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SEGURANÇA ALIMENTAR
Porto Alegre tem redução de 1,07% no custo da cesta básica em fevereiro
A combinação entre a redução dos preços dos alimentos e a Política de Valorização do Salário Mínimo, que visa assegurar ganhos reais ao trabalhador, resultou em maior poder de compra para a população - Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR
O custo da cesta básica em Porto Alegre foi de R$ 786,84 em fevereiro de 2026, uma redução de 1,07% em relação a janeiro, de acordo com a Análise Mensal da Cesta Básica de Alimentos, realizada em parceria pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), e divulgada nesta segunda-feira, 9 de março.
DEZ DE 13 – Na capital gaúcha, dez dos 13 produtos que compõem a cesta básica tiveram diminuição nos preços médios entre janeiro e fevereiro: batata (-10,28%), óleo de soja (-5,62%), banana (-3,43%), manteiga (-3,12%), arroz agulhinha (-2,14%), açúcar refinado (-1,72%), tomate (-1,42%), café em pó (-1,24%), farinha de trigo (-0,72%) e carne bovina de primeira (-0,64%). Outros três produtos apresentaram elevação: feijão preto (5,49%), leite integral (1,78%) e pão francês (0,85%).

- Infográfico 1 - Preços da cesta básica em fevereiro de 2026 - Divulgação / Secom PR
ACUMULADO – Em Porto Alegre, no acumulado dos últimos 12 meses, foram registradas quedas em oito dos 13 produtos que compõem a cesta básica, com destaque para o arroz agulhinha (-31,50%), feijão preto (-28,95%) e o leite integral (-12,45%). Também tiveram redução de preço a manteiga (-3,80%), açúcar refinado (-3,18%), óleo de soja (-2,35%), farinha de trigo (-1,20%) e banana (-0,78%). Registraram elevação o tomate (48,40%), café em pó (18,29%), pão francês (4,75%), carne bovina de primeira (3,03%) e batata (1,89%).
QUEDA EM NOVE – Entre dezembro de 2025 e fevereiro de 2026, foram registradas quedas no preço médio de nove dos 13 produtos que compõem a cesta básica: batata (-20,25%), óleo de soja (-9,71%), banana (-6,80%), arroz agulhinha (-5,30%), café em pó (-3,69%), manteiga (-2,19%), leite integral (-1,72%), açúcar refinado (-1,30%) e farinha de trigo (-0,48%). Os outros quatro itens apresentaram elevação de preço: tomate (25,86%), feijão preto (6,50%), pão francês (1,44%) e carne bovina de primeira (0,71%).
MAIS COM MENOS – Considerando o salário mínimo líquido, após o desconto de 7,5% da Previdência Social, o comprometimento da renda com a compra da cesta básica caiu para 52,48% em fevereiro de 2026, frente a 53,05% em janeiro de 2026 e 54,82% em fevereiro de 2025. O resultado indica que o trabalhador porto-alegrense passou a comprar mais alimentos básicos gastando uma parcela menor do salário.