caminhos do Planalto Central. Com cerca de 400 km de extensão, a rota atravessa sete Unidades de Conservação e pode ser percorrida de três formas: a pé, de bicicleta ou a cavalo.
A rota começa em Brazlândia, no Distrito Federal, e se estende até Formosa, em Goiás. Os caminhos são formados por arcos que partem de dois pontos de enorme importância ambiental e histórica: a Floresta Nacional de Brasília (Flona) e a Pedra Fundamental, no Morro do Centenário. Em suas extremidades, a trilha se conecta ao Caminho dos Goyazes, tanto a leste (na Lagoa Feia, em Formosa-GO) quanto a oeste (na Barragem do Descoberto, em Águas Lindas-GO).
Durante as jornadas é possível contemplar a biodiversidade do Cerrado, visitar picos e grutas, tomar banho de cachoeira e até conhecer museus. Ao longo do caminho, o viajante ainda passa por águas que alimentam as bacias do Tocantins/Araguaia, do Rio São Francisco e do Rio do Prata.
Nos Caminhos do Planalto Central, a "pegada" (sinalização) que guia os viajantes traz em seu centro a Torre de TV Digital. Conhecida como “A Flor do Cerrado”, o monumento é um dos grandes símbolos de Brasília. Por ser alta e imponente, a torre pode ser avistada de diversas posições ao longo da trilha, servindo como um ponto de referência para os aventureiros.
Escolha seu caminho
Nos Caminhos do Planalto Central, o trilheiro tem a liberdade de escolher o tipo de experiência que mais combina com seu perfil. O roteiro é dividido em três arcos principais:
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Arco Brasília (cerca de 90 km): Com um viés cívico, histórico e cultural, este percurso tem como principal atrativo o Eixo Monumental. Nele, o visitante tem contato direto com o traçado urbano singular de Brasília, passando por seus monumentos, palácios, obras de arte e mirantes que fazem da cidade um Patrimônio Cultural da Humanidade.
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Arco Cafuringa (cerca de 150 km): Com foco na cultura rural, religiosa e histórica, este trecho conecta várias unidades de conservação (como a nova área do Parque Nacional de Brasília, a Estação Ecológica de Águas Emendadas e o Parque Sucupira). É uma imersão na história da ocupação do território, ligando o Santuário Menino Jesus, em Brazlândia, ao Morro da Capelinha, em Planaltina.
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Arco (Trilha) União (cerca de 90 km): Para quem busca uma conexão mais interior, a Trilha União oferece espaços para vivências espirituais, contatos com manifestações culturais diversas e a gastronomia rural ao longo do caminho.
Como chegar
O acesso aos pontos de partida do roteiro é facilitado pela infraestrutura da capital federal:
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Sentido Oeste-Leste (Início em Brazlândia-DF): É muito simples chegar ao ponto de partida usando o transporte rodoviário público de Brasília. Ônibus partem regularmente da Rodoviária do Plano Piloto, bem no centro da cidade.
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Sentido Leste-Oeste (Início em Formosa-GO): Se sua escolha for fazer o caminho inverso, começando por Goiás, basta usar o transporte rodoviário interestadual, que sai da Rodoviária Interestadual de Brasília.
Trilhas de Longo Curso
Atualmente, o Brasil conta com 246 trilhas, que passam por 327 Unidades de Conservação (UC), totalizando mais de 25.000 km de trilhas planejadas. Cada uma é identificada por uma logomarca em formato de pegada, nas cores preta e amarela e pode personalizar sua logomarca inserindo, dentro do formato de pegada, um desenho próprio que a represente.
As atividades mais praticadas em uma trilha de longo curso são as caminhadas. Porém, ela não se resume apenas a essa prática. O visitante pode encontrar diversas outras atividades, como por exemplo, cicloturismo, canoagem, montanhismo, observação de aves, corridas, campismo, observação de fauna, flora ou formações geológicas, dentre outras.
Por Victor Mayrink
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo