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Ceará registra, em 2025, menor taxa anual de desemprego da série histórica
A população ocupada no país, em 2025, chegou a 103 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da PNAD Contínua do IBGE. Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR
Ceará registrou em 2025 a menor taxa anual de desemprego de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. O estado encerrou o ano com percentual de 6,5% de desocupação, redução de 0,5 ponto percentual em relação à taxa de 7% registrada em 2024, que já havia sido a menor até então. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
NACIONAL – O Brasil registrou, em 2025, a menor taxa anual de desocupação de toda a série da PNAD Contínua, iniciada em 2012. O percentual caiu de 6,6% em 2024 (até então o menor) para 5,6% em 2025. Outro destaque dos dados divulgados nesta sexta é que 20 das 27 Unidades da Federação registraram, no ano passado, a menor taxa anual de desocupação de toda a série histórica.
20 UFS COM MÍNIMA HISTÓRICA – Alcançaram a menor taxa anual de desocupação da série no ano passado: Bahia (8,7%), Amazonas (8,4%), Rio Grande do Norte (8,1%), Amapá (7,9%), Sergipe (7,9%), Distrito Federal (7,5%), Pará (6,8%), Maranhão (6,8%), Ceará (6,5%), Paraíba (6,0%), São Paulo (5,0%), Tocantins (4,7%), Minas Gerais (4,6%), Goiás (4,6%), Rio Grande do Sul (4,0%), Paraná (3,6%), Espírito Santo (3,3%), Mato Grosso do Sul (3,0%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso (2,2%).
As maiores taxas anuais foram registradas no Piauí (9,3%), Bahia (8,7%) e Pernambuco (8,7%). As menores ficaram com Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).
TRIÊNIO – A trajetória de recuo do desemprego fica ainda mais evidente quando se compara os dois primeiros triênios de gestões anteriores. Em 2015, 2016 e 2017, o Brasil teve taxa média anual de 11%. Já em 2019, 2020 e 2021, afetada pela pandemia de Covid-19 em 2020 e 2021, a taxa média anual subiu para 13,1%. Em 2023, 2024 e 2025, foi de 6,6% por ano. Segundo o IBGE, no quarto trimestre de 2025, o indicador foi de 5,1%, redução de 1,1 ponto percentual frente ao mesmo período do ano anterior (6,2%).
QUEDAS REGIONAIS – A queda nacional na desocupação no quarto trimestre de 2025 foi acompanhada por quatro regiões do país: Nordeste (de 7,8% para 7,1%), Sudeste (de 5,3% para 4,8%), Sul (de 3,4% para 3,1%) e Centro-Oeste (de 4,4% para 3,9%). Já a região Norte apresentou estabilidade.
POPULAÇÃO OCUPADA – Em 2025, a população ocupada no país chegou a 103 milhões de pessoas, o maior contingente da série histórica da PNAD Contínua. A população desocupada ficou em aproximadamente 6,2 milhões de pessoas, com queda de cerca de 1 milhão frente a 2024.
OCUPAÇÃO – O nível de ocupação anual chegou a 59,1% no Brasil em 2025, o maior da série histórica. Os maiores percentuais para este indicador foram apresentados por Mato Grosso (66,7%), Santa Catarina (66,2%) e Mato Grosso do Sul (64,4%) e os menores, por Alagoas (47,5%), Ceará (47,8%) e Rio Grande do Norte (47,9%). O nível de ocupação é a proporção de pessoas ocupadas dentro da população com 14 anos ou mais de idade.
RENDIMENTO – O valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos alcançou R$ 3.560. Os maiores valores foram de Distrito Federal (R$ 6.320), São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores valores foram de Maranhão (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e Ceará (R$ 2.394).
GÊNERO, RAÇA E ESCOLARIDADE – A taxa de desocupação por sexo foi de 4,2% para os homens e 6,2% para as mulheres no quarto trimestre de 2025. Já a taxa de desocupação por cor ou raça ficou abaixo da média nacional para os brancos (4,0%) e acima para os pretos (6,1%) e pardos (5,9%). A taxa de desocupação para as pessoas com ensino médio incompleto (8,7%) foi maior do que as dos demais níveis de instrução. Para as pessoas com nível superior incompleto, a taxa foi de 5,6%, mais que o dobro da verificada para o nível superior completo (2,7%).
EM BUSCA DE TRABALHO – No quarto trimestre de 2025, cerca de 1,1 milhão de pessoas buscavam um posto de trabalho há dois anos ou mais. Esse contingente recuou 19,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024, quando 1,3 milhão de pessoas estavam nessa condição. Por outro lado, 1,1 milhão de pessoas buscavam por trabalho há menos de um mês. Esse contingente recuou 23,1% antes o mesmo trimestre de 2024, quando 1,4 milhão de pessoas buscavam uma ocupação há menos de um mês.
SUBUTILIZAÇÃO, INFORMALIDADE E DESALENTO – A taxa anual de subutilização para o Brasil ficou em 14,5%. O Piauí (31,0%) teve a maior taxa, seguido por Bahia e Alagoas (ambos com 26,8%), enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (4,6%), Mato Grosso (6,8%) e Espírito Santo (7,4%).
A taxa anual de informalidade para o país foi de 38,1% da população ocupada. As maiores médias anuais ficaram com Maranhão (58,7%), Pará (58,5%) e Bahia (52,8%) e as menores, com Santa Catarina (26,3%), Distrito Federal (27,3%) e São Paulo (29,0%).
A taxa anual de desalento para o Brasil ficou em 2,6%. Maranhão (9,5%) teve a maior taxa, seguido por Alagoas (8,5%) e Piauí (7,8%), enquanto as menores taxas anuais foram de Santa Catarina (0,3%), Mato Grosso do Sul (0,6%) e Rio Grande do Sul (0,9%).
SOBRE A PESQUISA – A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa por trimestre no Brasil corresponde a 211 mil domicílios pesquisados. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e Distrito Federal, integrados à rede de coleta de mais de 500 agências do IBGE.
Em função da pandemia de COVID-19, o IBGE implementou a coleta de informações da pesquisa por telefone a partir de 17 de março de 2020. Em julho de 2021, houve a volta da coleta de forma presencial. É possível confirmar a identidade do entrevistador no site Respondendo ao IBGE ou via Central de atendimento (0800 721 8181), conferindo a matrícula, RG ou CPF do entrevistador, dados que podem ser solicitados pelo informante. Consulte os dados da PNAD no Sidra. A próxima divulgação da PNAD Trimestral, relativa ao primeiro trimestre de 2025, será em 14 de maio.