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TURISMO SUSTENTÁVEL
Entre cachoeiras, tradições e sabores, Delfinópolis (MG) disputa o selo ‘Melhores Vilas Turísticas do Mundo’
Cercada pelas belezas da Serra da Canastra e marcada por tradições preservadas ao longo do tempo, a cidade de Delfinópolis (MG) é um dos sete destinos brasileiros que concorrem ao selo 'Melhores Vilas Turísticas do Mundo', iniciativa da ONU Turismo, que reconhece os locais que se destacam pela valorização do patrimônio cultural e natural, pelo compromisso com a sustentabilidade e pela promoção do desenvolvimento local.
As localidades foram escolhidas pelo Ministério do Turismo após seleção de dez inscrições. Entre os critérios, estão ter população de até 15 mil habitantes, estar situada em uma paisagem com presença significativa de atividades tradicionais, como agricultura, silvicultura, pecuária ou pesca, e compartilhar valores e estilo de vida comunitário.
O resultado final das vilas selecionadas será divulgado em dezembro, em Buenos Aires, na Argentina. As vilas brasileiras concorrem com outras 261 espalhadas por todos os continentes.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o prêmio é um reconhecimento ao compromisso com a sustentabilidade, com a preservação do patrimônio histórico e cultural. “O turismo rural e de natureza é um dos maiores motores de inclusão social e geração de emprego e renda que temos hoje. Ele fixa o homem no campo, valoriza o sentimento de pertencimento e distribui riqueza de forma justa. A seleção das vilas mostra ao mundo como o Brasil sabe aliar desenvolvimento econômico e conservação ambiental”, disse.
Conheça Delfinópolis
O município, localizado a cerca de 420 quilômetros da capital, Belo Horizonte, transformou suas riquezas cultural e natural em um dos principais atrativos turísticos da região. Em 2025, Delfinópolis recebeu 368.934 visitantes, atraídos pela combinação entre aventura, gastronomia e o modo de vida típico do interior mineiro.
Entre os principais atrativos da cidade está o Parque Nacional da Serra da Canastra, conhecido por suas paisagens marcantes, cachoeiras e rica biodiversidade. O local é um convite para os amantes do ecoturismo, atividade que se consolidou como uma das experiências mais procuradas pelos visitantes que chegam à região em busca de contato com a natureza e aventura.
A força turística de Delfinópolis, no entanto, vai além de seus cenários naturais. A cultura canastreira é um dos grandes patrimônios locais e se manifesta em tradições preservadas ao longo das gerações. As Folias de Minas, por exemplo, mantêm viva a identidade cultural do município, reunindo moradores e visitantes em celebrações que valorizam a fé, a música e os costumes da região.
Outro destaque é a produção do tradicional queijo canastra, símbolo da gastronomia local e um dos maiores representantes da cultura mineira. Reconhecido como Patrimônio Imaterial e Cultural pela Unesco, o produto desperta o interesse de turistas que desejam conhecer de perto seu modo de preparo e a história que envolve essa tradição centenária.
A vocação gastronômica de Delfinópolis também se fortalece com a presença do café canastra, que evidencia a qualidade e a identidade dos grãos produzidos na região. Somada à expressiva produção de banana e soja, a atividade rural contribui para a economia local e amplia as possibilidades de experiências autênticas para quem busca o turismo gastronômico.
O município também se destaca pela valorização do artesanato. Um exemplo é o trabalho desenvolvido pelo grupo Arteiras da Canastra, formado por artesãs que usam materiais naturais para criar peças inspiradas no cotidiano, nas paisagens e nas tradições da cultura canastreira. Os produtos se tornaram mais um atrativo para os visitantes que desejam levar consigo uma lembrança autêntica da região.
Com uma oferta turística diversificada, que reúne ecoturismo, festas tradicionais, gastronomia e artesanato, Delfinópolis consolida sua imagem como um destino capaz de proporcionar experiências genuínas e conectadas às raízes mineiras. O resultado é o fortalecimento do turismo local e a valorização de um patrimônio cultural e natural que segue atraindo visitantes de diferentes partes do Brasil.
Sobre a premiação
Desde sua criação, a ONU Turismo recebeu mais de mil inscrições, de mais de 100 países. Atualmente, a Rede de Melhores Vilas Turísticas da ONU Turismo tem 319 destinos rurais em todo o mundo. No total, contabilizado este ano, 27 vilas turísticas brasileiras já foram indicadas. Duas delas alcançaram o reconhecimento internacional, sendo Testo Alto, em Pomerode (SC), conhecida pela Rota do Enxaimel, e Antônio Prado (RS).
A rota do Enxaimel reúne a maior concentração, fora da Europa, de casas construídas com essa técnica arquitetônica trazida pelos imigrantes alemães, na qual as estruturas de madeira são construídas sem nenhum prego ou parafuso, apenas com encaixes. São cerca de 50 residências ao longo de 16 km, em um percurso tombado como patrimônio paisagístico pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Já Antônio Prado tem referência na preservação da herança da imigração italiana no país. O município gaúcho possui um valioso patrimônio histórico e cultural: aproximadamente 80% dos moradores falam talian, dialeto resultante da mistura de idiomas do norte da Itália com o português.
Conheça os outros representantes do Brasil na edição deste ano:
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Araçá (Porto Belo/SC): Com pouco mais de 1.100 habitantes, a Vila do Araçá destaca-se pela combinação entre natureza preservada e tradições comunitárias. Localizada em uma área de proteção ambiental no litoral catarinense, a comunidade mantém forte ligação com a pesca artesanal, a gastronomia baseada em frutos do mar e experiências turísticas autênticas, como passeios em embarcações tradicionais, trilhas e atividades costeiras.
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Conceição de Ibitipoca (Lima Duarte/MG): Situada na Serra da Mantiqueira, a vila preserva um rico patrimônio histórico e cultural ligado aos antigos caminhos do ciclo do ouro. Com cerca de 1.100 moradores é conhecida por sua proximidade com o Parque Estadual do Ibitipoca, um dos principais destinos de ecoturismo do país, reunindo trilhas, cachoeiras, grutas e experiências voltadas ao bem-estar e à contemplação da natureza.
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Holambra (SP): Conhecida como a Capital Nacional das Flores, Holambra preserva a herança cultural deixada pelos imigrantes holandeses em sua arquitetura, gastronomia e manifestações culturais. O município responde por grande parte da produção e exportação de flores do país e tem como um de seus principais símbolos o Moinho Povos Unidos, o maior da América Latina.
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Lençóis (BA): Porta de entrada da Chapada Diamantina, Lençóis reúne patrimônio histórico, riqueza natural e forte participação comunitária no desenvolvimento do turismo. Cercada por cachoeiras, cavernas, rios e cânions, a cidade oferece experiências de ecoturismo e aventura associadas à valorização das tradições culturais locais e ao protagonismo de guias e empreendedores da própria comunidade.
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São José do Barreiro (SP): Localizada no Vale do Paraíba e cercada pela Serra da Bocaina, a cidade combina natureza exuberante e patrimônio histórico. O destino preserva fazendas e construções ligadas ao ciclo do café e oferece atrativos como a Trilha do Ouro, cachoeiras e experiências gastronômicas baseadas em produtos artesanais da região.
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Vila Flores (RS): Localizado na Serra Gaúcha, o município de Vila Flores (RS) combina tradições, gastronomia típica, turismo rural e paisagens preservadas da Mata Atlântica, em um modelo de turismo baseado na autenticidade e na valorização da comunidade local. O principal símbolo dessa identidade é o Filó Italiano, tradição que garantiu a Vila Flores o título de Capital Estadual do Filó.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo