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SEGURANÇA PÚBLICA
PF e PRF retiraram R$ 9,5 bilhões do crime organizado e apreenderam 1,44 mil toneladas de maconha em 2025
Ministério da Justiça e Segurança Pública reforçou que trabalha pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025 de Segurança Pública e no combate ao feminicídio como prioridade. Foto: Tom Costa/MJSP
O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) apresentou nesta semana o balanço das ações da Polícia Federal (PF) e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) em 2025. Entre os principais resultados estão a retirada de R$ 9,5 bilhões do crime organizado, por meio de ações da PF, e a apreensão de 1,44 mil toneladas de maconha em operações conjuntas da PF e da PRF. O evento, na terça-feira (10/2), também detalhou prioridades e projetos da nova gestão da pasta.
O ministro Wellington César Lima e Silva afirmou que os dados mostram um trabalho que será continuado e intensificado. “A Segurança Pública é um dever constitucional do Estado. Esta prestação de contas anual é fundamental. A segurança não pode esperar, nem a coletividade. A população precisa de respostas rápidas. Apresentamos algumas delas e vamos incluir mais medidas e programas de longo prazo para combater a violência”, ressaltou.
Segundo o ministro, algumas áreas são essenciais para reduzir a criminalidade. O combate ao feminicídio foi apontado como prioridade. “Precisamos ir além das operações e apreensões, promovendo iniciativas que mudem a cultura e o comportamento da sociedade em relação aos crimes contra mulheres”, disse.
A Segurança Pública é um dever constitucional do Estado. Esta prestação de contas anual é fundamental. A segurança não pode esperar, nem a coletividade. A população precisa de respostas rápidas. Apresentamos algumas delas e vamos incluir mais medidas e programas de longo prazo para combater a violência. Precisamos ir além das operações e apreensões, promovendo iniciativas que mudem a cultura e o comportamento da sociedade em relação aos crimes contra mulheres”
Wellington César Lima e Silva, ministro da Justiça e Segurança Pública
Outro ponto de atenção são os roubos e furtos de celulares. “Esses crimes afetam diretamente os cidadãos. Estamos preocupados com eles e vamos usar inteligência para cruzar dados e gerar respostas mais eficientes. Há iniciativas em parceria com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) que vão trazer mudanças culturais no combate a esses crimes. Queremos acabar com a banalização dos furtos”, acrescentou.
ARTICULAÇÃO – Wellington César Lima e Silva destacou ainda a articulação com outras instituições para dar continuidade às iniciativas da pasta. “Nos reunimos com o Congresso Nacional, procuradores de Justiça, chefes de polícia, comandantes do Exército e representantes da sociedade civil, formando uma mobilização que tem dado certo. Há necessidade de ações coordenadas para desmantelar o crime organizado. O ataque às redes criminais precisa de métodos sistemáticos”, afirmou.
PENITENCIÁRIAS FEDERAIS – O secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen) do MJSP, André Garcia, anunciou que será apresentado um novo projeto para as penitenciárias federais. “O sistema penitenciário realiza um trabalho silencioso, mas essencial. Queremos levar essa estrutura aos estados, com protocolos e equipamentos que aumentem a segurança e o controle. Não basta prender, é preciso manter os presos incomunicáveis. A proposta é criar um Centro Nacional de Inteligência Penal, que vai permitir trabalhar com dados nacionais e reforçar o monitoramento de presos extramuros”, disse Garcia.
PARCERIAS COM ESTADOS – Para o secretário Nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, a atuação do ministério em parceria com os estados é fundamental para o sucesso de programas e operações de combate à violência. “Não há como falar de segurança sem integrar os entes federados. Uma das principais armas do Brasil contra o crime organizado é essa união. Não atuamos de forma imediata isolada. As ações são desenvolvidas em coordenação com os estados para asfixiar o crime material e de inteligência”, explicou.
PEC – Chico Lucas destacou também o trabalho da pasta na aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 18/2025 de Segurança Pública e a atenção ao combate ao feminicídio como prioridade. “Vamos reduzir a subnotificação, considerando a questão cultural, e integrar mulheres que passam pelo ciclo da violência às redes de proteção, fortalecendo centros de inteligência”, completou.
PRINCIPAIS NÚMEROS DO BALANÇO – A Polícia Rodoviária Federal apreendeu 719 toneladas de maconha, 44,3 toneladas de cocaína e 48,3 milhões de maços de cigarro ilegal. A PRF também recolheu 1.134 armas, mais de 59 mil munições e recuperou 7.924 veículos.
ATUAÇÃO EM EXPANSÃO – O diretor-geral da PRF, Antônio Fernando, afirmou que a atuação da instituição está se expandindo. “Com apoio do presidente Lula e do MJSP, ampliamos o alcance da PRF. Ingressamos pela primeira vez na Ameripol – Comunidade de Polícias das Américas, que aumenta o potencial de resultados da nossa atuação. No trânsito, realizamos mudanças significativas, religando equipamentos de segurança nas rodovias. A má conduta no trânsito causa mortes e prejuízos”, disse.
RECORDE NA APREENSÃO DE DROGAS – Na Polícia Federal, os dados mostram recorde na apreensão de drogas e redução no tempo de entrega de passaportes. Segundo o diretor-geral da PF, Andrei Fernandes, 2025 foi desafiador, mas os resultados compensaram. “Realizamos mais de quatro mil operações contra cadeias de combustível, desvio de recursos públicos, crimes contra o sistema financeiro e corrupção. A PF não persegue nem protege criminosos. Trabalhamos com provas, autonomia investigativa e escalonamos o combate ao crime de alto nível”, afirmou.
DESCAPITALIZAÇÃO DO CRIME – A descapitalização do crime organizado pela PF atingiu R$ 9,5 bilhões em 2025, resultado de apreensões em imóveis, aviões, carros, bloqueio de contas e dinheiro em espécie. Além disso, 42,5 mil pessoas foram indiciadas e mais de 44 mil inquéritos realizados, com duração média de 452 dias. No combate às drogas, a PF apreendeu mais de 73,1 mil quilos de cocaína, 7211 mil quilos de maconha e indiciou 1.512 pessoas nas fronteiras.
“As Forças Integradas de Combate ao Crime Organizado (FICCO) nos permitem capilaridade na descapitalização do crime. Foram R$ 169 milhões retirados do crime. A cooperação entre as forças é genuína e queremos expandir o projeto. A criação da Diretoria de Crimes Cibernéticos possibilitou 1.171 operações, sendo 1.077 voltadas à proteção de crianças e adolescentes”, declarou Andrei Fernandes. No âmbito administrativo, a PF emitiu 2,5 milhões de passaportes em 2025, com atendimentos ágeis que, em alguns casos, levaram apenas dois dias para emissão.