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CIÊNCIA E TECNOLOGIA
Governo Federal inaugura equipamentos para ampliar mapeamento do território brasileiro
Instalado no Instituto de Geociências (IGC), o supercomputador Soberano tem capacidade para processar grandes volumes de dados. Foto: Raphaella Dias/UFMG
O Ministério da Educação (MEC), por meio da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), inaugurou nesta terça-feira (27) dois equipamentos de alto desempenho para ampliar a capacidade de mapeamento do território brasileiro. Os aparelhos foram instalados no Campus Pampulha, em Belo Horizonte, e integram um programa para pesquisas em cartografia com inteligência artificial (IA).
Executado pela UFMG, o projeto recebeu o nome “Extração de Geoinformação com o Uso de Inteligência Artificial para Aplicações Duais: Defesa e Ambiente (GeoIDE)”, a partir do supercomputador Soberano e a câmera hiperespectral Hyper-cam Mini XLW. A aquisição das máquinas contou com os recursos da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep).
TECNOLOGIA – Instalado no Instituto de Geociências (IGC), o supercomputador Soberano tem capacidade para processar grandes volumes de dados. O sistema conta com oito aceleradores de IA, dez unidades de processamento e armazenamento de aproximadamente 400 terabytes. A infraestrutura foi projetada, instalada e configurada por equipes brasileiras.
A diretora do IGC, Úrsula Ruchkys, destacou que os equipamentos ajudam os pesquisadores a oferecerem melhores condições para o cuidado do país e de suas populações. “Poderemos mapear a defesa dos nossos territórios, os desastres naturais e os nossos biomas. O nome Soberano simboliza a ambição de fortalecer a nossa capacidade de produzir ciência e de encontrar respostas para os desafios brasileiros. O que inauguramos aqui amplia as possibilidades de pesquisa e a formação”, sustentou.
Já a câmera hiperespectral, instalada na Escola de Engenharia da UFMG, captura informações da luz em centenas de faixas estreitas do espectro eletromagnético. A tecnologia possibilita analisar características de objetos e superfícies e pode contribuir para pesquisas de sensoriamento remoto.
Segundo a professora Sônia Carvalho, coordenadora do projeto, a infraestrutura terá uso compartilhado entre pesquisadores e instituições parceiras. A iniciativa também busca ampliar a capacidade nacional de produção de informações cartográficas. A expectativa é que os resultados contribuam para o desenvolvimento de políticas públicas e para a gestão dos recursos naturais.