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Museu da Inconfidência inaugura Sala Afro-brasileira e celebra novo momento institucional
No sábado dia 5, o Museu da Inconfidência, em Ouro Preto (MG), realizou uma cerimônia especial para apresentação das obras de manutenção e restauro realizadas ao longo do primeiro semestre de 2025. A ocasião marcou também a abertura da nova Sala Afro-brasileira, um espaço permanente dedicado à valorização das contribuições culturais, artísticas e históricas da população afrodescendente em Minas Gerais.
A nova sala foi inaugurada com a exposição “Afro-brasilidades: arte e memória na encruzilhada”, composta por mais de 100 obras que ampliam as representações presentes no acervo do museu e propõem uma revisão crítica das narrativas museológicas tradicionais.
Estiveram presentes representantes de comunidades locais, lideranças culturais, autoridades públicas e parceiros institucionais. O momento foi marcado por uma atmosfera de escuta, reconhecimento e partilha, reforçando o compromisso da instituição com práticas museais mais justas, inclusivas e plurais.
O evento contou com a participação do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), representado por sua presidenta, Fernanda Castro, que destacou a importância da nova sala no contexto das políticas públicas para a memória e para a valorização das contribuições afro-brasileiras na formação da cultura nacional. Em sua fala, Fernanda reafirmou o compromisso do Ibram com a ampliação de narrativas no campo museal e com a promoção da diversidade nos museus brasileiros.
A cerimônia também celebrou o retorno gradual do museu ao público após importantes intervenções em sua estrutura. As obras incluíram pintura da fachada, revisão elétrica, instalação de sistemas de prevenção a incêndios e melhorias estruturais, com investimento superior a R$ 2,5 milhões, em parceria com o Ministério Público do Estado de Minas Gerais e outros órgãos.
O Museu da Inconfidência, vinculado ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vem passando por um processo de reposicionamento desde 2023. Entre as ações que marcam essa transformação estão a inclusão da heroína Hipólita Jacinta no Panteão dos Inconfidentes, reconhecida oficialmente no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria, e a integração à Rede de Lugares de História e Memória da UNESCO, pelo papel na preservação da memória da escravidão.
A criação da Sala Afro-brasileira representa um marco nesse novo ciclo. Ao destacar memórias antes marginalizadas, o museu reafirma seu compromisso com o fortalecimento da diversidade e com a construção coletiva de um patrimônio cultural mais representativo do povo brasileiro.